Ipead UFMG: produtos da Páscoa ficaram mais caros em 2026
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
A pesquisa especial da Páscoa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG) traz um levantamento de preços de itens tradicionalmente consumidos neste período do ano. Desse modo, esta pesquisa tem por objetivo apresentar, de forma ampla, simples e gratuita, informações para os consumidores no que se refere às compras de Páscoa.
Para o estudo, foram realizadas pesquisas de preços, entre os dias 2 e 24 de março de 2026, junto a vários estabelecimentos comerciais de forma presencial e pela internet (com entrega em Belo Horizonte), dos seguintes produtos:
- Ovos de Páscoa, total de 18 apresentações distintas;
- Peixes diversos, que inclui 6 apresentações de bacalhau e outros 4 tipos de peixes em 10 apresentações distintas;
- Sardinha em lata, Azeite de oliva, Batata inglesa, Ovo de galinha, Chocolate em barra e Caixa de bombons com preços oriundos de pesquisa ampla de mercado referente a março de 2026.
O preço médio dos ovos de Páscoa foi igual a R$ 68,68, conforme Tabela 1. A dispersão entre os valores mínimo e máximo dos ovos de Páscoa foi bem maior do que o apurado nos anos anteriores. A maior dispersão apurada foi da ordem de 74%, sendo que a maioria dos produtos apresentou dispersão de preços em torno de 28%. Em 2025, a maior dispersão apurada foi da ordem de 53%.
O peso dos ovos de Páscoa se manteve o mesmo para quase todas as opções pesquisadas entre as várias marcas analisadas.
- O preço médio dos ovos de Páscoa subiu 14,60% em 2026, quando comparado com 2025. A inflação medida pelo IPCA no período foi de 3,40%;
- Novo crescimento expressivo, especialmente quando se considera que entre 2024 e 2025 o preço médio dos ovos de Páscoa havia subido acima de 12%.
- A marca Lacta apresentou a maior variação de preços em relação aos praticados em 2025, subiu 16,17%.
- A marca Nestlé apresentou a menor variação de preços em relação aos praticados em 2025 (11,39%).
Sobre os preços dos peixes e bacalhaus, os resultados representados mostram que em média, no ano de 2026:
- O preço médio do bacalhau cresceu 16,43% em relação ao ano anterior;
- O preço dos outros peixes, exceto bacalhau, também subiu: 4,73%;
- O preço da posta de surubim fresco (33,03%) representou a maior variação referente aos peixes e bacalhaus.
Sobre os preços de outros produtos típicos da época, os resultados representados mostram que:
- O preço médio de quase todos os produtos subiu em relação a 2025, sendo que o chocolate em barra apresentou a maior variação, 17,82%;
- Pode-se destacar a queda relevante do azeite de oliva que havia subido de maneira expressiva nos últimos dois anos (2024 e 2025) e agora apresenta uma queda acentuada de preços de 26,26%.
- Apesar da alta neste período, o ovo de galinha apresenta retração de preços de 13,41% em relação aos preços de 2025.
Após apresentar os principais resultados da pesquisa, a Fundação Ipead/UFMG reforça a seguinte recomendação: diante da grande elevação e variação de preços no mercado, é essencial que o consumidor compare os valores antes de efetivar a compra e, se necessário, considere a troca de marca ou produto. Essa prática permite otimizar o orçamento e, assim, aumentar o poder de compra.
Como a Pesquisa da Páscoa é feita?
Desenvolvida pela Fundação Ipead, a pesquisa sobre a Páscoa de 2026 tem o objetivo de avaliar os preços de diversos produtos costumeiramente consumidos pela população da capital mineira para esse período. Essa pesquisa é realizada uma vez ao ano, durante o período anterior à Semana Santa (Páscoa), junto a diversos estabelecimentos comerciais presentes na cidade de Belo Horizonte.
As pesquisas foram realizadas de forma presencial e on-line.
Fonte
Assessoria de Comunicação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead)
ipead@ipead.face.ufmg.br
Mídia Complementar
Baixe o material: https://www.ufmg.br//app/uploads/2026/03/Release-Itens-da-Pascoa-Pesquisa-2026-2.pdf