Universidade Federal de Minas Gerais

Foca Lisboa
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Dividida em módulos, obra retrata cotidiano da Assufemg

Assufemg ganha mural de Jarbas Juarez

quinta-feira, 19 de abril de 2007, às 18h38

A Associação dos Servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (Assufemg) comemorou seus 34 anos de fundação em grande estilo. Nesta quinta-feira, dia 19, foi inaugurado mural na entrada do prédio da Associação, de autoria do artista plástico Jarbas Juarez, professor da Escola de Belas-Artes da UFMG.

Dividido em cinco módulos com dimensões de 1,5 metros quadrados cada, o painel faz alusão aos serviços prestados pela Assufemg nas áreas de assistência médica, esportes, cultura e ao cotidiano de seus associados, retratado, principalmente, em reuniões de trabalhadores e nas confraternizações do Pelego´s, tradicional ponto de encontro dos servidores da UFMG.

“Fiz quase que uma história em quadrinhos”, explica Jarbas Juarez, ao resumir o resultado de sua obra, caracterizada por ele como “simples, de fácil compreensão e sem qualquer traço abstrato”. O trabalho do professor Juarez substitui afresco de outro grande artista, o pintor Inimá de Paula, destruído há alguns anos a golpes de marreta.

Ao concluir a reforma do prédio da Assufemg, a diretoria da entidade decidiu que era necessário voltar a ocupar o espaço com outra obra artística. “Procuramos a reitora Ana Lúcia Gazzola (gestão 2002-2006), que indicou o professor Fabrício Fernandino. Este, por sua vez, apresentou o professor Jarbas Juarez, que foi convidado para fazer o mural”, explica Márcio Flávio dos Reis, presidente da associação.

Para dar forma ao mural, Jarbas Juarez contou com a ajuda de outros profissionais: um engenheiro, um pedreiro, um carpinteiro, além do diretor de Esportes e Lazer da Assufemg, João Dimas Quirino.

Outras obras
Com 50 anos de carreira, Jarbas Juarez tem outras obras espalhadas pela Universidade, como painéis no Centro de Memória da Faculdade de Medicina e na Faculdade de Direito, uma escultura em bronze na Escola de Belas-Artes, além da famosa escultura Boi, feita em sucata, instalada na Escola de Veterinária e que acaba de ser restaurada como parte das comemorações dos 75 anos de Fundação da Unidade.

Nascido em Coqueiral, no Sul de Minas, Jarbas Juarez freqüentou a Escola Guignard de 1957 e 1960 e teve como mestres o próprio Guignard e os artistas Maria Helena Andrés e Vicente Abreu.

A historiadora da arte Marília Andrés Ribeiro aponta Juarez como um artista emblemático da modernidade artística de Belo Horizonte. “Ele estabeleceu a ligação entre a geração Guignard nos anos 50 e a nova geração de artistas que emergiu em Belo Horizonte nos anos 60”, escreveu a professora em artigo publicado nos anais do IV Congesso Brasileiro de História da Arte, realizado em Porto Alegre em 1991.

No trabalho, a historiadora explica que Juarez “viveu intensamente o momento de transição entre o modernismo da Escola Guignard e as propostas experimentais da neovanguarda, momento de mudança nas concepções artísticas, políticas e comportamentais do homem contemporâneo”.