{"id":26831,"date":"2025-11-26T18:30:05","date_gmt":"2025-11-26T21:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/?p=26831"},"modified":"2025-11-26T18:30:05","modified_gmt":"2025-11-26T21:30:05","slug":"novembro-negro-artista-nilo-ybyra-participa-do-novo-episodio-de-podcast","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/novembro-negro-artista-nilo-ybyra-participa-do-novo-episodio-de-podcast\/","title":{"rendered":"Novembro Negro: artista Nilo Ybyra participa do novo epis\u00f3dio de podcast"},"content":{"rendered":"<div id=\"cmsmasters_row_byrp52m1lu\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cmsmasters_column_i24cwt1pcl\" class=\"cmsmasters_column one_first\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\"><\/div><\/div>\n<\/p>\n<div class=\"cmsmasters_sharing\">\n<div class=\"share_wrap\">\n<a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?text=Check+out+%27Novembro+Negro%3A+artista+Nilo+Ybyra+participa+do+novo+epis%C3%B3dio+de+podcast%27+on+Centro+Cultural++UFMG+website&url=https%3A%2F%2Fwww.ufmg.br%2Fcentrocultural%2Fnovembro-negro-artista-nilo-ybyra-participa-do-novo-episodio-de-podcast%2F\" class=\"button cmsmasters-icon-twitter\">Twitter<\/a>\n<\/div>\n<div class=\"share_wrap\">\n<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?display=popup&u=https%3A%2F%2Fwww.ufmg.br%2Fcentrocultural%2Fnovembro-negro-artista-nilo-ybyra-participa-do-novo-episodio-de-podcast%2F\" class=\"button cmsmasters-icon-facebook\">Facebook<\/a>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<p>O vig\u00e9simo primeiro epis\u00f3dio do <strong>Corredor Cultural 174 Podcast<\/strong>, produzido pelo Centro Cultural UFMG, traz um bate-papo com <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nilo.ybyra\/\">Nilo Ybyra<\/a>, artista transmasculino, autista, professor, arte-educador, m\u00fasico, artista c\u00eanico e escritor de Belo Horizonte. \u00c9 bicampe\u00e3o mundial de poesia falada (slam) e criador da marca Ybyra Ma\u00e7aka. Na m\u00fasica, dedica-se \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de instrumentos arcaicos e \u00e0 fus\u00e3o de sonoridades ind\u00edgenas, africanas e da MPB, criando um campo h\u00edbrido de express\u00e3o que atravessa corpo, ancestralidade e dissid\u00eancia. Al\u00e9m disso, atua em diferentes linguagens c\u00eanicas e liter\u00e1rias, com publica\u00e7\u00e3o de livros, antologias e zines.<\/p>\n<ul>\n<li><strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?text=https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/dj-jahi-amani-participa-do-novo-episodio-de-podcast\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Compartilhe no WhatsApp<\/a><\/span><\/strong><\/li>\n<li><strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/telegram.me\/share\/url?url=%20https:\/\/https\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/dj-jahi-amani-participa-do-novo-episodio-de-podcast\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Compartilhe no Telegram<\/a><\/span><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>No podcast, Nilo Ybyra revela sua ancestralidade africana Bantu (angolana) e ind\u00edgena Patax\u00f3, destacando que todo o conhecimento que possui sobre essas heran\u00e7as resulta de um processo de retomada. Para ele, o processo de retomada n\u00e3o significa apenas redescobrir a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, mas caminhar junto com ela e integrar-se profundamente \u00e0 cultura. Mais do que declarar no nome a que cultura pertence, ele diz que \u00e9 preciso vivenci\u00e1-la de verdade.<\/p>\n<p>Segundo Nilo, a encruzilhada entre ra\u00e7a e pertencimento \u00e9 algo profundamente comum no Brasil. Essa mistura atravessa a vida nas cidades, nas aldeias e em qualquer outro lugar. Ela \u00e9 resultado de um processo hist\u00f3rico amplo e coletivo. \u201cFalar sobre ela n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 falar sobre mim, \u00e9 falar sobre muitos, falar sobre um processo que \u00e9 de um povo inteiro, de um territ\u00f3rio.\u201d Ele acrescenta que isso se incorpora a sua arte como um fruto natural da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de existir. \u201c\u00c9 uma coisa natural falar sobre o que se \u00e9, mas tamb\u00e9m uma necessidade de reafirmar a hist\u00f3ria que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 minha\u201d.<\/p>\n<p>Ele afirma que \u201co corpo \u00e9 feito de mem\u00f3ria\u201d e que a cura vem justamente daquilo que o constitui. Para ele, a mem\u00f3ria existe n\u00e3o apenas porque \u00e9 importante lembrar das coisas, mas porque o corpo precisa da cura que a mem\u00f3ria proporciona. E, para que essa cura alcance mais pessoas, essa heran\u00e7a se materializa em suas cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com Ybyra, a leitura racial da negritude no Brasil \u00e9 particularmente delicada, pois se apoia majoritariamente na identifica\u00e7\u00e3o visual do fen\u00f3tipo. Dessa forma, antes mesmo de ser reconhecida em sua individualidade, a pessoa \u00e9 primeiramente identificada como negra. \u201cSer negro e ser qualquer coisa al\u00e9m de negro \u00e9 uma grande controv\u00e9rsia, porque a condi\u00e7\u00e3o de negro foi criada n\u00e3o para simplesmente designar quem tinha um tom de pele, ela foi designada para colocar um lugar social de base de pir\u00e2mide, que t\u00e1 dentro do imagin\u00e1rio do colorismo branco\u201d, expressa.<\/p>\n<p>Ele explica que esse colorismo considera apenas o preto e o branco e, no fim das contas, a diversidade de fen\u00f3tipos ind\u00edgenas sequer \u00e9 conhecida ou levada em conta. \u201cA diversidade dos povos ind\u00edgenas \u00e9 enorme e completamente ignorada, porque no imagin\u00e1rio social a pessoa ind\u00edgena \u00e9 a \u2018Tain\u00e1\u2019 do filme, no imagin\u00e1rio social todos os ind\u00edgenas t\u00eam aquele fen\u00f3tipo amaz\u00f4nico\u201d.<\/p>\n<p>Na m\u00fasica, Nilo utiliza instrumentos arcaicos, como flautas, apitos de p\u00e1ssaro, tambores e berimbau, para construir sonoridades igualmente ancestrais. \u201cEu n\u00e3o t\u00f4 simplesmente tocando m\u00fasica moderna com instrumentos muito velhos. Eu t\u00f4 construindo paisagem sonora\u201d, esclarece. Ele destaca a import\u00e2ncia desses instrumentos considerados como arcaicos, ressaltando que surgiram da necessidade de reproduzir os sons da natureza.<\/p>\n<p>\u201cEu tenho tambor de mar, eu tenho som de p\u00e1ssaro, tenho som de vento, tenho som de \u00e1gua, de terra, de diferentes corpos de \u00e1gua, inclusive, porque tem som de mar, tem som de rio, tem som de chuva, tem som de diferentes formas da \u00e1gua, n\u00e9? E isso vai pintando um quadro na sua mente. Voc\u00ea vai ouvindo e vai entendendo a paisagem sonora que t\u00e1 sendo constru\u00edda. Essa paisagem sonora casa com a hist\u00f3ria que a m\u00fasica t\u00e1 te contando\u201d, descreve.<\/p>\n<p>Ybyra reflete sobre como as m\u00fasicas africanas e ind\u00edgenas nascem de uma perspectiva profundamente espiritual \u2014 a m\u00fasica enquanto divindade, enquanto elo de comunica\u00e7\u00e3o com o sagrado e com os ancestrais, enquanto forma de reza. Ele tamb\u00e9m considera o quanto essa dimens\u00e3o espiritual pode despertar mem\u00f3rias e promover cura nas pessoas.<\/p>\n<p>Bicampe\u00e3o mundial de slam, Nilo tem uma trajet\u00f3ria bem s\u00f3lida na poesia. Ele manifesta que \u201co slam mundial \u00e9 t\u00e3o diverso, que ele n\u00e3o te d\u00e1 tempo de respirar. Voc\u00ea fica o tempo todo segurando a respira\u00e7\u00e3o, porque voc\u00ea n\u00e3o sabe o que vai vir na pr\u00f3xima pessoa, no pr\u00f3ximo corpo que vai trazer, porque as formas de poesia s\u00e3o muito diferentes\u201d.<\/p>\n<p>O artista publicou 22 zines de forma independente\/artesanal e, pela editora Venas Abiertas, os livros \u2018Lua nos p\u00e9s\u2019 e \u2018Voc\u00ea ainda quer gritar comigo?\u2019, al\u00e9m das antologias \u2018\u00f3cios no of\u00edcio\u2019 e \u2018\u00e0 luta, \u00e0 voz\u2019, em parceria com o grupo Coletivoz, entre outras publica\u00e7\u00f5es independentes.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o podcast na \u00edntegra e conhe\u00e7a mais sobre o universo m\u00faltiplo que ele constr\u00f3i e as for\u00e7as que atravessam seu trabalho:<br \/>\n<iframe style=\"border-radius: 12px;\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/14eJ3Wgl7hDFHbbPNUsBgQ?utm_source=generator\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-testid=\"embed-iframe\"><\/iframe><\/p>\n<p>Acompanhe o trabalho de Nilo Ybyra no<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nilo.ybyra\/\"> Instagram<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Corredor Cultural 174 Podcast<\/strong> \u00e9 um projeto que disponibiliza mensalmente no Spotify conversas com artistas, m\u00fasicos, escritores, cineastas, agentes culturais e demais pessoas que pensam, respiram e produzem cultura. \u201cCorredor\u201d, pelo fato do Centro Cultural UFMG estar situado no corredor cultural Pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m no sentido de espa\u00e7o de passagem, onde transitam ideias, movimentos e express\u00f5es art\u00edsticas em Belo Horizonte. \u201cCultural\u201d, pois a tem\u00e1tica ser\u00e1 sempre cultura e \u201c174\u201d \u00e9 o n\u00famero de localiza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o na Avenida Santos Dumont.<\/p>\n<p><strong>Corredor Cultural 174 Podcast<\/strong><br \/>\nO podcast de cultura do Centro Cultural UFMG.<br \/>\nUma vez por m\u00eas no <strong><a href=\"https:\/\/spoti.fi\/37VZnRa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/spoti.fi\/37VZnRa&amp;source=gmail&amp;ust=1686246987519000&amp;usg=AOvVaw0tUGgKdMdh0Pkb5veGhsEW\">Spotify<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vig\u00e9simo primeiro epis\u00f3dio do Corredor Cultural 174 Podcast, produzido pelo Centro Cultural UFMG, traz um bate-papo com Nilo Ybyra, artista transmasculino, autista, professor, arte-educador, m\u00fasico, artista c\u00eanico e escritor&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":26833,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[244,80],"tags":[],"class_list":["post-26831","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-corredor-cultural-174","category-podcast"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26831"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26831\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26842,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26831\/revisions\/26842"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26833"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}