Universidade Federal de Minas Gerais

Eber Faioli
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O secretário da Sesu, Nélson Maculan, falou na abertura da reunião da Andifes

Aberta neste domingo reunião do Pleno da Andifes

domingo, 13 de fevereiro de 2005, às 21h46

Ao abrir, na noite deste domingo, 13, no auditório da Escola de Música da UFMG, a 49ª reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a reitora Ana Lúcia Gazzola, presidente da entidade, convocou os participantes a um esforço concentrado, durante os próximos dois dias, para a discussão de uma extensa pauta de trabalhos.

Participam da reunião os 54 dirigentes de universidades, centros universitários e faculdades federais de todo o país que, além de deliberar sobre a anteprojeto de Reforma Universitária proposto pelo governo, discutirão ainda um conjunto de temas importantes para a vida das Ifes como a aplicação do Plano de Carreira dos servidores técnico-administativos dessas instituições, a Gratificação de Estímulo à Docência (GED) e questões orçamentárias, entre outros.

Reforma universitária
"Devemos sair daqui, na próxima terça-feira, 15, com uma deliberação da Andifes sobre o ante-projeto da Reforma Universitária, com a apresentação das emendas que julgarmos necessárias. Tenho inclusive me esquivado a fazer pronunciamentos a respeito, antes que entidade tome oficialmente uma posição", disse Ana Lúcia, que presidiu a sessão de abertura do encontro ao lado do secretário de Educação Superior (Sesu) do MEC, Nélson Maculan, do vice-presidente da Andifes, reitor Cícero Rodrigues, e do secretário-executivo da entidade, Gustavo Balduino.

Em seu pronunciamento, a reitora fez um breve relato da viagem que, ao lado de 33 outros dirigentes de universidades federais, fez recentemente a Cuba, quando os reitores brasileiros participaram de encontro promovido pelo Ministério da Educação Superior daquele país. "Tivemos oportunidade de discutir ampliação da cooperação entre as universidades brasileiras e suas congêneres cubanas, que caminham no sentido da consolidação de um programa de intercâmbio de caráter sistêmico", acrescentou.

Segundo Ana Lúcia Gazzola, o ministro da Educação, Tarso Genro, que também esteve em Cuba na mesma ocasião, tem instruções do presidente Lula para implementar esse programa, "para o qual existe a promessa de liberação de recursos específicos". A a presidente da Andifes anunciou também que viaja dentro de alguns dias a Alemanha, onde participa, a convite da Capes - entidade governamental que gerencia os programas de pós-graduação brasileiros -, de reunião com os representes do órgão correspondente daquele país.

Expansão universitária
Falando a seguir, o secretário da Sesu, Nélson Maculan, manifestou sua satisfação pela oportunidade da discussão que se processará durante a 49ª reunião do Conselho Pleno da Andifes, destacando a importância do papel das Ifes no encaminhamento do anteprojeto do governo. "Uma questão que tem sido mal interpretada no âmbito da Reforma Universitária é o financiamento da universidade pública", queixou-se o secretário.

Maculan assegurou, no entanto, que o aumento de recursos para a manutenção e expansão do sistema universitário federal não comprometerá o financiamento do ensino básico no país, segundo ele também uma prioridade do MEC. "A expansão do ensino superior público é indispensável a um país como o Brasil que aspira alcançar um patamar mais elevado de independência e desenvolvimento, mas onde os estudantes que chegam ao ensino superior representam menos de 10% da população", disse.

Segundo Maculan, a Sesu tem se dedicado com especial interesse também ao diálogo com as universidades confessionais e comunitárias, além das universidades estaduais, hoje muito importantes na rede de ensino superior do Brasil. Ele disse que atualmente, o Estado que mais tem investido nas suas universidades é o Paraná, embora as congêneres de São Paulo ainda mantenham a primazia em termos de valores orçamentários absolutos. "O orçamento das três universidades públicas paulistas é superior a R$ 3 bilhões, o que representa um terço do orçamento de nossas 54 instituições federais", acrescentou.

A sessão de abertura da 49ª reunião do Conselho Pleno da Andifes foi encerrada com um concerto oferecido pelos professores da Escola de Música da UFMG, Maurício Freire (flauta) e Miriam Vianna (harpa).