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58º Festival de Inverno

Exposição no Centro Cultural celebra legado de Guignard e dos pioneiros da Escola de Belas Artes

Mostra reúne obras de artistas formados pelo mestre que se notabilizou por retratar paisagens mineiras e por sua contribuição para o ensino das artes no Brasil

Por Redação

Obra sem título de Álvaro Apocalypse
Imagem: Divulgação
Obra ‘Festa de Santo Antônio para Cisalpino’, de Yara Tupynambá
Imagem: Divulgação

O Centro Cultural UFMG abre, nesta terça-feira, dia 14, às 20h15, a exposição coletiva Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto. A mostra reúne obras de Álvaro Apocalypse, Beatriz Coelho, Eduardo de Paula, Haroldo Mattos, Herculano Campos, Jarbas Juarez, Jefferson Lodi, Pompeia Brito, Wilde Lacerda e Yara Tupynambá.

Com curadoria de Daniele de Sá Alves e Fabrício Fernandino, a exposição celebra o legado dos artistas e professores que ajudaram a construir a história da Escola de Belas Artes da UFMG. A iniciativa integra a programação do 58º Festival de Inverno UFMG e poderá ser visitada até 24 de julho.

Ao reunir obras que exploram diferentes linguagens, poéticas e gerações, Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto evidencia o legado de artistas e docentes pioneiros da Escola de Belas Artes, especialmente de Alberto da Veiga Guignard. Entre as décadas de 1940 e 1960, seus alunos formaram um núcleo que renovou a produção artística brasileira e lançou as bases para a criação da Escola de Belas Artes da UFMG.

A exposição nasce do desejo de reconhecer e celebrar a herança artística e pedagógica deixada por Guignard e seus discípulos. Ao apresentar obras de artistas pertencentes às primeiras gerações formadas pelo mestre – muitos dos quais posteriormente integraram o corpo docente da Escola de Belas Artes –, a mostra evidencia não apenas trajetórias individuais, mas também os vínculos entre formação artística, ensino e construção institucional. As obras expostas pertencem ao Acervo Artístico da UFMG, ao Grupo Giramundo e a coleções particulares.

Obra ‘Belo Horizonte’, de Beatriz Coelho
Imagem: Divulgação

Sobre o artista
Alberto da Veiga Guignard foi um pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador brasileiro. Conhecido por sua representação das paisagens mineiras e por sua contribuição fundamental ao ensino das artes no Brasil, o carioca de Nova Friburgo estudou na Königliche Akademie der Bildenden Künste, em Munique, com mestres renomados entre 1917–1918 e 1921–1923. Ele também frequentou academias de belas-artes em Florença e participou de importantes exposições internacionais, entre elas o Salão de Outono de Paris.

Em 1944, a convite do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, Guignard mudou-se para Minas Gerais para fundar e dirigir o curso livre de desenho e pintura do Instituto de Belas Artes. Sua atuação foi decisiva para a formação de alguns dos principais nomes da arte brasileira, como Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, além de influenciar gerações de artistas que contribuíram para a consolidação da Escola de Belas Artes da UFMG.

Exposição Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto
Visitação: 14 a 24/7/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Local: Grande galeria do Centro Cultural UFMG
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita

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