Extensão organiza sua memória

Base de dados, que reúne acervos dos centros de extensão, será disponibilizada para consulta

m projeto desenvolvido pela Escola de Ciência da Informação, Biblioteca Universitária e Pró-Reitoria de Extensão começa a pôr ordem num rico acervo de livros, cartilhas, fotos, músicas e capítulos de livros e relatórios até agora dispersos pelos centros de extensão da UFMG. A pesquisa, intitulada Bases de dados de publicações da extensão e desencadeada em março do ano passado, pretende disponibilizar esse valioso material para consulta pelas comunidades interna e externa.

Concluída em dezembro de 2000, a primeira parte do levantamento catalogou 240 volumes, além de materiais especiais, como fitas de vídeo e áudio, que inicialmente serão postas à disposição de professores. Mas, no futuro, o acesso aos documentos será ampliado. "O conteúdo de muitos trabalhos é de interesse da população, como pesquisas sobre tratamento de esgoto e estratégias de prevenção de cáries", exemplifica a vice-diretora da Escola de Ciência da Informação Lídia Alvarenga, coordenadora do projeto ao lado da professora Beatriz Valadares Cendon. A iniciativa faz parte do Projeto Memória, da Biblioteca Universitária, que pretende ordenar documentos, teses, publicações e periódicos que formam a memória institucional da UFMG.

Segundo Lídia Alvarenga, o primeiro passo é criar o hábito de organizar as informações de extensão, já que é difícil fazer um resgate de projetos antigos. "Alguns trabalhos realizados hoje poderiam recorrer às informações de iniciativas anteriores que trataram do mesmo tema, mas, como os dados não estão centralizados, essa possibilidade de troca é pequena", explica. Nessa fase, os centros de extensão foram contatados por correio eletrônico ou telefone e estão enviando seus acervos para o Cenex da Escola de Ciência da Informação.

Treinamento

A maior preocupação, segundo Lídia Alvarenga, é com a continuidade do projeto e o aperfeiçoamento do sistema de coleta, uma vez que ainda não há um setor especialmente designado para esse fim. Outra dificuldade é a falta de pessoal capacitado para realizar tal atividade. A vice-diretora também revela um fato curioso: "As bibliotecas universitárias organizam publicações do mundo inteiro, mas nem sempre os documentos da própria UFMG estão arquivados de forma adequada".

Com o objetivo de suprir essa lacuna, foi reservado um espaço para o acervo no prédio da Biblioteca Central. Além disso, uma equipe da Biblioteca Universitária ministrou treinamento aos três bolsistas de extensão do projeto. Os alunos aprenderam noções sobre os sistemas operacionais usados pela UFMG no tratamento das informações, sobre a estrutura das bibliotecas e sobre a importância da extensão na Universidade. Segundo Lídia Alvarenga, os cursos sobre os softwares de tratamento e registro da informação são essenciais para que os dados sejam registrados de acordo com padrões internacionais e permitam "conversas" entre arquivos de várias universidades do Brasil e do mundo.

A vice-diretora da Escola de Ciência da Informação informa que há poucos profissionais capacitados para ocupar essas funções: "Em Minas não existe um curso de arquivistas, embora o aluno de Ciência da Informação também seja formado para exercer essa atividade".

O esforço de construção desse arquivo, ressalta Lídia Alvarenga, está condicionado ao estabelecimento de uma política de divulgação dos acervos da UFMG. A Biblioteca Central abriga acervos importantes, mas pouco conhecidos da própria comunidade. Entre as coleções mantidas pela Universidade estão a do musicólogo alemão Francisco Curt Lange e o Acervo de Escritores Mineiros, com mais de 22 mil livros dos arquivos de Henriqueta Lisboa, Murilo Rubião, Oswaldo França Júnior e Abgar Renault.

 

UFMG discute política de Recursos Humanos

os dias 16 e 17 de fevereiro, a UFMG dará mais um passo para consolidar sua política de Recursos Humanos. Será realizado, no Conservatório UFMG, o seminário Gestão de Recursos Humanos na Universidade, proposto pelo Fórum de Diretores de Unidades e promovido pela Pró-Reitoria de RH. Além da presença do reitor, Francisco César de Sá Barreto, e da vice-reitora, Ana Lúcia Gazzola, o evento contará com a participação de diretores de unidades e de órgãos suplementares, membros do conselho consultivo de Recursos Humanos e outros representantes da administração central da Instituição.

"Esse encontro é muito importante para a UFMG. Não é possível construir uma política eficiente de RH sem o envolvimento de diversos setores", ressalta o pró-reitor Reynaldo Maia Muniz. Ele lembra que, durante o evento, serão discutidos temas relacionados à administração do recurso mais importante de uma instituição: as pessoas. A abertura do seminário será feita pelo reitor César Barreto. Em seguida, o professor Thomaz Wood Jr., da Fundação Getúlio Vargas, abordará As transformações contemporâneas na sociedade e a gestão de pessoas. Reynaldo Muniz apresentará aos participantes o contexto de mudanças, a situação atual e as ações a serem implementadas na área de RH da Universidade.

No seminário, haverá, ainda, debates sobre o cotidiano, os limites e as possibilidades normativas da gestão de Recursos Humanos no setor público. Um dos principais momentos do seminário, no entanto, acontece no segundo dia, quando, divididos em grupos, os participantes apresentarão sugestões para a política de RH da UFMG. "Essa discussão será imprescindível para que pensemos, de forma sistemática, propostas adequadas à Universidade", conclui Muniz.

 





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Nº 1305 - Ano 27 - 07.02.2001