Programa da TV UFMG debate inclusão previdenciária e condições de trabalho para pessoas com mais de 60 anos
‘Economia em Diálogo’ aborda como envelhecimento e informalidade desafiam futuro da aposentadoria no Brasil
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
A relação entre o envelhecimento e a informalidade no mercado de trabalho brasileiro é o tema do quinto episódio do programa Economia em diálogo, que foi ao ar nesta terça-feira, 1º de setembro. Parceria da TV UFMG com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), o programa reuniu a professora Fernanda Flávia Cockell, do Departamento de Sociologia da UFMG, e o economista e superintendente geral da Fundação Ipead, Renato Mogiz.
Divulgado em junho, levantamento feito pela Nexus, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de pessoas de 60 anos em atividade no mercado de trabalho aumentou de 5,7 milhões para 8,7 milhões. Este é o maior número registrado na série histórica de 2016 a 2025. Entre os 8,7 milhões de pessoas com mais de 60 anos, mais da metade (53%) atuam na informalidade.
Quem vai se aposentar?
Criado na Constituição de 1988, o Sistema de Seguridade Social é um conjunto integrado de políticas que busca garantir o mínimo de dignidade e bem-estar a todas as pessoas que vivem no Brasil. O sistema está assentado em três pilares: saúde, assistência social e previdência social.
Enquanto a saúde pública e a assistência social têm caráter universal, a previdência social – por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – atende somente pessoas com registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), além dos autônomos formalizados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Portanto, quem trabalha na informalidade não tem, entre outras coisas, a garantia da aposentadoria.
Segundo dados do IBGE, no segundo trimestre de 2026, a taxa de informalidade no Brasil foi de 37,4% quase 80 milhões de brasileiros atuam em trabalhos informais.
Com base nesse cenário, os convidados do programa Economia em Diálogo debateram a necessidade de políticas públicas eficazes para inclusão previdenciária de quem trabalha por conta própria, além do combate à precarização das relações de trabalho no país.
O programa completo está disponível no canal da TV UFMG no Youtube.
Ficha técnica: Vitória Brunini (produção e direção geral), Otávio Zonatto (apresentação, edição e produção), Ângelo Araújo (direção de imagem), Alan Garcia (câmera e iluminação), Bruno Lima (iluminação), Ed Andrade e Matheus Lukashevich (concepção de cenografia), Samuel do Vale (som), Beatriz Abrahão (operação de TP), João Teixeira Jr. e Maria Gusmão (videografismo) e Louí Souza (consultoria de figurino).