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CT Terapias da UFMG recruta idosos para testar vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan

Em Belo Horizonte, são necessários mais 200 voluntários, que receberão dose gratuita e serão acompanhados durante seis meses

Por Redação

Procedimentos presenciais serão realizados na sede do CT Terapias, no bairro Jardim Montanhês, na região Noroeste de Belo Horizonte
Procedimentos presenciais serão realizados na sede do CT Terapias, no bairro Jardim Montanhês, na região Noroeste de Belo Horizonte
Foto: Divulgação

Até o fim do mês de maio, o Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras (CT Terapias) da UFMG espera recrutar, somente em Belo Horizonte, mais 200 idosos (a partir de 60 anos de idade) para participar, gratuitamente, de pesquisa sobre a eficácia de uma vacina contra a influenza desenvolvida especificamente para essa faixa etária. No estudo, os voluntários receberão uma dose do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan ou da vacina já disponível no mercado e serão acompanhados de forma remota, com plantão disponível 24 horas. O processo de recrutamento começou em março, e o CT Terapias espera reunir 500 participantes.

Os procedimentos presenciais serão realizados na sede do CT Terapias, no bairro Jardim Montanhês, na região Noroeste de Belo Horizonte. Os interessados em participar do estudo devem manifestar interesse pelo instagram do CT Terapias ou pelo telefone (31) 99509-7634.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, anualmente, a vacina contra a influenza – também desenvolvida e produzida pelo Butantan – para a população em geral. A resposta imunológica tende a ser menos eficiente em pessoas de idade mais avançada, justamente as mais suscetíveis às complicações da doença, que podem levar ao surgimento de outras comorbidades e até ao óbito. Na rede privada, no entanto, já é comercializado um imunizante importado destinado a idosos com eficácia comprovada.

Quem está apto
Os voluntários elegíveis para o estudo devem ter 60 anos ou mais e não apresentar condições de imunodepressão. A infecção por HIV/aids ou doenças autoimunes, como o lúpus, que podem comprometer a resposta do sistema imunológico, constituem possíveis critérios de exclusão. Por outro lado, pessoas com doenças crônicas frequentes nessa faixa etária, como diabetes ou hipertensão, poderão participar do estudo, desde que as condições estejam devidamente controladas. Em todos os casos, a inclusão dos participantes será previamente avaliada pela equipe médica responsável pela pesquisa.

O estudo encontra-se na fase 3, etapa destinada à verificação da eficácia da vacina. O projeto prevê a participação de 6,9 mil pessoas em todo o país, com a colaboração de 17 centros de pesquisa localizados nos seguintes estados: São Paulo, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Caso os resultados sejam positivos, eles serão submetidos à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No ensaio clínico, serão aplicados dois imunizantes diferentes: um já comercializado na rede privada – uma vacina de alta dose – e outro em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, que não é de alta dose. O objetivo é verificar o potencial da vacina contra a influenza adjuvada para provocar uma resposta imunológica comparável à da vacina de alta dose em idosos. Cada participante receberá apenas um dos imunizantes, em dose única, e será acompanhado ao longo de seis meses, por meio de avaliações remotas e presenciais.

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Procedimentos e acompanhamento
Inicialmente, o candidato será avaliado pelos pesquisadores em uma consulta realizada no CT Terapias, com o objetivo de verificar sua aptidão para participar da pesquisa. Após ser considerado elegível e assinar o termo de consentimento, o voluntário poderá receber uma das duas vacinas disponíveis, ambas administradas em dose única.

A aplicação será realizada no modelo duplo-cego, um tipo de ensaio em que tanto o participante quanto o aplicador desconhecem qual dos dois imunizantes está sendo administrado. A seleção ocorrerá de forma randomizada, procedimento que reduz vieses e assegura a impessoalidade no processo.

Os voluntários passarão por uma segunda consulta médica presencial 21 dias após a aplicação da vacina e por uma terceira consulta seis meses após o início do acompanhamento. Nos intervalos entre os encontros, eles também serão acompanhados por meio de ligações telefônicas. O estudo conta ainda com um plantão de médicos e profissionais de enfermagem disponível 24 horas para esclarecer eventuais dúvidas que possam surgir durante a pesquisa.

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