Universidade Federal de Minas Gerais

Arquivo (Assessoria /Hospital das Clínicas)
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Ambulatório Carlos Chagas dará lugar a institutos especializados em idosos e mulheres

Ambulatório Carlos Chagas será transformado em centros de atendimento à mulher e ao idoso

quinta-feira, 30 de março de 2006, às 17h36

Em cerca de quatro meses, começam as obras para construção, em Belo Horizonte, de dois importantes centros de tratamento ambulatorial. Pertencente ao complexo do Hospital das Clínicas (HC) da UFMG, o Ambulatório Carlos Chagas (Alameda Álvaro Celso, 117 – Santa Efigênia) será demolido para dar lugar a institutos destinados, exclusivamente, ao atendimento de idosos e mulheres.

Financiados por meio de doação de R$ 6 milhões, realizada este mês por Aloísio Faria, ex-aluno da Faculdade de Medicina e dono do Banco Alfa, os dois espaços ficarão em prédio de seis andares - quatro a mais do que o atual – com área construída de 4.730 metros quadrados.

O Ambulatório Carlos Chagas concentra, hoje, em dois andares e área de 1.357 metros quadrados, os serviços de atendimento e prevenção nos campos da ginecologia e obstetrícia. No novo prédio, essas especialidades médicas ganharão novo vigor. No Instituto da Mulher, nome provisório, serão realizados exames complementares, consultas e procedimentos nas áreas de ginecologia, mastologia, infertilidade e obstetrícia.

Já o Instituto do Idoso concentrará todo o atendimento aos pacientes da terceira idade. Através do Sistema Único de Saúde (SUS), as pessoas poderão realizar consultas, exames mais simples, como eletrocardiogramas, e terão acesso a serviços de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. O projeto arquitetônico do novo Hospital prevê a adequação de toda a infra-estrutura às necessidades dos idosos. “Hoje, o atendimento à terceira idade é realizado no Hospital Bias Fortes, mas em vários andares. Com o instituto, o trabalho será centralizado”, conta a professora Tânia Mara Assis Lima, vice-diretora do HC.

Atualmente, o Hospital das Clínicas atende, mensalmente, cerca de 500 pacientes na área de geriatria. “Com a construção do instituto, esperamos expandir esse número”, explica a professora Tânia Mara Assis.

Doação
Não é a primeira vez que Aloísio Faria realiza doação à UFMG para investimento no Hospital das Clínicas. Em 2002, o proprietário do Banco Alfa doou R$12,3 milhões para modernização do Centro de Gastroenterologia, a maior contribuição em dinheiro já recebida pela Universidade em sua história.

“Mais uma vez, Aloísio Faria realiza expressiva contribuição à Universidade onde se formou. Esse reconhecimento à importância da UFMG nos possibilita investir em campo relevante, como a saúde da mulher e do idoso”, ressalta a professora Maria Cecília Diniz Nogueira, diretora de Cooperação Institucional da Universidade.