1º Censo da População em Situação de Rua: Professor da UFMG André Dias destaca desafios para a iniciativa do IBGE em 2028, principalmente o orçamentário
Pesquisador extensionista destaca importância da iniciativa na elaboração de políticas para uma comunidade que sempre foi desassistida
Nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, o professor, pesquisador extensionista da UFMG e um dos coordenadores do Programa Polos de Cidadania, da Faculdade de Direito da Universidade, André Luiz Freitas Dias, participou do programa Conexões.
O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, anunciou que vai realizar o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, entre 3 e 7 de julho de 2028. A iniciativa inédita busca tirar da invisibilidade milhares de brasileiros e servir de base para novas políticas públicas. De acordo com dados do CadÚnico, Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o número atual de pessoas vivendo em situação de rua no Brasil é de mais de 384 mil.
Minas Gerais segue como o terceiro estado com maior população nessa condição, somando mais 34 mil pessoas, com quase 16 mil delas em Belo Horizonte. Fruto de uma parceria com instituições e movimentos sociais, o novo censo é um marco na produção de dados oficiais do país, com uma metodologia própria construída em diálogo com a sociedade. A proposta orçamentária para a realização do levantamento deve ser enviada ao Congresso Nacional em agosto para ser votada pelos parlamentares.
O professor destacou que a iniciativa é fundamental, mas que há desafios para que ela seja concretizada, como a própria garantia do orçamento. Ele ressaltou que é uma demanda muito antiga jamais atendida a inclusão da população em situação de rua no Censo. O levantamento inédito, se realizado como planejado, será fundamental para a construção de políticas públicas para as pessoas em situação de rua.
Produção: Ingrid Mendonça, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória