Dia de Combate ao Trabalho Infantil: Prática afasta a pessoa dos estudos, traz problemas de saúde e aproxima de outras atividades ilegais, destaca técnica do MTE
Coordenadora do FECTIPA-MG, Elvira Cosendey, ressalta que é preciso conscientizar toda a sociedade e ações mais efetivas dos municípios
Nesta sexta-feira, 12 de junho de 2026, a técnica do Ministério do Trabalho e Coordenadora do FECTIPA-MG, Fórum de Enfrentamento e Combate ao Trabalho Infantil e Profissionalização do Adolescente de Minas Gerais, Elvira Cosendey, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
Hoje, 12 de junho, é celebrado o Dia Municipal, Nacional e Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Instituída pela Organização Internacional do Trabalho em 2002, a data vem para conscientizar a todas e todos sobre os impactos negativos do trabalho infantil no desenvolvimento físico e emocional das crianças. Pela Constituição, é proibido o trabalho noturno, perigoso ou insalubre para menores de 18 anos, bem como qualquer trabalho a menores de 16 anos, exceto como aprendiz.
Essa prática, além de ferir a dignidade dos jovens, prejudica o acesso ao ensino. Dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, revelam que mais de 1 milhão e seiscentas mil crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam nessa situação em 2024, e mostram uma redução na frequência escolar entre aquelas que têm o trabalho explorado. Neste mês de Copa do Mundo, entidades de defesa dos direitos do trabalho e da proteção da infância se uniram na campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil.
Elvira Cosendey chamou a atenção para os motivos de combater o trabalho infantil, que foi considerado natural durante muito tempo. Ela ressaltou que os tempos mudaram e hoje são reconhecidos os danos à saúde e o afastamento que essa situação causa dos estudos, o que é fundamental para a formação e inserção profissional em qualquer ofício. Além disso, colocar crianças e adolescentes para trabalhar aproxima essas pessoas de outras formas de ilegalidade, como o tráfico de drogas, por exemplo. A coordenadora do FECTIPA-MG enfatizou que é preciso da atuação de toda a sociedade e ações mais efetivas das gestões municipais.
Produção: Ingrid Mendonça e Isabella Ludwig, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória