Quanto maior o tempo de licença-paternidade, mais benefícios, mostra estudo do Made USP
Por Vyctória Alves, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória
Nesta terça-feira, 26 de agosto de 2025, o doutorando em economia pelo Cedeplar, Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, pesquisador do Made USP, Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo, onde também de formou no bacharelado em economia, José Bergamin, conversou com a jornalista Luiza Glória, no programa Conexões.
Um projeto que amplia a licença-paternidade para 15 dias pode ser votado no plenário da Câmara dos Deputados. Estudo produzido no Made USP, Centro de pesquisa em macroeconomia das desigualdades da Universidade de São Paulo, apresenta uma extensa revisão da literatura internacional sobre os impactos da ampliação da licença paternidade, com base em mais de 50 pesquisas empíricas. A análise está inserida no contexto brasileiro, em que o afastamento do pai do trabalho após ter um filho é de apenas 5 dias e o da mulher é de quatro meses. A nota de política econômica número 75 analisa casos de países como Suécia, Espanha e Islândia, apontando diversos benefícios dos períodos prolongados de licença paternidade.
O pesquisador José Bergamin detalhou o estudo do Made que aponta vantagens na divisão do trabalho doméstico, no vínculo entre pais e filhos e no desenvolvimento das crianças. Ele ressalta que o aumento da licença não é suficiente como medida isolada para reduzir as desigualdades de gênero no mercado de trabalho.
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