Abril Azul: Mesa redonda no mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista
Participaram a estudante Giovanna Guerino, a advogada e mãe de gêmeas com T21 e TEA Cynthia Oliveira e a professora Maria Luísa Nogueira
Nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, o programa Conexões realizou uma mesa redonda sobre o Abril Azul, mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Participaram a advogada, mãe de gêmeas com T21 e TEA, palestrante, jornalista, membro da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-MG , Membro da ABA Sudeste, Conselheira do Instituto Invisibile Down, Cynthia Oliveira; a pessoa autista, estudante de Geografia na UFMG, bolsista do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Universidade (NAI), Giovanna Guerino; e a professora do Departamento de Psicologia, coordenadora da pós em TEA, do PRAIA, Programa de Atenção Interdisciplinar ao Autismo e do LEAD, Laboratório de Estudo e Extensão em Autismo e Desenvolvimento, psicóloga, mestre e doutora pela UFMG e mãe atípica, Maria Luísa Nogueira. A mediação foi da jornalista e apresentadora Luiza Glória.
O Abril Azul é a campanha do mês mundial de conscientização sobre o TEA, Transtorno do Espectro Autista. O autismo é um transtorno conhecido pela alteração das funções do neurodesenvolvimento da pessoa, que interfere e causa dificuldade na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento. Normalmente costumam surgir nos primeiros meses de vida. De acordo com o DSM-5, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª Edição, da Associação Americana de Psiquiatria, os casos de autismo são classificados com base no nível de suporte necessário.

O bem estar dessas pessoas depende do diagnóstico correto e, de preferência, apresentado da maneira mais precoce possível, e da preparação de diversos tipos de profissionais, passando pela escola, pelos sistemas de saúde e outros serviços. O autismo é uma condição que não tem cura, mas, sim, tratamento, para garantir o máximo de qualidade de vida possível de acordo com o nível de suporte necessário para a pessoa.
Segundo um levantamento feito pelo Mapa Autismo Brasil, 92,4% das pessoas que cuidam de crianças com TEA são mulheres, o que traz diversas implicações e necessidade de políticas públicas. Por isso, é importante também não invisibilizar a doença, para que existam mais pesquisas e especialistas em autismo. No Brasil, a estimativa do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de que 2,4 milhões de pessoas sejam autistas.
A conversa passou pela importância da conscientização e de que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível, ressaltando que os critérios para essa definição hoje são muito claros. As especialistas e mães de crianças autistas e a estudante que convive com a condição abordaram os desafios diários sem romantizar o tema, mas fizeram um convite para que a sociedade busque se informar.
A UFMG oferece pós-graduação em TEA, pelo Programa de Atenção Interdisciplinar ao Autismo (PRAIA) e pelo Laboratório de Estudo e Extensão em Autismo e Desenvolvimento (LEAD). Mais informações pelo site.
Produção: Vyctória Alves e Hugo Rezende, sob orientação de Alessandra Dantas e Luíza Glória
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