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PARCERIAS ESTRATÉGICAS

UFMG apresenta pesquisas em sistemas autônomos e IA ao Ministério da Defesa

Intermediada pela Fundação Christiano Ottoni, visita aproximou competências da Universidade de demandas estratégicas do ministério

Por Dayse Lacerda | Comunicação da Fundação Christiano Ottoni

Reitor Alessandro Moreira (quarto, da direita para esquerda) junto a docentes da Engenharia e comitiva do Ministério
Reitor Alessandro Moreira (quarto, da direita para esquerda) junto a docentes da Engenharia e comitiva do Ministério
Foto: Raphaella Dias | UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais recebeu, nesta quarta-feira, 10, uma comitiva do Ministério da Defesa para uma agenda dedicada à apresentação de trabalhos, linhas de pesquisa, laboratórios e iniciativas de inovação desenvolvidas na instituição. Intermediada pela equipe da Fundação Christiano Ottoni, que dá suporte a projetos da Escola de Engenharia e de outras unidades da UFMG, a visita teve como objetivo fortalecer o diálogo entre a Universidade e o setor de Defesa nacional, com foco na identificação de oportunidades de cooperação em áreas de interesse científico, tecnológico e estratégico para o Brasil.

A programação da visita, iniciada na Escola de Engenharia da UFMG e realizada majoritariamente em suas dependências, contou com a presença do reitor da UFMG, Alessandro Moreira, e de oficiais da área de ensino e fomento à pesquisa do Ministério da Defesa. Também participaram o diretor e o vice-diretor da Escola de Engenharia, Cícero Murta e Henrique Martins, e o diretor e o superintendente da Fundação Christiano Ottoni, Eduardo Chahud e Benjamin Menezes, além de outros docentes e pesquisadores. A agenda incluiu apresentações de pesquisas e projetos desenvolvidos na Universidade aos integrantes da comitiva do Ministério da Defesa e visitas técnicas a laboratórios da UFMG.

No encontro, o reitor Alessandro ressaltou o interesse e a disposição da UFMG em atuar no fomento à soberania nacional. “A parceria com o Exército, com a Aeronáutica, com a Defesa, de modo geral, marca algo que a Escola de Engenharia e a Universidade como um todo têm em seu DNA: o relacionamento com a sociedade”, ressaltou. “A gente forma pessoas, mas a gente está a serviço da sociedade brasileira. Por isso queremos estar junto com vocês no desenvolvimento de pesquisas de tecnologias em nome da defesa da soberania do nosso país”, reforçou. Na ocasião, o reitor fez questão de lembrar que a UFMG é hoje uma referência na proteção do capital intelectual, na construção de alianças estratégicas e na transferência de tecnologia.

Parcerias estratégicas
No encontro, pesquisadores da UFMG apresentaram à comitiva da Defesa trabalhos que vêm sendo realizados nos campos da energia de alta potência, dos drones, da inteligência artificial, da capacidade aumentada na relação homem-máquina, das nanotecnologias, dos compósitos, dos sensores e do sensoriamento remoto, entre outros. Todos esses são campos que dialogam diretamente com áreas prioritárias para o Ministério da Defesa, conforme fizeram saber seus representantes no encontro.

Parcerias estratégicas: coronel Samuel Machado Leal da Silva durante a apresentação feita aos pesquisadores da UFMG
Parcerias estratégicas: coronel Samuel Machado Leal da Silva durante a apresentação feita aos pesquisadores da UFMG
Foto: Raphaella Dias | UFMG

A agenda também incluiu uma visita da comitiva ao Centro de Tecnologia da Mobilidade, na Escola de Engenharia, uma apresentação da FutureTech, iniciativa desenvolvida na incubadora de empresas Inova, e uma visita ao Centro de Sensoriamento Remoto (CSR) da UFMG, sediado no Instituto de Geociências (IGC). A diversidade das áreas contempladas na visita evidenciou a amplitude das competências da UFMG e seu potencial de contribuição em projetos de interesse estratégico do Ministério da Defesa e para o desenvolvimento do país.

O coronel Samuel Machado Leal da Silva, chefe do Sistema Defesa Indústria e Academia de Inovação do Exército, abriu as apresentações feitas pela comitiva destacando a posição privilegiada, mas também desafiadora, do Brasil no contexto geopolítico atual, em razão de suas dimensões territoriais e de suas riquezas, como os recursos energéticos, as extensas áreas agricultáveis e a disponibilidade de recursos hídricos. Para a proteção do território nacional, explicou, o Exército possui uma capacidade operacional que é apoiada por bases de inovação regionais imbuídas da interlocução com a academia e com o setor produtivo, com foco no desenvolvimento de programas estratégicos de defesa. Segundo ele, esse sistema é responsável por estimular a pesquisa e o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas como geração de energia limpa, robótica e produtos à base de nióbio.

Na ocasião, o coronel Samuel Silva destacou os setores de maior interesse do Ministério da Defesa para o desenvolvimento de projetos conjuntos com a Universidade, entre os quais a inteligência artificial aplicada ao planejamento de operações, a realidade aumentada para acompanhamento de operações a distância e os drones de alta capacidade para carregamento de carga. “Por que não criar um exoesqueleto ativo? Os humanoides serão em breve uma realidade. Como equiparar as capacidades humanas?”, provocou o coronel, em clima descontraído.

Durante o encontro, o coronel Alex da Penha, chefe da Assessoria de Ensino e Fomento à Pesquisa, apresentou o programa de fomento à pesquisa do Ministério da Defesa, com destaque para sua relevância no estímulo à inovação, à autonomia tecnológica e ao desenvolvimento científico nacional. Um dos principais objetivos do programa é promover e incentivar a cooperação com outras instituições públicas e privadas do país, de modo a fortalecer a interação entre governo, academia e setor produtivo. Em 2025, segundo ele, o programa destinou aproximadamente R$ 100 milhões ao cumprimento desses objetivos, envolvendo mais de 50 instituições de ensino superior brasileiras e quase a mesma quantidade de instituições estrangeiras.

Representantes do Ministério da Defesa conversam com alunos-pesquisadores em um dos laboratórios da Escola de Engenharia
Representantes do Ministério da Defesa conversam com alunos-pesquisadores em um dos laboratórios da Escola de Engenharia
Foto: Raphaella Dias | UFMG

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