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A vice-reitora Heloísa Starling recebeu comissão de estudantes para discutir a crise dos restaurantes universitários

Reitoria confirma fechamento dos restaurantes Setorial II e Ocre

sexta-feira, 20 de abril de 2007, às 22h09

Os restaurantes universitários Setorial II e Ocre estão fechados desde às 15h desta sexta-feira, 20 de abril. A informação foi confirmada pela vice-reitora Heloisa Starling durante reunião com comissão formada por estudantes envolvidos nas ocupações realizadas no bandejão da UFMG desde a última terça-feira, 17. Leia, na íntegra, o comunicado da Reitoria à comunidade universitária.

Heloisa Starling afirmou que a decisão de fechar os RUs só não foi tomada antes para não prejudicar os 600 operários que trabalham nas obras do Campus 2000. “Eles foram avisados sobre o fechamento dos restuarantes para não serem surpreendidos”, informou a vice-reitora.

Diálogo
Depois de assembléia, realizada na tarde desta sexta-feira, os estudantes se reuniram na entrada do prédio da Reitoria e pediram que todos os presentes participassem da reunião. A Reitoria concordou em receber os representantes do movimento e 17 deles subiram ao Gabinete, onde também estavam a diretora para Assuntos Estudantis, Samira Zaidan, a coordenadora de Assuntos Comunitários, Maria Célia Nogueira, e a chefe de gabinete, Maria Elisa de Souza e Silva.

No início da reunião, os estudantes disseram que queriam ouvir o posicionamento da Reitoria frente às reivindicações feitas pelo grupo e afirmaram que não poderiam tomar decisões sem antes realizar a assembléia. Os discentes pediram, ainda, que as próximas reuniões fossem feitas em locais públicos. Por isso, a Reitoria confirmou a decisão de manter os restaurantes fechados.

A vice-reitora disse que respeita a legitimidade do direito de manifestação dos estudantes, mas ponderou que não poderia tolerar invasões a um patrimônio público. Os estudantes se defenderam afirmando que apenas ocuparam um espaço público que também lhes pertence.

Segundo relatório da Fump, os prejuízos causados pela invasão já somam R$11 mil. Os discentes afirmam que a intenção da manifestação era apenas chamar a atenção para problemas que poucos conheciam. Heloísa Starling ponderou que existem outras formas de manifestação e que os estudantes não tentaram dialogar com a Reitoria antes das ocupações.

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