Oficinas de culinária ancestral convida todas as pessoas a conhecer a Cozinha de Jeje, no projeto Casa Aberta
Iniciativa é baseada na convivência, para entrar e ficar à vontade, sem preconceito, destaca o Doté Márcio de Azansu
Nesta sexta-feira, o sacerdote do Candomblé do Jeje Mahí, oriundo do Benim, na África, Doté Márcio de Azansu, conversou com o jornalista e apresentador Hugo Rafael, no programa Conexões.
O Centro Religioso e Cultural de Matriz Africana Casa São Lázaro realiza nesta sábado, 15, uma oficina gratuita sobre esse tema, com a Cozinha de Jeje. O evento leva aos participantes conhecimento sobre ingredientes e preparo de alimentos dedicados a Ogum, Odé e Agué, conhecidos na tradição Jeje Mahi como Olodés, os grandes senhores da caça. Ao todo, são 10 oficinas do projeto Cozinha de Jeje, com receitas dedicadas às entidades cultuadas na tradição da Casa, como Azansu, Sogbo, Oyá, Oxum, Nanã e Yemanjá. Dentro da prática cultural, a comida é vista como forma de conectar história, identidade e resistência. As oficinas fazem parte do projeto Casa Aberta, iniciativa voltada à preservação, transmissão e valorização da cultura afro-brasileira, principalmente das práticas do Jeje Mahí.
Doté Márcio de Azansu ressaltou a riqueza da culinária ancestral, reflexo de todo o conhecimento, ervas, folhas, sementes que o povo preto trouxe do continente africano. Ele detalhou como será a oficina, que não tem caráter ritualístico, mas é focada na convivência, por isso o nome do projeto, “Casa Aberta”, onde todas as pessoas são bem-vindas, para ficarem à vontade e sem preconceito. O sacerdote também explicou sobre as entidades das religiões africanas e como a culinária ancestral vai muito além da alimentação. Saiba como participar aqui.
Produção: Ingrid Mensil e Isabella Ludwig, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória