Universidade Federal de Minas Gerais

Divulgação
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Cena do filme Aguirre - A cólera dos deuses, que será exibido na Mostra de Cinema Amazônico

Amazônia é tema de mostra cinematográfica

quinta-feira, 3 de novembro de 2005, às 10h00

O programa A Tela e o Texto, desenvolvido pela Faculdade de Letras da UFMG, em parceria com o SESC-Minas Gerais, promove, nos dias 7, 9 e 11 de novembro, no auditório Laces JK, a Mostra de Cimena Amazônico. O objetivo é trazer ao público a possibilidade de conhecer a Amazônia através do audiovisual, apresentando um panorama das produções que abordam a região. O evento traz filmagens de cineastas nacionais e internacionais, além de vídeos feitos pela população.

Para a coordenadora do Programa, professora Maria Antonieta Pereira, a região é pouco conhecida pelos brasileiros. "Aqui no sudeste, a Amazônia é vista como um país estrangeiro", comenta. De acordo com Maria Antonieta, as idéias que faziam parte do imagináio dos colonizadores europeus ainda perduram entre a populção, como a que associava a floresta ao mito do “El Dorado” - a cidade de ouro, e ao aspecto demoníaco da selva, o Inferno Verde.

Na abertura da Mostra, um grupo de atores do curso de teatro do Palácio das Artes apresenta a performance Vozes Amazônicas. Em seguida, será exibido o longa O Cineasta da Selva, documentário dirigido por Aurélio Michiles, que fará palestra sobre o cinema na Amazônia.

Será exibido também Aguirre: a cólera dos deuses, dirigido pelo alemão Werner Herzog. O filme conta a saga de aventureiros espanhóis que partem para as montanhas dos Andes, onde nasce o Rio Amazonas, em busca do "El Dorado". Entre os curtas, destaque para o documentário Um dia na Aldeia, produzido por seis índios de diferentes aldeias da Amazônia que registraram o cotidiano de seus parentes. A Mostra traz, ainda, palestra e mesas-redondas que discutirão, além do cinema na Amazônia, questões relacionadas à ocupação desordenada da região.

Serviço:
Mostra de Cinema Amazônico: dias 7, 9 e 11 de novembro, às 19h, no auditório do SESC-MG/Laces JK), rua Caetés (esquina com Rua São Paulo), 2º andar, centro, Belo Horizonte.

Confira a programação completa e a sinopse dos filmes:

Dia 7 de novembro - segunda

19h
Abertura da Mostra
Performance: Vozes Amazônicas

19h30
Exibição do longa O cineasta da selva. Direção: Aurélio Michiles. Documentário, 1997, cor, 87 min.
Sinopse: A vida de Silvino Santos (1886-1970), que nascido em Portugal, apaixona-se pelo Rio Amazonas. Aos treze anos Silvino cruza o Atlântico na passagem do século em busca daquela Amazônia fantástica imaginada pelos europeus. Em 1913, realiza seu primeiro documentário de longa-metragem. Ele viveria sua aventura contracenando com grandes personalidades, testemunhando acontecimentos marcantes, do fausto à queda do monopólio da borracha. Filmando essa Amazônia do início do século, ele se torna um mito da selva e um dos pioneiros do cinema no Brasil.

21h
Palestra: O cinema na amazônia
Coordenação: Profa. Maria Antonieta Pereira
Palestrante: Aurélio Michiles


Dia 9 de novembro - quarta

19h
Exibição dos curtas:

Um dia na aldeia
Documentário, 2003, 40 min, cor.
Direção: Araduwá Waimiri, Iawusu Waimiri, Kabaha Waimiri, Sanapyty Atroari, Sawá Waimiri e Wamé Atroari.
Sinopse: Seis índios de diferentes aldeias Waimiri e Atroari, na Amazônia, registram o dia-a-dia de seus parentes da aldeia Cacau. Estes registros nos transportam para a intimidade do cotidiano indígena com a sua interação intensa com a natureza.

Matinta-Pereira
Ficção, 2005, 16 min, cor.
Direção: José Júnior Rodrigues Pinheiro, Anori - Amazonas
Sinopse: Sexta-feira, meia-noite. A “visagem” faz ouvir o seu assobio forte “Matinta-Pereira... Matinta-Pereira...” Galinhas aparecem mortas, árvores derrubadas, canoas viradas. Até que um forasteiro resolve enfrentar a assombração de frente.

Terra Santa
Documentário, 2005, 14 min, cor
Direção: Antônio Luís Ferreira Gato, Terra Santa – Pará
Sinopse: Diz a lenda que, em Ponta de Pedras (atual Terra Santa), três meninos de cor escura saíam do lago em noites de luar. Conta-se que, quando as pessoas tentavam se aproximar, eles desapareciam misteriosamente debaixo das pedras.

Aquele apito do trem
Documentário, 2005, 8 min, cor
Direção: Sâmia Dias da Silva, Nova Mamoré - Rondônia
Sinopse: Mostra o impacto da desativação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré sobre os moradores de Vila Murtinho, que abandonaram a cidade para fundar Nova Mamoré. Os habitantes mais antigos contam histórias da época da construção da ferrovia, que levava notícias e mercadorias para a região.

O retorno do Zeca
Ficção, 2005, 15 min, cor
Direção: Paulo Castelo Branco Marcos, Bonfim – Roraima
Sinopse: Há quinze anos Dona Luzia não tem notícias do filho Zeca, que saiu de casa sem dizer para onde ia. Um dia, a filha mais velha, Matilde, encontra um rapaz e o leva para casa, acreditando tratar-se do irmão. O suposto Zeca é acolhido pela família. Porém, mais uma vez, ele anuncia que vai partir.

Mensageiras da Luz – Parteiras da Amazônia
Documentário, 2003, 15 min, cor
Direção: Evaldo Mozarzel, São Paulo – SP
Sinopse: Documentário sobre as parteiras tradicionais do Estado do Amapá. No extremo norte do Brasil.

Vaidade
Documentário, 2002, 12 min, cor
Direção: Fabiano Maciel, Rio de Janeiro - RJ
Sinopse: A história de Simara, um ex-prostituta que hoje trabalha como revendedora de comésticos em Cripurizão, um garimpo do sul do Pará.

21h
Mesa-redonda I: A Amazônia contemporânea
Coordenação: Henrique Alexandrino
Debatedora: Profa. Maria Inês de Almeida


Dia 11 de novembro - sexta

19h
Exibição do longa Aguirre – A cólera dos deuses (Aguirre Der zorn gottes)
Ficção, 1972, 90 min, Cor, Legendado em Português
Direção: Werner Herzog
Sinopse: No fim do ano de 1560, após a conquista do Peru por Pizarro, alguns aventureiros espanhóis, sob o comando do insano Dom Lope de Aguirre, partem para a mais audaciosa empreitada de suas vidas. Homens, mulheres, índios cativos, cavalos, lhamas e porcos partem para os Andes até as florestas virgens, onde nascem as águas do Rio Amazonas, todos em busca do “El Dorado”, a fabulosa e lendária cidade de ouro. Mas a impenetrável floresta prepara-lhes amargas surpresas, eliminando um a um seus invasores, sem nunca desvendar seus segredos.

20h30
Mesa-Redonda II: A ocupação do espaço amazônico
Coordenação: Márcia Valadares
Debatedores: Luís Maia e Marisa Batista