Universidade Federal de Minas Gerais

Foca Lisboa
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Professora Maria Carolina Doretto, que coordena o Congresso

1º Congresso Mineiro de Epilepsia propõe luta contra o preconceito

quarta-feira, 25 de outubro de 2006, às 13h14

Com uma palestra do neurologista Gilberto Belizário Campos, que falará sobre Epilepsia: um desafio para a medicina, para as neurociências e para a sociedade. tem início nesta quinta-feira, 26, o 1º Congresso Mineiro de Epilepsia. O encontra prossegue até sábado no Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFMG), campus Pampulha.

A palestra inaugural, na sessão de abertura do evento, acontece no auditório da Reitoria, as 19h, tendo como coordenador o professor José Maurício Campos Em seguida, será apresentado um concerto musical, pelo pianista Wilton de Melo Cardoso.

As atividades do Congresso, contudo, já começam às 10h de quinta-feira, com o Simpósio Satélite em Hormônios e Epilepsia, na sala Wilson Beraldo, do ICB. Além desse simpósio, o 1º Congresso Mineiro de Epilepsia abriga a realização simultânea da 4ª Jornada Brasileira de Epilepsia da LBE e a 1ª Jornada de Atualização em Epilepsia da Amae.

Preconceito
Segundo a coordenadora do 1º Congresso Mineiro de Epilepsia, professora e pesquisadora Maria Carolina Doretto, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB/UFMG, o evento "pretende recolocar na sociedade a discussão sobre a epilepsia, para combater o estigma que cerca a doença, além do preconceito e da discriminação contra os seus portadores".

De fato, o preconceito é o maior problema associado à epilepsia, que acompanha a doença desde os seus primeiros registros. Ainda hoje, uma significativa parcela da sociedade entende a epilepsia como um mal associado a causas sobrenaturais ou problema de insanidade mental.

"O estigma e a má compreensão sobre a doença estão presentes até mesmo na etimologia da palavra 'epilepsia', que significa 'ser invadido ou possuído', acrescenta Doretto. Segundo a pesquisadora, "a epilepsia é uma síndrome, não contagiosa, caracterizada por repetidas crises epilépticas provocadas a partir da instabilidade elétrica de algumas células cerebrais. Nem todas as pessoas que apresentam crises epilépticas são portadoras da síndrome".

Tratamento
O tratamento da epilepsia é feito, essencialmente, com medicação para a contenção das crises – 70% dos casos de epilepsia podem ser tratados e controlados com medicamentos de baixo custo. Contudo, apesar dos recursos existentes, a população brasileira portadora de epilepsia é pouco ou mal atendida. O sistema de saúde brasileiro ainda não está preparado para lidar com a síndrome.

"Os próprios profissionais que se envolvem, direta ou indiretamente, com pacientes epilépticos, muitas vezes não estão suficientemente preparados para tratá-los. Dessa forma, a omissão de informações, falta de atenção ou má interpretação na análise dos exames podem gerar diagnósticos positivos em relação à epilepsia em pacientes normais e orientá-los indevidamente a iniciar o tratamento contra a moléstia", finaliza Maria Carolina Doretto.

Mais informação sobre o congresso na Internet.