Universidade Federal de Minas Gerais

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Coral da Família Alcântara se apresenta no Conservatório UFMG

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007, às 11h11

Os visitantes da Feira de Artesanato, realizada na Avenida Afonso Pena, terão uma surpresa neste domingo, 23 de dezembro. Exatamente ao meio-dia, o Coral da Família Alcântara irá se apresentar nas escadarias do Conservatório UFMG, com um repertório que mistura música clássica e música popular, cantadas em dialeto africano. Único coral mineiro formado por pessoas da mesma família (são 53 coralistas, entre cinco e oitenta anos de idade), o Coral é atualmente uma dos principais representantes da cultura negra do país.

O Coral surgiu há 50 anos no quilombo Caxambu, localizado em Rio Piracicaba, distrito de João Monlevade. O quilombo é formado por descendentes de dois povos africanos, os Wazilhes e os Angolanos. Na década de 50, o casal Filomena Tomázia e seu marido Pedro costumavam reunir seus filhos pequenos para ensiná-los cantigas aprendidas com seus antepassados. Eram cantos de alegria ou de tristeza, provocados pelos momentos vividos quando livres ou escravizados.

Alan Rodrigues
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O maestro Pedro Antônio ensaia o grupo

Mais tarde, na década de 60, seu filho Pedro Antônio começou a reunir a família para cantar nos fundos da igrejinha local, surgindo aí o coral. A iniciativa ajuda a transmitir de geração em geração as vivências culturais, as artes e os hábitos milenares que são observados e seguidos pela família no seu cotidiano. Falecida em 2001, Filomena Tomázia chegou a ver realizado o sonho de ter seu trabalho cultural seguido pelos filhos, com a criação da Associação Família Alcântara. Através dela, seus descendentes realizam projetos de pesquisa e resgate da cultura de raízes dos antepassados negros em várias áreas, como o canto, a dança, a culinária, o artesanato e a literatura. (com assessoria de imprensa do Conservatório UFMG)

Alan Rodrigues
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A matriarca Filomena Tomázia, com o bisneto Thomaz