“Não esquecer a peste é fundamental”, destaca Alzira Almeida, uma das maiores especialistas no tema
Por Vyctória Alves, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória
Nesta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, a pesquisadora emérita da Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz, de Pernambuco, Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, e coordenadora do Serviço de Referência Nacional em Peste, Alzira Almeida, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
Peste bubônica, peste negra ou simplesmente peste. Essa doença marcou a história da humanidade como a epidemia mais mortal já registrada. As estimativas variam, mas é certo que durante a Idade Média, ela tenha matado milhões de pessoas, principalmente na Europa. Séculos depois, a doença não desapareceu e um caso recente nos Estados Unidos colocou a doença nos noticiários. Um homem foi infectado na Califórnia na última semana. Acredita-se que o contágio tenha ocorrido depois dele ter sido picado por uma pulga infectada enquanto acampava. No momento, o paciente se recupera em casa com antibióticos e está recebendo cuidados médicos. A contaminação é causada pela bactéria Yersinia Pestis e é transmitida aos humanos especialmente através de roedores, como ratos, esquilos, tatus e furões e também pulgas. Segundo as autoridades locais, antes deste caso, o último teste positivo na área tinha ocorrido em 2020.
A pesquisadora lembrou que uma das principais características da peste é se manifestar em ciclos ao longo da história da humanidade, com surtos e longos períodos sem casos. Assim, não é possível prever sua erradicação e a vigilância epidemiológica constante é fundamental. A professora ressaltou que a doença tem registros ainda na Idade do Bronze, antes mesmo da Idade Média, está controlada atualmente, mas não pode ser esquecida.
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