Universidade Federal de Minas Gerais

Eber Faioli
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Odilon Marcuzzo, presidente da Finep, corta fios de antiga rede para transmissão de dados na UFMG

Rede Giga entra em funcionamento em toda a UFMG

quinta-feira, 9 de março de 2006, às 12h05

A reitora Ana Lúcia Gazzola e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Odilon Antônio Marcuzzo do Canto, participaram, nesta quinta-feira, 9 de março, na Escola de Belas Artes, do evento que assinalou a entrada em operação da Rede Giga, nova rede de transmissão que eleva para um gigabite por segundo (1Gpbs) a capacidade do sistema de transmissão de dados da UFMG.

Durante a solenidade, realizada na parte externa da Biblioteca da unidade acadêmica, a Reitora agradeceu à Finep o apoio financeiro a uma série de projetos de sua gestão na UFMG. Em seguida, comentou a inovação da Rede Giga: "Passamos a integrar toda a Universidade, inclusive as unidades do Centro de Belo Horizonte. Demos um grande salto de qualidade", ressaltou.

Antes de dar seu depoimento, o presidente da Finep, Odilon Antônio Marcuzzo do Canto, realizou o corte simbólico dos fios da antiga rede. Em seguida, falou de sua satisfação em participar de cerimônias que tenham como eixo central o financiamento do saber. "A universidade deve sempre se comprometer com a expansão do conhecimento e a transformação da qualidade de vida. Infovias como a Rede Giga têm papel fundamental nesse processo", comentou.

Já o diretor de Tecnologia da Informação, Márcio Bunte de Carvalho, explicou as vantagens da Rede Giga para a Universidade: melhoria da qualidade de transmissão de informações nos prédios da UFMG, fibras óticas menos suscetíveis a problemas e interligação entre as unidades acadêmicas do campus Pampulha e do Centro da capital mineira. "Foram investidos R$ 2 milhões na Rede Giga, de um montante de recursos de R$ 4,7 mihões do projeto CT Infra-3/2001 obtido pela UFMG", explicou Bunte, que, ao final de seu depoimento, agradeceu à equipe da Instituição por todo trabalho, e à Finep pelo apoio financeiro.

A cerimônia também contou com a presença do diretor de Tecnologia da Informação, Márcio Bunte de Carvalho e o diretor da Escola de Belas Artes, Evandro José Lemos da Cunha. O projeto Rede Giga foi financiado pela Finep.

A primeira parte do projeto Rede Giga, referente ao campus Pampulha, havia sido concluída em novembro do ano passado. O evento dessa quinta-feira lançou a Rede Giga também nas unidades acadêmicas. "Haverá melhora significativa no acesso à Internet ", prevê Márcio Bunte.

Agilidade
A nova rede de transmissão de dados é pelo menos 100 vezes mais rápida que a anterior. Com capacidade para transferir informações a uma velocidade de um Gigabit por segundo (1Gpbs), ou seja, 1 bilhão de bits por segundo, a Rede Giga também tornará a comunicação entre computadores mais segura e uniformizará a capacidade de conexão de todas as unidades acadêmicas. A expectativa é que o sistema traga benefícios a atividades administrativas, de ensino, pesquisa e extensão da UFMG.

Para aumentar a velocidade de transmissão, foi necessário instalar novos cabos de fibra ótica interligando os prédios e reestruturar redes internas de vários deles. Dentro do campus Pampulha, algumas fibras antigas foram trocadas e também instaladas fibras adicionais. A ligação da Pampulha com as unidades do centro foi feita por meio da instalação de cabos subterrâneos, em parceria com a Prefeitura. Eles vão da entrada da avenida Carlos Luz até o cruzamento das ruas Tamóios e Mato Grosso, onde encontram a rede da Prefeitura, que instalou os cabos da UFMG junto aos do Projeto Olho Vivo. A instalação da Rede vai permitir à UFMG reduzir gastos com contratação de linhas da Telemar.

“O valor que deixaremos de desembolsar durante alguns anos com esse "aluguel" será suficiente para cobrir o investimento feito na construção dessa rede. Isso sem considerar o ganho de desempenho”, avalia Márcio Bunte. Foram gastos cerca de R$ 2 milhões na execução do projeto.

Benefícios
Segundo Bunte, o aumento da velocidade de transmissão de dados possibilitará a troca de grandes arquivos. “Vídeos, por exemplo, só podem ser vistos com qualidade se a rede for boa”, explica Márcio Bunte. Ele lembra que todos os eventos realizados no auditório da Reitoria são transmitidos pela Internet, mas poucas pessoas podiam assisti-los devido à lentidão da rede, que limitava a transmissão. “Com a capacidade de 1 Gbps, será possível ampliar a aplicação de certos recursos como as video­conferências”, prevê. Segundo o professor, são comuns discussões, em tempo real, entre professores e alunos da UFMG com profissionais de outros países.

Outro serviço beneficiado pela nova rede será o projeto BH Telemed, do qual participa o Hospital das Clínicas (HC). A UFMG integrou-se à rede de telemedicina em 2000, através de projeto desenvolvido pelo Laboratório de Computação Científica (LCC). A rede permite que, por meio de videoconferências, médicos de postos de saúde da capital troquem informações com equipes do HC. O objetivo é viabilizar uma segunda opinião médica no momento em que o paciente é atendido no posto. “A possibilidade de comunicação diminui o número de encaminhamentos desnecessários, quando o caso pode ser resolvido no próprio posto de saúde”, afirma Bunte

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