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Fomento

CTNano tem projeto de certificação de laboratórios aprovado em edital da Fapemig

Proposta, contemplada com R$ 3,59 milhões, vai possibilitar o aprimoramento da qualidade, segurança e desempenho de produtos que têm nanomateriais em sua composição

Por Marcelo Sander | Comunicação CTNano UFMG

Pesquisador em laboratório do CTNano, centro de referência nacional em pesquisa com nanotubos de carbono, grafenos e outros nanomateriais
Foto: Ascom Sede-MG

O Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno (CTNano) da UFMG teve projeto aprovado na chamada Fapemig/SEDEMG – Laboratórios Certificadores, iniciativa estratégica para o fortalecimento da infraestrutura tecnológica e da capacidade de certificação em Minas Gerais.

A proposta Acreditação de laboratórios do CTNano/UFMG para ações estratégicas em prol do protagonismo de Minas Gerais na prestação de serviços de caracterização e metrologia de materiais e de saúde, meio ambiente e segurança possibilitará a certificação de equipamentos fundamentais para a caracterização de nanomateriais, incluindo as plataformas de espectroscopia Raman, análise térmica, FTIR e BET, por meio da frente de Caracterização e Metrologia, coordenada pela professora Hállen Calado, além de protocolos vinculados à frente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS), sob gestão do professor Ary Correia.

A caracterização e a metrologia de nanomateriais são essenciais para garantir a qualidade, a segurança e o desempenho de produtos que utilizam esses elementos em sua composição, evitando falhas, reduzindo custos de produção e desperdícios e assegurando que os componentes atendam às normas técnicas e especificações de cada projeto. “Essa conquista fortalece não apenas o CTNano, mas toda a cadeia produtiva dos nanotubos de carbono, grafenos e outros nanomateriais no Brasil, ampliando a confiabilidade metrológica, a rastreabilidade e a conformidade técnica necessárias para a inserção competitiva em mercados de alta tecnologia”, afirma a professora Hallen Calado.

A chamada recebeu 117 propostas de todo o estado, das quais pouco mais de 10% foram aprovadas. Entre os projetos contemplados, a proposta liderada pela Frente de Caracterização, apoiada pela frente SMS, com gestão da Fundação Christiano Ottoni, recebeu o segundo maior aporte financeiro da chamada: R$ 3,59 milhões.

‘Safe by design’
Segundo o coordenador da frente de SMS, professor Ary Corrêa Júnior, a certificação possibilitará a realização de testes de toxicidade e ecotoxicologia conforme padrões de agências como Inmetro, OECD e ISO. “Com isso, poderemos atender empresas, governos e a comunidade no desenvolvimento de produtos nanotecnológicos, utilizando a estratégia ‘Safe by design’, que identifica e reduz riscos à saúde, segurança e meio ambiente desde as fases iniciais de criação de um produto ou tecnologia”, explica ele.

Norma nacional
Desde 2021, a professora Hállen Calado e a supervisora de sua equipe, a pesquisadora Luiza de Lazari, integram grupos de trabalho do Comitê ABNT/CEE-089, comissão de Estudo Especial de Nanotecnologia responsável pelo desenvolvimento, tradução e adaptação da primeira norma nacional para nanotecnologia e grafeno no Brasil, a ABNT ISO/TS 21356-1.

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