UFMG firma parceria com Opas e governo de Minas para ampliar cobertura vacinal no estado
Trabalhos serão deflagrados com oficina-piloto no Vale do Jequitinhonha, nos dias 1º e 2 de setembro
Com Assessoria de Comunicação da Escola de Enfermagem
O Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (Opesv), da Escola de Enfermagem da UFMG, firmou parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) para uma pesquisa-intervenção que visa implementar e avaliar estratégias intervencionais para o aumento das coberturas vacinais nos diferentes ciclos de vida em Minas Gerais. O projeto é coordenado pela professora Fernanda Penido Matozinhos, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública, e pelo subsecretário de Vigilância em Saúde da SES/MG, Eduardo Campos Prosdocimi.
A iniciativa será efetivada por meio de oficinas com gestores da Atenção Primária à Saúde (APS), vigilância epidemiológica, controle social, sociedade civil, comunidade escolar e comunidade acadêmica dos 853 municípios mineiros. A oficina-piloto está prevista para a Gerência Regional de Saúde do município de Pedra Azul, na região do vale do Rio Jequitinhonha, nos dias 1º e 2 de setembro.
De acordo com a professora, o objetivo é desenvolver planos de ação focados na realidade de cada cidade, com a implementação de estratégias que considerem fatores individuais, ambientais, hesitação vacinal e fatores inerentes aos programas de cuidado. Em busca de melhor desempenho e do aumento das coberturas vacinais, após a implementação dos planos as unidades de saúde serão monitoradas trimestralmente para o acompanhamento dos indicadores de processo de trabalho em imunização.
A proposta do projeto considera a relevância da integração ensino-serviço como espaço para a reflexão sobre a realidade da produção de cuidados, além da necessidade de transformação de práticas, enfatiza Fernanda. “Esperamos que a implementação e o monitoramento das ações possibilitem sua incorporação à rotina dos serviços dos municípios de forma sustentável.”
Redução da cobertura vacinal
O Programa Nacional de Imunização (PNI), criado em 1973, disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) uma rotina de imunização que contempla todas as fases da vida. Considerado um dos maiores programas de vacinação do mundo, o PNI é reconhecido por ações coletivas e individuais que asseguraram elevadas coberturas vacinais para quase todos os imunobiológicos durante décadas, e é o responsável pela redução nas taxas de incidência e óbitos por doenças imunopreveníveis, como o sarampo – o Brasil foi certificado como país livre da doença em 2024. No entanto, diversos fatores, como a precarização da atenção básica à saúde e a desinformação, contribuem para a redução das taxas de cobertura vacinal da população brasileira.
Estudo realizado pelo Opesv, entre os anos de 2015 e 2020, revelou menor cobertura vacinal em 2020 para crianças menores de um ano. A pesquisa abrangeu as 28 Gerências Regionais de Saúde (GRS) e Superintendências Regionais de Saúde (SRS) de Minas Gerais. “Em relação à classificação de risco para a transmissão de doenças preveníveis por ações de imunização, cerca de 80,9% dos 853 municípios mineiros estavam classificados como de alto risco, sendo que municípios de grande porte apresentaram maior porcentagem de baixa homogeneidade de vacinas (HCV), o que classifica 100% desses municípios como de alto ou muito alto risco para transmissão de doenças preveníveis por vacinas”, explica Fernanda Matozinhos.
Durante a segunda edição do Congresso brasileiro em defesa da vacinação, realizado em maio deste ano no campus Pampulha, profissionais, pesquisadores e gestores de saúde de todo o país se reuniram para discutir a reconquista das altas coberturas vacinais frente aos muitos desafios e fragilidades dos sistemas públicos de saúde. Na ocasião, a professora indicou a comunicação científica, a reorganização do trabalho e o monitoramento como “fatores essenciais para o sucesso da reconquista da alta cobertura vacinal”.iscutir a reconquista das altas coberturas vacinais frente aos muitos desafios e fragilidades nos sistemas públicos de saúde. Na ocasião, a professora indicou a comunicação científica, a reorganização do trabalho e o monitoramento como fatores “essenciais para o sucesso da reconquista da alta cobertura vacinal”.
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