O
edifício Alcindo da Silva Vieira, sede do Centro
Cultural UFMG, foi o primeiro edifício construído
na região do hipercentro. Quando a cidade, ainda
em 1906, apenas começava sua história
de urbanização, o edifício foi
idealizado como símbolo da sua prosperidade e
das boas-vindas aos visitantes e novos moradores, em
frente, que estava, à estação ferroviária.
Uma comissão construtora da nova capital foi
nomeada e preparou este arrojado projeto arquitetônico
para a época.
Um enorme investimento foi feito para construir um grande
hotel, que não chegou a se concretizar. Ainda
em meados de 1906, o Governo do Estado de Minas Gerais
adquiriu a construção em andamento e a
transformou no Quartel do 2o. Batalhão de Brigada
Policial. Entre sua inauguração em 1906
e 1911, o edifício sofreu várias reformas,
e passou a abrigar também a Junta Comercial e
órgãos do Ministério da Guerra.
Em 1911, a força pública se transferiu
para Juiz de Fora, e o edifício passou a ser
sede da Escola Livre de Engenharia. Em 1926, passou
a fazer parte do patrimônio da recém fundada
Universidade de Minas Gerais, hoje Universidade Federal
de Minas Gerais.
Por sua presença em momentos fundamentais da
história da cidade de Belo Horizonte, o edifício
Alcindo da Silva Vieira tornou-se importante marco da
sua trajetória econômica e política.
Hoje, como sede do Centro Cultural da Universidade,
tornou-se também importante espaço de
promoção e realização de
eventos e de projetos artísticos, de pesquisa
cultural e de convivência para a comunidade belohorizontina.
A sua revitalização arquitetônica
é necessária para que possa continuar
a desempenhar seu papel histórico e possa sobreviver
para que as próximas gerações tomem
contato com as realizações dos pensadores
e dos pioneiros da cidade e da universidade.
As características arquitetônicas principais
são: o pé direito alto, pensado para garantir
a circulação de ar, e o aspecto imponente
da construção; também serve para
garantir a iluminação natural durante
boa parte do dia. Também é importante
ressaltar a grande quantidade de madeira, no piso, no
teto, nas janelas e corrimões. Isso se deve ao
fato que há cem anos atrás não
se utilizava cimento para estas partes, a madeira trazia
um ar elegante e pessoal para o edifício. As
portas e janelas têm tamanho muito maior que as
atuais, pois além de manter relação
como pé direito, também tinham que garantir
a iluminação natural, pois ainda não
se podia contar com com energia elétrica como
hoje em dia. As colunas e os umbrais de portas e janelas,
imitam o padrão europeu ,e ficaram conhecidos
como coloniais no Brasil, porque a maioria das construções
da época colonial buscou trazer para o país
as formas européias, para dar a impressão
de luxo e de riqueza.
Em 1986, a UFMG criou o Centro Cultural UFMG e transformou
o edificio em sua sede. Após três anos
de obras, o Centro Cultural foi inaugurado em 22 de
abril de 1989, data em que se comemora o seu aniversário. |