Universidade Federal de Minas Gerais

Hospital das Clínicas se destaca entre centros de transplante de coração

quarta-feira, 23 de novembro de 2011, às 7h03

Credenciado em junho de 2006 para a realização de transplante de coração, o Hospital das Clínicas (HC) da UFMG é, atualmente, o segundo maior centro transplantador do país. O número de transplantes chega a 25 por ano, com ótimos resultados. “Não somos maiores apenas no volume, mas no resultado. Apesar de lidar com 70% dos pacientes em estado gravíssimo, nos últimos 12 meses registramos 0% de mortalidade cirúrgica”, afirma a coordenadora da Cardiologia, Maria da Consolação Vieira Moreira.

O HC está entre os 20 centros transplantadores do mundo e, nos cinco anos que vem realizando transplantes de coração, está a ponto de atingir a marca de 100 procedimentos. “Só não realizamos mais transplantes devido à escassez de doadores”, ressalta Cláudio Gelape, coordenador cirúrgico da equipe de transplante de coração.

O serviço de transplante de coração do HC recebe pacientes de todo o estado, realizando média de 40 consultas por semana no ambulatório (pacientes de pré e pós-operatório). Existem cerca de 20 pessoas na fila de espera por um coração em Minas Gerais.

Coração artificial
Os bons resultados do serviço de transplante de coração do Hospital das Clínicas se devem a equipe altamente capacitada e experiente que atua há cerca de 25 anos com transplantes. A equipe é composta por cirurgiões cardíacos, cardiologistas especializados em transplantes, psicólogos, enfermeiros e assistente social.

A equipe já se prepara para realizar o procedimento de implante do coração ou ventrículo artificial – dispositivo que trabalha em paralelo ao coração doente fazendo a função do ventrículo, melhorando as condições do paciente e permitindo que ele tenha uma vida próxima do normal – tão logo seja adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Cláudio Gelape fez recentemente pós-doutoramento na Universidade de Miami nessa área. “O processo e o equipamento são caros, e ainda não cobertos pelo SUS. Minha expectativa é que o SUS incorpore essa nova tecnologia dentro de dois ou três anos, devido ao bom resultado apresentado nos principais centros do mundo. Dessa forma, enquanto o paciente aguarda o transplante, fica com o coração artificial fora do ambiente hospitalar e com boa qualidade de vida”, conta.

Na Europa e Estados Unidos o coração artificial vem sendo implantado com frequência e já existem quase 10 mil casos no mundo. Porém, há poucos centros com profissionais capacitados para o procedimento, e mais uma vez o HC/UFMG sai à frente.

(Assessoria de Imprensa Hospital das Clínicas da UFMG)