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Artes pretas

Apresentações sobre corporeidades na dança e na literatura encerram 8ª edição do Novembro Negro

Nesta segunda, 1º de dezembro, o auditório da Reitoria abriga performance de Junia Bertolino e conferência do professor Marcos Alexandre

Seminários, rodas de conversa e manifestações artísticas marcaram a oitava edição do Novembro Negro UFMG, que neste ano teve como tema Epístemes, estéticas e subjetividades negras. Estudantes, professores, servidores técnico-administrativos e público externo propuseram iniciativas para compor a programação, que se encerra na próxima segunda-feira, 1º de dezembro, no auditório da Reitoria.

Junia Bertolino: ancestralidade e identidade feminina
Foto: divulgação

Depois de uma breve cerimônia de encerramento, marcada para 18h, Junia Bertolino e músicos farão uma performance artística. Arte educadora, capoeirista, antropóloga e mestra da cultura popular, ela atua há mais de 30 anos no cenário artístico mineiro. Na apresentação de segunda-feira, Bertolino propõe escrevivências, encruzilhando olhares, gestos e circularidades a partir do corpo negro em cena, ressoando cantos e poemas de ancestralidade e identidade feminina.

“A performance ao encerrar um mês tão intenso entre estudantes, professores e a comunidade com Novembro Negro da UFMG, que já é tão esperado em BH, celebra narrativas negras diversas. A artista integrante da Cia Baobá Minas (fundada há 26 anos) vem celebrar e refletir sobre as corporeidades negras com movimentos espiralares de dança e percussão ao vivo”, informa-se no texto de divulgação.

Teatro e literatura negra
Na continuidade do evento, a reflexão sobre as corporeidades passa do campo da dança para o da literatura, com a conferência do professor Marco Antônio Alexandre, que desenvolve atividades nos cursos de Letras e Teatro. Autor de livros como O teatro negro em perspectiva: dramaturgia e cena negra no Brasil e em Cuba (Malê, 2017) e Da performance à crítica teatral (Javali, 2024), o docente ministrará a atividade Corporeidades, estéticas e subjetividades negras nas artes pretas e na literatura.

Bolsista do CNPq (nível 1C) e coordenador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade (Neia) e da Câmara de Pesquisa da Faculdade de Letras, Marco Antônio Alexandre publica e desenvolve pesquisas sobre literaturas hispânicas, performance, teatro latino-americano e teatro negro. Ele também é crítico colaborador do site Horizonte da Cena e membro da Associação Internacional de Críticos de Teatro (IACT-AICT).

Categoria: Institucional

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