Universidade Federal de Minas Gerais

Foca Lisboa
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Reitor Ronaldo Pena diz que projeto de expansão da UFMG ainda está em discussão

Reitor apresenta proposta de expansão durante seminário promovido pela Apubh

segunda-feira, 25 de junho de 2007, às 18h03

Criação de novos cursos de graduação que atendam às demandas sociais emergentes, preferencialmente no período noturno. O principal ponto da proposta de expansão da graduação na UFMG foi apresentado nesta segunda-feira, pelo reitor Ronaldo Pena, durante o seminário Expansão do ensino superior, promovido pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (Apubh).

Segundo o reitor, a proposta apresentada hoje seria apenas um documento de referência para estimular o debate na comunidade acadêmica. "O projeto ainda precisa ser avaliado, criticado e, se necessário, reformulado pela comunidade acadêmica e pelos conselhos deliberativos da Universidade", comentou.

A proposta elaborada pela reitoria inclui outras medidas e foi desenvolvida de acordo com o projeto do Governo Federal para expansão do ensino superior, que prevê aumento de 20% no orçamento global das Instituições Federais de Ensino (Ifes) que apresentarem projeto de expansão ao Ministério da Educação (MEC), até novembro de 2007.

Situação da UFMG
As propostas enviadas ao MEC devem ser elaboradas de acordo com a realidade de cada instituição. As Ifes que aderirem ao programa devem atingir, no período de 10 anos, a proporção de 18 alunos de graduação por docente e 90% de diplomação. É desejável, ainda, proposta de inclusão social, mobilidade estudantil e flexibilidade curricular.

Na UFMG, o índice atual é 9,5 alunos por docente e 85% de diplomação. Com a implantação do novo projeto, o número de professores aumentaria de 2.400 para 2.700 e o de alunos, de 43 mil para 48.600. A idéia é criar cursos novos, no período noturno, que utilizariam infra-estrutura já disponível nos campi.

As novas graduações seriam lideradas por equipes de docentes, que se encarregarão de coordenar bolsistas de pós-graduação. "Um curso que oferecesse 120 vagas no vestibular e tivesse carga horária total de 2.400 horas, exigiria cerca de 28 professores. No novo contexto, contrataríamos seis novos docentes e o quadro seria completado com 30 bolsistas da pós-graduação. Além disso, os cursos receberiam R$100 mil por ano para investimentos", exemplificou Ronaldo Pena.

Segundo o reitor, a proposta resolveria também um problema dos cursos de pós-graduação. "Temos atualmente, na UFMG, 6 mil alunos de mestrado e doutorado. Destes, apenas 1.800 recebem bolsa", comentou.

No fim da palestra, Pena ressaltou a importância de se discutir a proposta apresentada na comunidade acadêmica. "Podemos ainda fazer modificações neste projeto. Antes de levar a proposta para o Cepe e o Conselho Universitário, vamos considerar a opinião do APUBH", concluiu.