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SUMMARY:Exposição: "Epistemologias Comunitárias: arte de autoria negra"
DESCRIPTION:Inaugura no dia 14 de novembro\, às 19h\, no Centro Cultural UFMG\, a exposição “Epistemologias Comunitárias:  arte contemporânea de autoria negra”\, que reúne documentos e obras de 16 artistas negras e negros de Belo Horizonte. No dia 20 de novembro\, das 8h às 18h\, o auditório da Escola de Belas Artes da UFMG sedia o seminário “Epistemologias Comunitárias:  contranarrativas na arte contemporânea de autoria negra”\, com a presença de pesquisadores e artistas que irão discutir o tema. Os eventos são gratuitos e participam da programação do Novembro Negro\, promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)\, com apoio da Diretoria de Ação Cultural da UFMG e do Centro Cultural UFMG. \nAlém de uma instalação com 400 fotografias\, a exposição exibirá obras de arte\, livros e vídeos de performances e entrevistas-síntese com 16 artistas das áreas de pintura\, performance\, grafite\, escultura\, instalação\, videoarte e gravura. A curadoria é de Janaina Barros\, Maria Aparecida Moura e Wagner Leite Viana. \nTanto o seminário quanto a exposição são frutos de pesquisa desenvolvida por Janaina Barros\, pós-doutoranda da Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG\, sob a supervisão da professora Maria Aparecida Moura. A partir de uma série de entrevistas e registros documentais\, Janaina mapeou as formas com que os artistas contemporâneos constroem suas práticas\, seja por meio de processos colaborativos de trabalho ou em diálogo com produções que enriquecem seus processos criativos individuais. “O sentido de epistemologia da informação compreende uma práxis de diferentes escritas contranarrativas de artistas que se constituem como memória social\, identidade\, arte como território político”\, explica.  \nDe acordo com a pesquisadora\, essas redes de troca acabaram formando uma cena de autoria negra na cidade\, que remonta a década de 70 até os dias atuais. Integram a mostra\, Antônio Sérgio Moreira\, Eustáquio Neves\, Gil Amâncio\, Jorge dos Anjos\, Lídia Lisboa\, Mariana de Matos (Maré de Matos)\, Mauricio Tizumba\, Paulo Nazareth\, Priscila Rezende\, Renata Felinto\, Ricardo Aleixo\, Rodrigo Marques\, Rui Moreira\, Sonia Gomes\, Wagner Leite Viana (Wagni Neí de Neco) e Warley Desali. Com diferentes percursos de formação artística e trajetórias profissionais\, esses artistas colocam em questão temas como a representatividade negra e a luta por equidade de direitos. \n  \nSEMINÁRIO \nNo Dia da Consciência Negra\, 20 de novembro\, o seminário “Epistemologias Comunitárias:  contranarrativas na arte contemporânea de autoria negra” irá reunir estudantes das áreas de artes\, museologia\, arquivologia\, biblioteconomia e educação\, além de artistas\, pesquisadores e demais interessados no auditório da Escola de Belas Artes da UFMG. Confira a programação: \n8h – Credenciamento \n  \n8h30 – Conferência “Epistemologia de artista e arquivo: Memória social\, patrimônio e produção do conhecimento” \nPalestrantes: \nMaria Aparecida Moura (ECI/UFMG). (Vídeo conferência)\nMaria Guiomar da Cunha Frota (ECI/UFMG)\nRubens Alves (ECI/UFMG)\n\nMediação: Alcenir Soares dos Reis (ECI/UFMG) (a confirmar) \n  \n10h – Mesa “Epistemologia de artista e arquivo: Prática educativa como performatividades e formação de arquivo em arte contemporânea” \nPalestrantes: \nJanaina Barros Silva Viana  (UFMG)\nNila Rodrigues Barbosa (UFBA)\nDenilson Tourinho (UFMG)\nAntônio Sérgio Moreira   (Artista visual)\n\nMediação: Carolina Ruoso (EBA/UFMG) \n  \n14h – Mesa “Práticas poéticas\, epistemologias da informação e arquivo: sobre pesquisas em andamento” \nPalestrantes: \nAlejandro de Campos Pinheiro (UFMG)\nFlávia de Melo Lacerda  (UFMG)\nFábio Lopes de Andrade (UFMG)\nCarlos Antônio Fernandes (UFMG)\nFabiana Batista de Almeida (UFMG) \nMediação: Antônio Salgado (UFMG) \n  \n16h – Mesa “Epistemologia de artista e arquivo: performances\, performatividades e repertórios” \nPalestrantes: \nPriscila Rezende (Performer)\nWarley Desali  (Artista visual)\nGil Amâncio (artista interdisciplinar)\nWagner Leite Viana  (artista visual/EBA/UFMG) \nMediação: Janaina Barros \n  \nSERVIÇO \nExposição “Epistemologias Comunitárias:  arte contemporânea de autoria negra” \nAbertura: 14 de outubro de 2019 | às 19 horas \nVisitação: até o dia 12/01/2020 \nTerças a sextas de 10h às 21h \nSábados e domingos de 10h às 18h \nEspaço Experimentação da Imagem – Centro Cultural UFMG (Av. Santos Dumont\, 174 – Centro) \nEntrada gratuita \n  \nSeminário “Epistemologias Comunitárias:  contranarrativas na arte contemporânea de autoria negra” \n20 de novembro de 2019 | das 8h às 18h \nAuditório – Escola de Belas Artes da UFMG (Av. Antônio Carlos\, 6.627 – Pampulha) \nLink para inscrição \n 
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SUMMARY:Exposição: "Recodificações" - Pedro Veneroso
DESCRIPTION:Artista mineiro Pedro Veneroso inaugura exposição no Centro Cultural UFMG \n  \nCentro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição “Recodificações”\, do artista visual Pedro Veneroso\, na próxima terça-feira\, dia 19 de novembro de 2019\, às 19 horas. A mostra reúne produções que exploram as relações entre a arte\, a ciência e a tecnologia. As obras poderão ser vistas até o dia 12 de janeiro de 2020. Entrada gratuita. \n  \nApós circular pelo mundo com suas obras\, Pedro Veneroso volta a expor em Belo Horizonte com a mostra individual Recodificações. A prolífica produção do artista exibida em diversos países – entre os quais a Espanha\, os Estados Unidos\, a França e o México – e cidades brasileiras – como Rio de Janeiro\, São Paulo e Belém –\, até então permanece\, em grande parte\, inédita em Belo Horizonte. O artista\, um dos expoentes da atual geração de arte eletrônica e digital brasileira\, se propõe a reunir nesta mostra uma parte destacada de sua produção na área\, abrangendo linguagens como a instalação\, a net art\, a arte computacional\, o vídeo\, a fotografia\, a gravura e a literatura\, tangenciando alguns dos temas centrais às suas pesquisas. As investigações das relações entre espaço e tempo e entre diferentes códigos\, linguagens e notações humanas – assuntos que atravessam a carreira do artista desde o início – são acompanhadas por explorações mais recentes\, como os sistemas complexos\, os algoritmos generativos e a teoria das redes\, fruto das pesquisas acadêmicas do artista formado pela UFMG. \n  \nVeneroso iniciou sua carreira em 2006\, quando desenvolveu uma série de fotografias que inaugurou suas pesquisas nas zonas de interseção entre a arte\, a ciência e a tecnologia. Utilizando as técnicas de light painting\, em que é possível registrar rastros de luz em uma única imagem e múltipla exposição\, que permite sobrepor diversas cenas\, as obras dessa série consistem em experimentos com técnicas que aprofundam as dimensões espaço-temporais das fotografias. Nesse contexto\, uma fotografia não representa o registro de um instante\, mas de durações\, e se desliga da mera representação da realidade concreta. Essa produção embrionária influenciaria a atuação do artista nos anos seguintes\, quando se uniu a André Mintz e Aline Xavier para criar o Marginalia Project\, coletivo de arte e tecnologia fundado em 2008\, e o Marginalia+lab\, laboratório internacional de arte e tecnologia coordenado pelo coletivo que\, sediado em Belo Horizonte\, realizou inúmeras exposições\, residências\, workshops\, encontros e publicações entre 2009 e 2012. \n  \nO período entre 2011 e 2012 – época em que Veneroso foi artista residente no Museu da Imagem e do Som de São Paulo – marcou uma importante transição na carreira do artista. Nesse momento\, a sua produção em arte\, ciência e tecnologia se tornou mais constante e aprofundou as relações entre técnicas tradicionais e contemporâneas. Representante de uma cultura maker\, guiado pelo princípio do faça-você-mesmo\, o artista utiliza suas obras como modos de pesquisa de técnicas\, temas e linguagens\, integrando a prática e a teoria artística a conhecimentos e técnicas de outras disciplinas. Não por acaso\, no atelier do artista\, localizado na região da Pampulha\, computadores\, câmeras e impressoras compartilham espaço com instrumentos de marcenaria e de laboratório\, projetores\, livros\, placas e monitores de áudio\, microscópios e componentes eletrônicos. Aspectos formais da arte\, como cor e composição\, situam-se lado a lado com o domínio de linguagens de programação\, eletrônica e práticas acadêmicas e científicas\, em relação de experimentação e contaminação permanente. As relações entre linguagens\, mídias e disciplinas sempre estiveram presentes nas obras e pesquisas do artista\, mas foi a partir dessa época que ganharam protagonismo em sua produção\, tornando-se temas centrais de muitos trabalhos posteriores. Daí o conceito Recodificações\, que dá nome a esta exposição e busca sublinhar os modos como as obras de Veneroso desconstroem sistemas de códigos convencionais e propõem novos modos de ver e interpretar o mundo. \n  \nA exposição se concentra justamente nesse período\, com obras desenvolvidas a partir de 2012 e foco na produção mais recente do artista. Os destaques da parcela retrospectiva da mostra são as instalações Gogoame\, de 2016\, e Tempo: cor\, lançada este ano no FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica\, importante evento de arte e tecnologia que acontece em São Paulo e completou 20 anos nesta edição. Gogoame\, nome que em japonês significa chuva à tarde\, trata-se de um projeto de net art – desenvolvido para visualização e interação na web – que promove a interseção entre texto e imagem\, criando uma chuva de letras onde se formam palavras e frases. Já Tempo: cor\, exibida como uma instalação imersiva\, aprofunda a pesquisa do artista sobre o tempo e o espaço com o desenvolvimento de um conjunto de relógios cromáticos que convertem horas em cores. Dessa forma\, os visitantes podem imergir na representação das horas\, experimentando a notação do tempo de modo espacial e sensorial. \n  \nTransitando pelas cinco salas que compõem a exposição\, é possível apreender os modos como as pesquisas do artista são interligadas e os trabalhos se nutrem mutuamente. Nota-se\, ainda\, que vertentes da arte e da cultura contemporâneas – como a arte conceitual\, a arte política\, as instalações e a poesia concreta – são recuperadas e ressignificadas. A exposição é composta por 15 obras\, entre as quais somente uma foi exibida anteriormente em Belo Horizonte. Dois trabalhos inéditos ainda serão lançados na mostra\, a série de fotografias Contagem binária\, desenvolvida em 2015 e finalizada recentemente\, e a instalação generativa Estado das coisas\, cujo protótipo será mostrado. Contagem binária propõe um modo de se contar de 0 a 31 nos dedos de uma mão\, enquanto a instalação inédita Estado das coisas se utiliza de algoritmos generativos e de análises de redes sociais em tempo real para controlar as rotações de imagens que se comportam como de bússolas descompassadas\, em um comentário sobre a situação política e social do mundo na atualidade – do desmatamento na Amazônia brasileira à imigração entre a África e a Europa. Promovendo as relações entre som e imagem\, Veneroso se une a Sara Não Tem Nome para a realização da apresentação audiovisual Ruínas\, que mescla elementos da produção de vídeos de Veneroso com a prática musical de Sara. A performance acontecerá durante a abertura da exposição\, às 20h\, e\, após o evento\, a instalação continuará a funcionar pelo restante do período de visitação da exposição. \n  \nSobre a artista \nPedro Veneroso é doutorando em Artes\, mestre com distinção em Estudos Literários e bacharel em Artes Visuais\, todos pela Universidade Federal de Minas Gerais. Ele investiga as interseções entre a arte\, a ciência e a tecnologia a partir de perspectivas práticas e teóricas. Atualmente\, pesquisa as aplicações dos sistemas complexos e da teoria da redes nas experiências humanas do espaço-tempo em ambientes virtuais e concretos. Entre 2009 e 2012 foi um dos coordenadores e curadores do Marginalia+lab – laboratório de arte e tecnologia sediado em Belo Horizonte. Foi curador e coordenador da exposição Polímatas\, que reuniu dezenas de obras transdisciplinares na UFMG em 2019. Foi premiado no 4º Filme em Minas (Belo Horizonte)\, nomeado para o 8º Prêmio Sergio Motta (São Paulo)\, finalista do 7º Concurso Transitio_MX (Cidade do México\, México) e semifinalista do 12º Prêmio Arte Laguna (Veneza\, Itália). Participou de exposições nacionais e internacionais em instituições como MAM Rio e CCJF (Rio de Janeiro)\, MIS\, Red Bull Station e Centro Cultural FIESP (São Paulo)\, Museu de Arte da Pampulha e Palácio das Artes (Belo Horizonte)\, El Museo Cultural Santa Fe\, Indiana University e Washington University (Estados Unidos)\, Laboratório Arte Alameda (México)\, Centro Cultural Galileo e Mini HUB (Espanha)\, Forum Altice Braga (Portugal)\, Jingxi Province Museum (China)\, Monash University (Austrália) e Mains D’Oeuvres (França). Entre 2017 e 2019\, foi professor do curso de Cinema de Animação e Artes Digitais na Escola de Belas Artes da UFMG. \n  \nExposição “Recodificações” \nAbertura: 19 de novembro de 2019 | às 19 horas \nVisitação: até o dia 12/01/2020 \nTerças a sextas de 10h às 21h \nSábados e domingos de 10h às 18h \nGrande Galeria \nEntrada gratuita \n  \nServiço \nCentro Cultural UFMG \nAv. Santos Dumont\, 174 – Centro \nBelo Horizonte – MG \n(31)3409-8290 \nwww.ufmg.br/centrocultural \n 
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