Universidade Federal de Minas Gerais

Maíra Vieira
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Rituais indígenas fizeram parte da solenidade de encerramento do curso

Faculdade de Educação encerra etapa do curso de formação de educadores indígenas

sexta-feira, 28 de setembro de 2007, às 17h44

A Faculdade de Educação (FaE) da UFMG realizou hoje a solenidade de encerramento da quarta etapa presencial do curso de Formação Intercultural para Educadores Indígenas. O curso, que está na primeira turma, é uma licenciatura especial, e atende educadores que atuam em suas comunidades. Apresentações e rituais indígenas fizeram parte da cerimônia, entre eles o ritual do pau de religião, da tribo Maxakali, para abençoar o trabalho de professores e alunos.

Aprovado pelo Conselho Universitário da UFMG em 2005, o curso teve inicio no primeiro semestre de 2006 e é financiado com recursos do edital do Programa de Apoio à Implantação e Desenvolvimento de Cursos de Licenciatura para Formação de Professores Indígenas (Prolind). A UFMG é uma das pioneiras no país nesse tipo de iniciativa, junto com instituições de ensino de Mato Grosso e Roraima.

O curso de Formação Intercultural para Educadores Indígenas é freqüentado por 142 integrantes das oito etnias de Minas Gerais – Xakriabá, Pataxó, Xukuru-Kariri, Caxixó, Aranã, Maxakali, Krenak e Pankararu. Com duração prevista de 5 anos, é dividido em 10 módulos presenciais de 1 mês cada, que acontecem na FaE, e 10 módulos nas aldeias, com duração de 3 meses. Neste semestre, o foco das atividades são as várias formas da arte indígena, em especial a pintura corporal, a produção audiovisual, a música e as artes plásticas.

Convívio
A professora Márcia Spyer, coordenadora do curso, afirma que ele é importante para o convívio dos alunos regulares da UFMG com outro tipo de cultura. “Algumas pessoas têm uma visão dos índios romantizada pela literatura. Aqui elas têm a chance de conhecer uma pessoa contemporânea, com uma história de vida interessante.” diz ela. “Se a educação não reconhecer as diferenças e valorizar outras culturas, ela não poderá ajudar a construir uma sociedade justa”, acrescenta a diretora da FaE, Antônia Vitória Aranha.

Para Itamar Krenak, pertencente à tribo Krenak, o curso é uma conquista do povo indígena no que diz respeito ao reconhecimento e fortalecimento de sua cultura.