Hans-Joachim Koellreutter: UFMG realiza série de concertos e seminários em homenagem aos 111 anos do compositor ícone da música experimental
Professores da Escola de Música que fazem parte da organização do evento destacam a importância do artista para a música e o ensino
Nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, a professora da Escola de Música, subcoordenadora do Programa de Pós-graduação e integrante da equipe organizadora dos Seminários e Concertos Koellreutter 111 anos, Helena Lopes, e o compositor, professor associado da Escola de Música, membro do Colegiado do Programa de Pós-graduação em Música da UFMG, um dos idealizadores dos Seminários e Concertos Koellreutter 111 anos, foi aluno do professor Koellreutter na década de 80, professor Rogério Vasconcelos Barbosa, conversaram com a jornalista e apresentadora Luiza Glória, no programa Conexões.
A Escola de Música da UFMG começa nesta terça, 1º, a celebração da obra e das contribuições de um importante músico alemão e brasileiro para o ensino e a linguagem musical no nosso país. É a série de Seminários e Concertos Hans-Joachin Koellreutter 111 anos. Flautista, compositor, educador, regente e ensaísta, Koellreutter defendeu o vínculo entre desenvolvimento humano e musical, por meio de uma aproximação crítica, livre e universalista tanto da arte quanto da música. Nascido em Freiburg, na Alemanha, em 1915, ele buscou refúgio no Brasil durante a ascensão nazista.
O músico instaurou a Segunda Fase da Modernidade Musical Brasileira, sendo criador e diretor do movimento Música Viva, responsável por introduzir no país a música atonal, aquela sem um tom central, e também o dodecafonismo, que trata todas as 12 notas com a mesma importância. Ele também participou da fundação da Escola de Música da Bahia e da Orquestra Sinfônica Brasileira, e foi professor de nomes como Tom Jobim, Tom Zé e Rogério Duprat. Além disso, fundou o Centro de Pesquisa de Música Contemporânea da UFMG e participou da construção das bases estruturais para o Programa de Pós-Graduação da Escola de Música da Universidade.
A dupla relembrou a trajetória de vida de Koellreutter e sua visão que não separava a prática da pesquisa musical, além da conscientização dos músicos para além da arte em si. O alemão naturalizado brasileiro também trouxe indicações para o ensino musical, tendo sido professor de nomes como Tom Jobim, Tom Zé e Rogério Duprat, ele colava o estudante no centro do processo, uma vez que não acreditava em currículos fechados. Expoente da música experimental, está presente nos rumos que a Pós-Graduação em música da UFMG tomou até os dias de hoje. A série Seminários e Concertos Hans-Joachin Koellreutter 111 anos, vai de terça a quinta, 3 de setembro, com atividades na Escola de Música, no Conservatório UFMG e na Fundação de Educação Artística. Saiba mais sobre a programação aqui.