Universidade Federal de Minas Gerais

Eber Faioli
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Rede federal de ensino superior deve atender mais alunos

Universidades federais terão o dobro de alunos em cinco anos

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005, às 14h25

O número de novas matrículas na rede federal de educação superior deve dobrar nos próximos cinco anos. A previsão é do Ministério da Educação (MEC), que divulgou na última sexta-feira, 16 de dezembro, os dados preliminares do Censo da Educação Superior 2004.

Atualmente, cerca de 120 mil alunos estudam nas 87 instituições federais do país - na UFMG, ao todo, estudam cerca de 35 mil. Com o plano de expansão do Ministério da Educação, mais 125 mil devem ingressar nos próximos cinco anos. As informações são do diretor de Desenvolvimento da Educação Superior do MEC, Manoel Palácios.

O MEC está construindo quatro novas universidades federais - ABC (SP), Grande Dourados (MS), Recôncavo Baiano (BA) e Pampa (RS). O plano de expansão inclui, ainda, a transformação de cinco faculdades federais em universidades – Semi-Árido (Ufersa), Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Triângulo Mineiro (UFTM), Alfenas (Unifal) e Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UFTPR). Os processos já foram iniciados. Outros 36 campi estão sendo criados ou consolidados em todas as regiões do país.

De acordo com o cronograma de expansão, serão ofertadas 30 mil novas matrículas ao ano na rede federal, a partir de 2007. Em 2005, foram investidos R$ 191,5 milhões na expansão. Até 2007, serão investidos ao todo R$ 591,5 milhões.

O plano de expansão do MEC atende, em especial, às regiões sem acesso às universidades públicas. A interiorização é uma das principais metas do plano, assim como o atendimento às necessidades e vocações econômicas de cada região. O objetivo é que as novas instituições contribuam para a diminuição das desigualdades regionais do país, gerando inclusão social, crescimento econômico e desenvolvimento científico e tecnológico. Essa política faz parte do anteprojeto da reforma universitária.

Crescimento
Dos 24 milhões de brasileiros entre 18 e 24 anos, apenas 10,4% estão cursando o ensino superior. O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê que a taxa seja de 30% até 2010. Para Palácios, com o plano de expansão e a criação de novos cursos na rede federal, o Brasil possui "capacidade instalada para atingir a meta".

A maior dificuldade, aponta o diretor, não é o número de vagas, mas sim melhorar a educação básica. "É preciso que todo o sistema educacional se torne mais eficiente, que as pessoas entrem mais cedo na universidade e que o setor público cresça. É nessa direção que estamos trabalhando", afirmou. Para Palácios, a aprovação do Fundo da Educação Básica (Fundeb) fará com que mais jovens saiam da escola em condições de ingressar na universidade.

(Com Assessoria de Comunicação do MEC)