Universidade Federal de Minas Gerais

Exposição no Centro Cultural retrata os “sentidos” da região central de Belo Horizonte

segunda-feira, 13 de março de 2006, às 13h28

O Centro Cultural UFMG realiza, no dia 17 de março, a partir das 19h30, na Galeria, a abertura da exposição Cartografia de Sentidos do Centro de Belo Horizonte. A mostra é resultado de um ano de pesquisas do Projeto Cartografia de Sentidos, ligado ao Centro de Convergência de Novas Mídias da UFMG. Um CD-ROM e um livro-catálogo, também resultantes da pesquisa, estão em fase de finalização e serão lançados em breve.

Uma das ações do projeto é a sistematização de metodologias de registro dos diversos espaços de Belo Horizonte a partir do uso das novas tecnologias de comunicação. O mapeamento é feito através de registros em diversos suportes: sonoro, audiovisual, fotográfico e escrito.

A primeira fase da pesquisa teve como objeto o centro da capital mineira, que, por ser uma área que interliga as várias regiões da cidade, torna-se lugar de passagem obrigatória para grande número de pessoas, com objetivos e destinos distintos. A região, por isso, revela-se rica de elementos e de múltiplas territorialidades.

Sentidos
O nome Cartografia de Sentidos tem origem na proposta de mapeamento de espaços, com a diferença, para a cartografia tradicional, de não se limitar ao campo visual. O projeto busca ampliar o campo de percepção das pessoas, estimulando outros sentidos humanos no reconhecimento do espaço.

A partir do mapa do centro de Belo Horizonte, a equipe de pesquisadores do projeto traçou percursos pelas ruas e praças que compõem a região. Foram realizadas anotações e, a partir delas, foram feitos outros registros, que foram dispostos na galeria de modo a criar um ambiente de imersão no centro de Belo Horizonte.

Ângulos e tempos
As fotografias da exposição focam vários ângulos e tempos (material de arquivo) das praças e ruas, denotando os diferenciados usos da cidade. Os registros em vídeo retratam nove percursos pelas vias do centro da cidade. Os ruídos coletados conformam cadência rítmica própria da região.

Os textos produzidos sobre o centro e outros, coletados sob forma de crônicas ou comentários em portais de relacionamento. conferem importância ao caráter semântico do projeto. Em toda a exposição, foram privilegiados elementos que, normalmente, estão à margem da observação daqueles que andam pela região central da cidade com o simples objetivo de atravessá-lo para chegar a seu destino.

A proposta é voltar a atenção do visitante, por exemplo, para os discos dos anos 70 vendidos na rua dos Goitacazes ou para a descontraída conversa de um grupo de amigos que, em frente à agência dos Correios da rua Rio de Janeiro, combina o dia da próxima partida de futebol.

Convergência de mídias
O Centro de Convergência de Novas Mídias da UFMG, realizador do projeto, é apoiado pelo Ministério da Cultura através do Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura. O projeto Cartografia de Sentidos conta com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Mais informações sobre o projeto Cartografia de Sentidos no endereço eletrônico www.ufmg.br/rede.le/cartografias.