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Capes Global

Rede Inter-Nós, liderada pela UFMG, lança chamadas para bolsas de doutorado sanduíche e professor visitante no exterior

Consórcio busca fortalecer internacionalização da pós-graduação brasileira numa perspectiva colaborativa; inscrições serão abertas no dia 1º de julho

Por Redação

Identidade visual da Rede Inter-Nós, que reúne UFMG, UFRN, Unifal, UFCSPA e UEA
Criação Cedecom UFMG

Coordenada pela UFMG e selecionada pela Capes para promover o desenvolvimento de atividades estratégicas de pesquisa e pós-graduação por meio da cooperação internacional, a Rede Inter-Nós lançou nesta segunda-feira, dia 22, suas duas primeiras chamadas públicas: a 01/2026 é referente ao Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), e a 02/2026 é destinada ao Programa de Professor Visitante no Exterior. Ambas receberão propostas no período de 1º a 27 de julho, por meio de formulário no site oficial da rede. As saídas estão programadas para o período de março a abril de 2027.

As oportunidades são abertas a discentes e docentes permanentes vinculados aos Programas de Pós-graduação que aderiram formalmente à proposta. Na UFMG, um universo de 91 programas está apto a participar das chamadas. Os candidatos interessados devem alinhar seus planos de trabalho a um dos seis eixos temáticos que sustentam a Rede: Cultura, Artes e Saberes Tradicionais; Educação e Direitos Humanos; Sustentabilidade e Transição Energética; Saúde e Bem-Estar; Justiça, Governança e Instituições Eficazes; ou Transformação Digital e Novas Tecnologias.

A Rede Inter-Nós foi selecionada no edital do programa Capes Global.edu no início deste ano. Idealizado para atuar como ecossistema de cooperação científica inter-regional, o consórcio reúne 170 programas de pós-graduação da UFMG e das universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN), de Alfenas (Unifal) e de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), além da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

“A proposta do programa Capes Global.edu visa que universidades como a UFMG, que já têm expertise nesse processo de internacionalização, contribuam com outras instituições que estão em processo de amadurecimento”, explicou a pró-reitora de Pós-graduação da UFMG, Isabela Almeida Pordeus ao Portal UFMG em março deste ano, por ocasião da aprovação da proposta liderada pela UFMG. “Trata-se não só da interiorização dessa internacionalização, mas também da criação de uma rede que, colaborativamente, se consolidará como vivência e aprimoramento para essas instituições com menor experiência nas relações internacionais”, destacou a pró-reitora.

Critérios
Para o doutorado sanduíche, os alunos da UFMG, UFRN e UFCSPA terão bolsas com duração de seis meses, enquanto os estudantes da UEA farão estágios de quatro meses. Para a modalidade de professor visitante, as bolsas de categoria Júnior ou Sênior terão duração de dois ou seis meses, dependendo do vínculo institucional e do tema escolhido.

O processo de avaliação vai favorecer as propostas que demonstrarem forte articulação interinstitucional, oferecendo até cinco pontos de bônus para planos de trabalho que impactarem positivamente os parceiros da Rede Inter-Nós e até dois pontos para propostas desenvolvidas em regime de coorientação internacional.

O fomento da Capes cobrirá benefícios como mensalidades, auxílio-deslocamento e auxílio seguro-saúde, mas os editais trazem um alerta importante: as instituições estrangeiras de destino devem isentar os pesquisadores de taxas escolares ou de bancada, caso contrário, o candidato precisará assinar uma autodeclaração assumindo esses custos.

De acordo com o pró-reitor adjunto de Pós-graduação da UFMG, Bruno Leal, a iniciativa busca fazer com que a vivência internacional ajude a consolidar a pesquisa dentro das universidades brasileiras. “Na volta ao Brasil, espera-se que a pessoa beneficiada com a bolsa faça repercutir seu estágio no exterior, por meio de ações diversas, que deverão constar no plano de trabalho”, diz.

A avaliação das propostas submetidas passará por quatro etapas eliminatórias, incluindo análise técnica, avaliação de mérito por consultores externos, deliberação do comitê administrativo e homologação final pelo comitê gestor, com o resultado final previsto para ser divulgado no dia 1º de outubro.

Bruno Leal projeta uma maturação gradual do ecossistema de pesquisa até o fim da década. “O projeto se estende até 2030. Espera-se que, ao longo desses anos, a formação de redes de pesquisa nacionais e internacionais se amplie e se materialize em diferentes ações de pesquisa, intercâmbio acadêmico e disseminação do conhecimento científico”, concluiu.

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