Universidade Federal de Minas Gerais

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Elizabeth de Souza Pinheiro

Elizabeth de Souza Pinheiro será sepultada neste domingo

sexta-feira, 30 de setembro de 2005, às 16h50

O corpo da funcionária Elizabeth de Souza Pinheiro, desaparecida tragicamente em 1999, será sepultado neste domingo, 2, às 10h, no cemitério Parque da Colina. Segundo o irmão de Elizabeth, Helvécio de Souza, embora triste, a família está aliviada, após seis anos de incertezas.

Elizabeth de Souza Pinheiro era secretária-geral do Instituto de Ciências Exatas (ICex) e desapareceu, aos 38 anos, no dia 10 de março de 1999. O fato causou grande consternação na comunidade universitária, tendo então mobilizado esforços de seus colegas, superiores imediatos e da Aministração Cental da Universidade.

Desde o primeiro momento, a UFMG ofereceu toda a colaboração necessária às autoridades encarregadas da investigação e chegou a conseguir a cooperação da Polícia Federal, considerando que Elizabeth era servidora de uma instituição pública federal. Atos de solidariedade também foram realizados, como o que aconteceu dia 17 de março, no ICEx, "com o objetivo de criar uma corrente de força positiva para Beth, onde ela estiver", nas palavras do então diretor da Unidade, professor José Francisco Soares.

Direitos assegurados
O desaparecimento de Elizabeth criou uma situação inusitada quanto à condição funcional da servidora, que obviamente deixou de comparecer ao trabalho. Tendo em vista reguardar os direitos da funcionária e de seus dependentes, a Universidade observou todos os procedimentos previstos na lei, entre eles a abertura de processo administrativo no qual ela foi representada por um servidor nomeado como defensor dativo.

"A Universidade procurou resguardar todos os direitos da servidora. O próprio processo de exoneração, posteriormente assinado pelo Ministro da Educação, continha a ressalva de que, a qualquer tempo, ela poderia pleitear sua reintegração ao cargo, caso comprovasse que seu desaparecimento não fora intencional", explica a reitora Ana Lúcia Gazzola, à época vice-reitora da UFMG.

Decorrido o prazo de dois anos – previstos na lei – a família abriu processo para declaração da morte presumida de Elisabeth de Souza Pinheiro e, a partir de 23 de julho de 2002, a UFMG passou a pagar pensão ao filho da funcionária.