Universidade Federal de Minas Gerais

Eber Faioli
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Hospital das Clínicas: assistência especializada a prematuros

Ambulatório do HC especializado em assistência a prematuros completa 17 anos

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005, às 13h05

O Ambulatório da Criança de Risco (Acriar) do Hospital das Clínicas da UFMG (HC) completou 17 anos realizando um trabalho bastante especial: desde sua fundação, em 1988, o espaço faz o acompanhamento médico, em caráter multidisciplinar, de prematuros com idade gestacional menor ou igual a 34 semanas, pesando 1.500 g ou menos, desde a alta hospitalar até os sete anos de vida.

Essas crianças apresentam problemas pré-natais ou perinatais que podem causar seqüelas neurológicas ou atraso em seu desenvolvimento e crescimento. Por esse motivo, necessitam de acompanhamento especializado, a fim de serem encaminhadas precocemente para os tratamentos necessários.

Diagnóstico precoce
O Acriar foi o segundo serviço do gênero fundado no país e é o único a acompanhar crianças prematuras até a idade pré-escolar. Segundo a neuropediatra e atual coordenadora do Ambulatório, professora Regina Amorim, o espaço tem condições de oferecer atendimento completo, graças à equipe multidisciplinar, composta por profissionais da área de neuropediatria, neuropsicólogia, terapia ocupacional, pediatria; fisioterapia e onoaudiologia.

O trabalho da equipe abrange desde o diagnóstico precoce de desvios do desenvolvimento neuropsicomotor, à indicação de tratamentos especializados, além de orientação dos pais e realização de pesquisas sobre crescimento de recém-nascidos pré-termo.

No primeiro ano de vida da criança, a equipe se dedica ao acompanhamento de seu desenvolvimento motor e do crescimento, além do tratamento de doenças específicas aos prematuros. Do segundo ao quarto ano de vida, a prioridade do atendimento é o desenvolvimento da fala e, dos quatro aos sete anos, ao desenvolvimento das habilidades motoras finas, importantes para o desempenho escolar.

Campo para pesquisas
Em 1996, o Acriar passou a desenvolver pesquisas com o suporte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq. Desde então, 850 crianças foram cadastradas.

Devido ao desenvolvimento desses estudos apoiados pelas de agências financiadoras, o Ambulatório já foi fonte de dados para teses de mestrado e doutorado, artigos científicos e congressos. Além das pesquisas sobre o impacto da prematuridade no desenvolvimento, os dados coletados têm contribuído para conferir e analisar a validade de alguns testes estrangeiros aplicados em crianças pré-termo nascidas no Brasil.

Sala de Espera
Um dos diferenciais do Ambulatório é o projeto Sala de Espera, do Serviço de Terapia Ocupacional. Desenvolvido e implantado há oito anos, ele tem estimulado o desenvolvimento e a interação das criança com seus por meio do brincar, além de ser fator importante na diminuição da ansiedade causada pela espera das consultas.

"Antes da criação desse espaço as crianças ficavam inquietas e nervosas pelos corredores à espera do momento de serem atendidas. Hoje, elas têm num espaço próprio onde podem brincar de modo espontâneo e criativo, acompanhadas por profissionais da Terapia Ocupacional que intermediam as relações da criança com seus pais ou responsáveis e ainda prestam orientações relativas à estimulação do desenvolvimento com brincadeiras e também com atividades educacionais como, por exemplo, dar “limites” às crianças, relata a professora. Zélia Araújo, coordenadora do Projeto.

Serviço
Acriar
Hospital Bias Fortes do HC/UFMG - Alameda Álvaro Celso, 175 - 4º andar/Santa Efigênia
Atendimento multidisciplinar, às quartas-feiras de 13h30 às 18h30.
12 consultórios
Atendimento exclusivo para recém-nascidos pré-termo do Hospital das Clínicas da UFMG, com peso até 1500 g

(Com Assessoria de Imprensa do Hospital das Clínicas)