Acordo Mercosul-União Europeia é importante num mundo instável, defende professora da UFMG
Professora da Face Patrícia Nasser destaca possíveis vantagens e riscos para o Brasil e o Mercosul
Nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, a Doutora em Economia Política Internacional e Professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG Patrícia Nasser de Carvalho conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
Um acordo histórico foi firmado entre o Mercosul e a União Europeia e pode dar origem à maior zona de livre comércio do mundo. A assinatura provisória foi feita na última sexta-feira, depois de cerca de 25 anos de negociação. Dos 27 países membros da União Europeia, 21 votaram a favor e, de acordo com fontes diplomáticas, somente França, Polônia, Hungria, Áustria e Irlanda votaram contra. A Bélgica se absteve. O governo brasileiro defende que a medida é importante para o multilateralismo e vai reduzir a dependência do nosso país em relação aos Estados Unidos.
A presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou que a projeção é que as exportações do bloco do velho continente para o Mercosul cresçam quase 50 bilhões de euros até 2040, enquanto as transações em sentido contrário podem aumentar em até 9 bilhões de euros no mesmo período. Com o acordo, seriam eliminadas tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul. Para que a Zona de Livre Comércio entre em vigor, o bloco sul-americano precisa assinar o acordo, o que deve ocorrer nos próximos dias. Depois, ainda é necessária a aprovação do Parlamento Europeu e das casas legislativas do Brasil e dos outros membros do Mercosul.
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