{"id":15381,"date":"2019-11-29T14:15:29","date_gmt":"2019-11-29T17:15:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/?post_type=tribe_events&#038;p=15381"},"modified":"2019-12-02T13:25:17","modified_gmt":"2019-12-02T16:25:17","slug":"exposicao-recodificacoes-pedro-pedro-veneroso","status":"publish","type":"tribe_events","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/evento\/exposicao-recodificacoes-pedro-pedro-veneroso\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o: &#8220;Recodifica\u00e7\u00f5es&#8221; &#8211; Pedro Veneroso"},"content":{"rendered":"<p><b><i>Artista mineiro Pedro Veneroso inaugura exposi\u00e7\u00e3o no Centro Cultural UFMG<\/i><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposi\u00e7\u00e3o <b><i>\u201cRecodifica\u00e7\u00f5es\u201d<\/i><\/b>, do artista visual <b><i>Pedro Veneroso<\/i><\/b>, na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, dia 19 de novembro de 2019, \u00e0s 19 horas. A mostra re\u00fane produ\u00e7\u00f5es que exploram as rela\u00e7\u00f5es entre a arte, a ci\u00eancia e a tecnologia. As obras poder\u00e3o ser vistas at\u00e9 o dia 12 de janeiro de 2020. Entrada gratuita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s circular pelo mundo com suas obras, Pedro Veneroso volta a expor em Belo Horizonte com a mostra individual <b><i>Recodifica\u00e7\u00f5es<\/i><\/b>. A prol\u00edfica produ\u00e7\u00e3o do artista exibida em diversos pa\u00edses \u2013 entre os quais a Espanha, os Estados Unidos, a Fran\u00e7a e o M\u00e9xico \u2013 e cidades brasileiras \u2013 como Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Bel\u00e9m \u2013, at\u00e9 ent\u00e3o permanece, em grande parte, in\u00e9dita em Belo Horizonte. O artista, um dos expoentes da atual gera\u00e7\u00e3o de arte eletr\u00f4nica e digital brasileira, se prop\u00f5e a reunir nesta mostra uma parte destacada de sua produ\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, abrangendo linguagens como a instala\u00e7\u00e3o, a <i>net art<\/i>, a arte computacional, o v\u00eddeo, a fotografia, a gravura e a literatura, tangenciando alguns dos temas centrais \u00e0s suas pesquisas. As investiga\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es entre espa\u00e7o e tempo e entre diferentes c\u00f3digos, linguagens e nota\u00e7\u00f5es humanas \u2013 assuntos que atravessam a carreira do artista desde o in\u00edcio \u2013 s\u00e3o acompanhadas por explora\u00e7\u00f5es mais recentes, como os sistemas complexos, os algoritmos generativos e a teoria das redes, fruto das pesquisas acad\u00eamicas do artista formado pela UFMG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Veneroso iniciou sua carreira em 2006, quando desenvolveu uma s\u00e9rie de fotografias que inaugurou suas pesquisas nas zonas de interse\u00e7\u00e3o entre a arte, a ci\u00eancia e a tecnologia. Utilizando as t\u00e9cnicas de<i> light painting<\/i>, em que \u00e9 poss\u00edvel registrar rastros de luz em uma \u00fanica imagem e m\u00faltipla exposi\u00e7\u00e3o, que permite sobrepor diversas cenas, as obras dessa s\u00e9rie consistem em experimentos com t\u00e9cnicas que aprofundam as dimens\u00f5es espa\u00e7o-temporais das fotografias. Nesse contexto, uma fotografia n\u00e3o representa o registro de um instante, mas de dura\u00e7\u00f5es, e se desliga da mera representa\u00e7\u00e3o da realidade concreta. Essa produ\u00e7\u00e3o embrion\u00e1ria influenciaria a atua\u00e7\u00e3o do artista nos anos seguintes, quando se uniu a Andr\u00e9 Mintz e Aline Xavier para criar o Marginalia Project, coletivo de arte e tecnologia fundado em 2008, e o Marginalia+lab, laborat\u00f3rio internacional de arte e tecnologia coordenado pelo coletivo que, sediado em Belo Horizonte, realizou in\u00fameras exposi\u00e7\u00f5es, resid\u00eancias, <i>workshops<\/i>, encontros e publica\u00e7\u00f5es entre 2009 e 2012.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O per\u00edodo entre 2011 e 2012 \u2013 \u00e9poca em que Veneroso foi artista residente no Museu da Imagem e do Som de S\u00e3o Paulo \u2013 marcou uma importante transi\u00e7\u00e3o na carreira do artista. Nesse momento, a sua produ\u00e7\u00e3o em arte, ci\u00eancia e tecnologia se tornou mais constante e aprofundou as rela\u00e7\u00f5es entre t\u00e9cnicas tradicionais e contempor\u00e2neas. Representante de uma cultura <i>maker<\/i>, guiado pelo princ\u00edpio do fa\u00e7a-voc\u00ea-mesmo, o artista utiliza suas obras como modos de pesquisa de t\u00e9cnicas, temas e linguagens, integrando a pr\u00e1tica e a teoria art\u00edstica a conhecimentos e t\u00e9cnicas de outras disciplinas. N\u00e3o por acaso, no <i>atelier<\/i> do artista, localizado na regi\u00e3o da Pampulha, computadores, c\u00e2meras e impressoras compartilham espa\u00e7o com instrumentos de marcenaria e de laborat\u00f3rio, projetores, livros, placas e monitores de \u00e1udio, microsc\u00f3pios e componentes eletr\u00f4nicos. Aspectos formais da arte, como cor e composi\u00e7\u00e3o, situam-se lado a lado com o dom\u00ednio de linguagens de programa\u00e7\u00e3o, eletr\u00f4nica e pr\u00e1ticas acad\u00eamicas e cient\u00edficas, em rela\u00e7\u00e3o de experimenta\u00e7\u00e3o e contamina\u00e7\u00e3o permanente. As rela\u00e7\u00f5es entre linguagens, m\u00eddias e disciplinas sempre estiveram presentes nas obras e pesquisas do artista, mas foi a partir dessa \u00e9poca que ganharam protagonismo em sua produ\u00e7\u00e3o, tornando-se temas centrais de muitos trabalhos posteriores. Da\u00ed o conceito <i>Recodifica\u00e7\u00f5es<\/i>, que d\u00e1 nome a esta exposi\u00e7\u00e3o e busca sublinhar os modos como as obras de Veneroso desconstroem sistemas de c\u00f3digos convencionais e prop\u00f5em novos modos de ver e interpretar o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o se concentra justamente nesse per\u00edodo, com obras desenvolvidas a partir de 2012 e foco na produ\u00e7\u00e3o mais recente do artista. Os destaques da parcela retrospectiva da mostra s\u00e3o as instala\u00e7\u00f5es <i>Gogoame<\/i>, de 2016, e <i>Tempo: cor<\/i>, lan\u00e7ada este ano no FILE \u2013 Festival Internacional de Linguagem Eletr\u00f4nica, importante evento de arte e tecnologia que acontece em S\u00e3o Paulo e completou 20 anos nesta edi\u00e7\u00e3o. <i>Gogoame<\/i>, nome que em japon\u00eas significa chuva \u00e0 tarde, trata-se de um projeto de <i>net art<\/i> \u2013 desenvolvido para visualiza\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o na <i>web<\/i> \u2013 que promove a interse\u00e7\u00e3o entre texto e imagem, criando uma chuva de letras onde se formam palavras e frases. J\u00e1 <i>Tempo: cor<\/i>, exibida como uma instala\u00e7\u00e3o imersiva, aprofunda a pesquisa do artista sobre o tempo e o espa\u00e7o com o desenvolvimento de um conjunto de rel\u00f3gios crom\u00e1ticos que convertem horas em cores. Dessa forma, os visitantes podem imergir na representa\u00e7\u00e3o das horas, experimentando a nota\u00e7\u00e3o do tempo de modo espacial e sensorial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Transitando pelas cinco salas que comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel apreender os modos como as pesquisas do artista s\u00e3o interligadas e os trabalhos se nutrem mutuamente. Nota-se, ainda, que vertentes da arte e da cultura contempor\u00e2neas \u2013 como a arte conceitual, a arte pol\u00edtica, as instala\u00e7\u00f5es e a poesia concreta \u2013 s\u00e3o recuperadas e ressignificadas. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por 15 obras, entre as quais somente uma foi exibida anteriormente em Belo Horizonte. Dois trabalhos in\u00e9ditos ainda ser\u00e3o lan\u00e7ados na mostra, a s\u00e9rie de fotografias <i>Contagem bin\u00e1ria<\/i>, desenvolvida em 2015 e finalizada recentemente, e a instala\u00e7\u00e3o generativa <i>Estado das coisas<\/i>, cujo prot\u00f3tipo ser\u00e1 mostrado. <i>Contagem bin\u00e1ria<\/i> prop\u00f5e um modo de se contar de 0 a 31 nos dedos de uma m\u00e3o, enquanto a instala\u00e7\u00e3o in\u00e9dita <i>Estado das coisas<\/i> se utiliza de algoritmos generativos e de an\u00e1lises de redes sociais em tempo real para controlar as rota\u00e7\u00f5es de imagens que se comportam como de b\u00fassolas descompassadas, em um coment\u00e1rio sobre a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social do mundo na atualidade \u2013 do desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o entre a \u00c1frica e a Europa. Promovendo as rela\u00e7\u00f5es entre som e imagem, Veneroso se une a Sara N\u00e3o Tem Nome para a realiza\u00e7\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o audiovisual <i>Ru\u00ednas<\/i>, que mescla elementos da produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos de Veneroso com a pr\u00e1tica musical de Sara. A performance acontecer\u00e1 durante a abertura da exposi\u00e7\u00e3o, \u00e0s 20h, e, ap\u00f3s o evento, a instala\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 a funcionar pelo restante do per\u00edodo de visita\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Sobre a artista<\/b><\/p>\n<p>Pedro Veneroso \u00e9 doutorando em Artes, mestre com distin\u00e7\u00e3o em Estudos Liter\u00e1rios e bacharel em Artes Visuais, todos pela Universidade Federal de Minas Gerais. Ele investiga as interse\u00e7\u00f5es entre a arte, a ci\u00eancia e a tecnologia a partir de perspectivas pr\u00e1ticas e te\u00f3ricas. Atualmente, pesquisa as aplica\u00e7\u00f5es dos sistemas complexos e da teoria da redes nas experi\u00eancias humanas do espa\u00e7o-tempo em ambientes virtuais e concretos. Entre 2009 e 2012 foi um dos coordenadores e curadores do Marginalia+lab \u2013 laborat\u00f3rio de arte e tecnologia sediado em Belo Horizonte. Foi curador e coordenador da exposi\u00e7\u00e3o Pol\u00edmatas, que reuniu dezenas de obras transdisciplinares na UFMG em 2019. Foi premiado no 4\u00ba Filme em Minas (Belo Horizonte), nomeado para o 8\u00ba Pr\u00eamio Sergio Motta (S\u00e3o Paulo), finalista do 7\u00ba Concurso Transitio_MX (Cidade do M\u00e9xico, M\u00e9xico) e semifinalista do 12\u00ba Pr\u00eamio Arte Laguna (Veneza, It\u00e1lia). Participou de exposi\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais em institui\u00e7\u00f5es como MAM Rio e CCJF (Rio de Janeiro), MIS, Red Bull Station e Centro Cultural FIESP (S\u00e3o Paulo), Museu de Arte da Pampulha e Pal\u00e1cio das Artes (Belo Horizonte), El Museo Cultural Santa Fe, Indiana University e Washington University (Estados Unidos), Laborat\u00f3rio Arte Alameda (M\u00e9xico), Centro Cultural Galileo e Mini HUB (Espanha), Forum Altice Braga (Portugal), Jingxi Province Museum (China), Monash University (Austr\u00e1lia) e Mains D&#8217;Oeuvres (Fran\u00e7a). Entre 2017 e 2019, foi professor do curso de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o e Artes Digitais na Escola de Belas Artes da UFMG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Exposi\u00e7\u00e3o <\/b><b><i>\u201cRecodifica\u00e7\u00f5es\u201d<\/i><\/b><\/p>\n<p>Abertura: 19 de novembro de 2019 | \u00e0s 19 horas<\/p>\n<p>Visita\u00e7\u00e3o: at\u00e9 o dia 12\/01\/2020<\/p>\n<p>Ter\u00e7as a sextas de 10h \u00e0s 21h<\/p>\n<p>S\u00e1bados e domingos de 10h \u00e0s 18h<\/p>\n<p>Grande Galeria<\/p>\n<p>Entrada gratuita<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Servi\u00e7o<\/b><\/p>\n<p>Centro Cultural UFMG<\/p>\n<p>Av. Santos Dumont, 174 \u2013 Centro<\/p>\n<p>Belo Horizonte \u2013 MG<\/p>\n<p>(31)3409-8290<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\">www.ufmg.br\/centrocultural<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artista mineiro Pedro Veneroso inaugura exposi\u00e7\u00e3o no Centro Cultural UFMG &nbsp; Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposi\u00e7\u00e3o \u201cRecodifica\u00e7\u00f5es\u201d, do artista visual Pedro Veneroso, na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, dia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":15382,"template":"","meta":{"_tribe_events_status":"","_tribe_events_status_reason":"","footnotes":""},"tags":[],"tribe_events_cat":[32],"class_list":["post-15381","tribe_events","type-tribe_events","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","tribe_events_cat-exposicoes","cat_exposicoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tribe_events\/15381","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tribe_events"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tribe_events"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tribe_events\/15381\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15384,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tribe_events\/15381\/revisions\/15384"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15382"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15381"},{"taxonomy":"tribe_events_cat","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufmg.br\/centrocultural\/wp-json\/wp\/v2\/tribe_events_cat?post=15381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}