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Eleições no Peru: Candidatos estão definidos para o 2º turno, mas disputa deve ser marcada pela instabilidade, analisa professor da Unila Fábio Borges

Diretor do Instituto Latino-americano de Economia e Sociedade da Unila detalha o conturbado cenário político peruano

Nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, o diretor do Instituto Latino-americano de Economia e Sociedade da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), professor Fábio Borges, participou da programação do Conexões.

O Peru finalmente conhece os candidatos que vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais, depois de mais de um mês de uma apuração tumultuada. A candidata de extrema direita Keiko Fujimori, que teve dezessete vírgula dezoito por cento dos votos, enfrenta o candidato de esquerda Roberto Sánchez, que somou doze vírgula zero três por cento. A eleição acontece em meio a um período de crise política prolongada. O Peru teve oito presidentes desde 2016, a maioria destituída ou forçada a renunciar por escândalos de corrupção. O primeiro turno foi marcado por atrasos em alguns centros de votação em Lima e a longa apuração gerou alegações de fraude, principalmente por parte do candidato de extrema direita Rafael López Aliaga, que ficou atrás de Sánchez com onze vírgula nove por cento dos votos.

O professor ressaltou o momento de fragilidade da política peruana, convivendo há anos com presidentes destituídos ou que renunciaram. Ele traçou o perfil dos candidatos que foram para o segundo turno, ambos enfrentando processos na Justiça. Borges relembrou que Keiko Fujimori já foi para essa fase da disputa três vezes e suas derrotas mostram como é forte a imagem ruim do passado autoritário com seu pai na presidência, Alberto Fujimori. Em uma eleição marcada pela instabilidade desde o início, o professor pontua que o clima deve continuar assim até a definição do vencedor e mesmo depois, uma vez que as duas candidaturas contam numericamente com o apoio de parcelas pequenas da população, além de um Senado com bastante poder para promover um impeachment.

Produção: Ingrid Mendonça, sob orientação de Alessandra Dantas e Hugo Rafael

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