{"id":26619,"date":"2025-06-06T11:23:26","date_gmt":"2025-06-06T14:23:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/?p=26619"},"modified":"2025-06-09T11:32:08","modified_gmt":"2025-06-09T14:32:08","slug":"obras-do-artista-riel-colocam-o-autoritarismo-brasileiro-no-centro-do-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/obras-do-artista-riel-colocam-o-autoritarismo-brasileiro-no-centro-do-debate\/","title":{"rendered":"Obras do artista Riel colocam o autoritarismo brasileiro no centro do debate"},"content":{"rendered":"<div id=\"cmsmasters_row_byrp52m1lu\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div id=\"cmsmasters_column_i24cwt1pcl\" class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_sharing\">\n<div class=\"share_wrap\">\n<a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=Check+out+%27Obras+do+artista+Riel+colocam+o+autoritarismo+brasileiro+no+centro+do+debate%27+on+Centro+Cultural++UFMG+website&url=https%3A%2F%2Fwww.ufmg.br%2Fcentrocultural%2Fobras-do-artista-riel-colocam-o-autoritarismo-brasileiro-no-centro-do-debate%2F\" class=\"button cmsmasters-icon-twitter\">Twitter<\/a>\n<\/div>\n<div class=\"share_wrap\">\n<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?display=popup&u=https%3A%2F%2Fwww.ufmg.br%2Fcentrocultural%2Fobras-do-artista-riel-colocam-o-autoritarismo-brasileiro-no-centro-do-debate%2F\" class=\"button cmsmasters-icon-facebook\">Facebook<\/a>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cmsmasters_row_\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div id=\"cmsmasters_column_\" class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\"><div class=\"cmsmasters_text\">\n<\/div>\n<p>O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposi\u00e7\u00e3o individual <strong>\u2018Inseguran\u00e7a P\u00fablica\u2019<\/strong>, do artista visual <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/riel.arte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"text-decoration: underline; color: #000080;\"><strong>Riel<\/strong><\/span><\/a>. A mostra re\u00fane treze pinturas e duas esculturas que retratam o legado do autoritarismo militar no Brasil, ainda constante na pol\u00edtica e no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o. O evento acontece no dia 13 de junho de 2025, sexta-feira, \u00e0s 19 horas. As obras poder\u00e3o ser vistas at\u00e9 6 de julho de 2025. A entrada \u00e9 gratuita e tem classifica\u00e7\u00e3o indicativa de 10 anos.<\/p>\n<ul>\n<li><strong><span style=\"color: #333399;\"><a style=\"color: #333399;\" href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?text=https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/obras-do-artista-riel-colocam-o-autoritarismo-brasileiro-no-centro-do-debate\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Compartilhe no WhatsApp<\/a><\/span><\/strong><\/li>\n<li><strong><span style=\"color: #333399;\">C<a style=\"color: #333399;\" href=\"https:\/\/telegram.me\/share\/url?url=%20https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/obras-do-artista-riel-colocam-o-autoritarismo-brasileiro-no-centro-do-debate\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ompartilhe no Telegram<\/a><\/span><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Inseguran\u00e7a P\u00fablica \u2013 por Pablo Pires Fernandes<\/strong><\/p>\n<p>A Rep\u00fablica do Brasil nasceu com um golpe de Estado, em 1889, quando os militares liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca assumiram o poder. Em 1930, outro golpe militar destituiu a fr\u00e1gil democracia e Get\u00falio Vargas assumiu o governo, permanecendo por 15 anos na presid\u00eancia. Apoiados por grupos civis e parte da classe m\u00e9dia, em 31 de mar\u00e7o de 1964 l\u00edderes militares tomaram o poder de Jo\u00e3o Goulart e, em mais um golpe militar, institu\u00edram uma ditadura que durou 21 anos.<\/p>\n<p>Em 8 de janeiro de 2023, uma multid\u00e3o de extremistas de direita, com o apoio de setores evang\u00e9licos, invade a Pra\u00e7a dos Tr\u00eas Poderes em Bras\u00edlia e depredam as sedes do Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio, numa tentativa de provocar a opini\u00e3o p\u00fablica e abrir caminho para um golpe de Estado, liderado, mais uma vez, por militares. Investiga\u00e7\u00f5es descobriram, ainda, a \u2018opera\u00e7\u00e3o Punhal Verde Amarelo\u2019, em que militares planejaram assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, como consequ\u00eancia de um golpe de Estado.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente, portanto, a rela\u00e7\u00e3o entre o poder e os militares na hist\u00f3ria do Brasil, o que deixou um legado muito forte de autoritarismo e do emprego da for\u00e7a do Ex\u00e9rcito e da pol\u00edcia nas rela\u00e7\u00f5es entre o Estado e a sociedade brasileira. E essa sociedade, j\u00e1 marcada pelo racismo e discrimina\u00e7\u00e3o social, os tra\u00e7os arraigados do autoritarismo se manifestam quase sempre por meio da viol\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil concluir que o fardo mais pesado recai sobre a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel: pretos, pobres, mulheres e grupos ditos \u2018marginalizados\u2019. Al\u00e9m, por suposto, de qualquer um que questione o status quo.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u2018Inseguran\u00e7a P\u00fablica\u2019 coloca o autoritarismo brasileiro no centro do debate e retoma uma arte pol\u00edtica e engajada das d\u00e9cadas de 1960 e 1970 que combateu e denunciou a ditadura. No entanto, prop\u00f5e uma abordagem nova ao centrar seu trabalho na den\u00fancia expl\u00edcita, como que para estampar diretamente para o expectador as mazelas desse tra\u00e7o hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Em todas as telas, a presen\u00e7a de militares, da pol\u00edcia ou do Ex\u00e9rcito, surge em confrontos ou em imagens marcantes de refer\u00eancia hist\u00f3rica. A fus\u00e3o temporal, em que alguns aspectos e personagens s\u00e3o obscurecidos, refor\u00e7a a marca do autoritarismo, que persiste na pol\u00edtica brasileira, mas tamb\u00e9m no dia a dia da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A den\u00fancia de Riel retoma \u00edcones do passado e os redimensiona: o cavalo de Deodoro da Fonseca, a imagem do \u00edndio carregado no pau de arara num desfile militar em Belo Horizonte durante a ditadura e a pris\u00e3o de jovens em confronto com a pol\u00edcia. No entanto, esse resgate n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio e traz elementos de sua pr\u00f3pria viv\u00eancia como jovem da periferia, em que assistiu \u2018os mais pretos\u2019 sofrerem mais discrimina\u00e7\u00e3o. O artista transp\u00f5e sua indigna\u00e7\u00e3o para as telas, substituindo personagens das fotografias por pessoas pr\u00f3ximas, mantendo os rostos dos agentes p\u00fablicos de seguran\u00e7a borrados, apontando para a impunidade da viol\u00eancia policial.<\/p>\n<p>Ao mesclar passado e presente, o artista refor\u00e7a a necessidade de lidar com o tema da mem\u00f3ria e aponta para a forte heran\u00e7a do autoritarismo na sociedade atual. A viol\u00eancia do Estado segue atuante, com militares reprimindo manifesta\u00e7\u00f5es, assassinando jovens negros das periferias, oprimindo trabalhadores, moradores de favelas e popula\u00e7\u00f5es minorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Se as telas explicitam a viol\u00eancia, as duas esculturas que comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o fazem men\u00e7\u00f5es ao jogo de passado e presente de maneira sutil. \u2018Ossadas\u2019, composta de pe\u00e7as de barro cobertas de tinta negra, \u00e9 uma refer\u00eancia ao Cemit\u00e9rio de Perus, na Zona Norte de S\u00e3o Paulo, onde mais de 1.000 v\u00edtimas da ditadura foram sepultadas clandestinamente pelo regime militar. A tinta negra, que n\u00e3o reflete luz, traz \u00e0 tona o apagamento da mem\u00f3ria sobre a viol\u00eancia do per\u00edodo ditatorial e busca refletir sobre os desaparecidos, assassinados e torturados pelo Estado por se contrapor ideologicamente \u00e0 pol\u00edtica dos militares.<\/p>\n<p>A outra escultura, \u2018Constitui\u00e7\u00e3o\u2019, \u00e9 tamb\u00e9m uma den\u00fancia sobre a Carta Magna brasileira, que sofre constantes ataques e tem sido descaracterizada por sucessivas viola\u00e7\u00f5es, corte de direitos e conquistas de sua ess\u00eancia cidad\u00e3. S\u00edmbolo da democracia brasileira, a produ\u00e7\u00e3o em a\u00e7o resiste, mas apresenta ranhuras, desgaste e marcas de bala, numa alus\u00e3o aos retrocessos sofridos desde 1988, quando foi promulgada.<\/p>\n<p>As obras de Riel abordam temas urgentes e trabalham temas muito caros \u00e0 sociedade brasileira. Em um momento em que a democracia sofre constantes ataques, a mem\u00f3ria sobre a ditadura \u00e9 questionada e a viol\u00eancia policial segue matando e reprimindo impunemente, o questionamento de um artista da periferia \u00e9 um alento e uma voz importante de indaga\u00e7\u00e3o do status quo. Como seus personagens que resistem e enfrentam a trucul\u00eancia policial, sua arte \u00e9 uma bandeira na luta em defesa de valores imprescind\u00edveis para uma sociedade mais justa e pac\u00edfica.<\/p>\n<div id=\"cmsmasters_divider_6d10s6ghgh\" class=\"cmsmasters_divider cmsmasters_divider_width_long cmsmasters_divider_pos_center\"><\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cmsmasters_row_t3c22q9w6m\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div id=\"cmsmasters_column_toijiibenl\" class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\"><div class=\"cmsmasters_text\">\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u2018Inseguran\u00e7a P\u00fablica\u2019 \u2013 Riel<\/strong><br \/>\nAbertura: 13 de junho de 2025 | \u00e0s 19h<br \/>\nVisita\u00e7\u00e3o: at\u00e9 o dia 06\/07\/2025<br \/>\nTer\u00e7as a sextas: 9h \u00e0s 20h<br \/>\nS\u00e1bados, domingos e feriados: 9h \u00e0s 17h<br \/>\nEspa\u00e7o Experimenta\u00e7\u00e3o da Imagem<br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o indicativa: 10 anos<br \/>\nEntrada gratuita<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.google.com.br\/maps\/dir\/\/Av.+Santos+Dumont,+174+-+Centro,+Belo+Horizonte+-+MG,+30111-040\/@-19.9170546,-43.9360151,17z\/data=!4m6!4m5!1m0!1m2!1m1!1s0xa699fbd5aaae01:0xab4780c129fa0883!3e0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Consulte rotas e meios para chegar<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cmsmasters_row_6kvmqaa7i\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<div id=\"cmsmasters_column_sf8b3oog58\" class=\"cmsmasters_column three_fourth\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\">\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":6,"featured_media":26620,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[121,91],"tags":[],"class_list":["post-26619","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-exposicoes","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26619"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26619\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26634,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26619\/revisions\/26634"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26620"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}