Sarampo nas Américas: Professora da UFMG Fernanda Penido destaca urgência do aumento da vacinação
Por Vyctória Alves, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória
Nesta quarta-feira, 3 de setembro de 2025, a professora da Escola de Enfermagem da UFMG e líder do Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (Opesv), Fernanda Penido Matozinhos, participou do programa Conexões.
Dez países das Américas notificaram surtos de sarampo em 2025 e a OPAS, Organização Pan-Americana da Saúde, fez recomendações de combate à doença. A entidade pediu aos governos que reforcem a vacinação, melhorem a vigilância de doenças e agilizem as intervenções de resposta rápida diante de casos suspeitos. Até 8 agosto deste ano, foram confirmadas mais de dez mil infecções e dezoito mortes relacionadas em dez países, o que representa um aumento de trinta e quatro vezes em comparação com o mesmo período de 2024.
Os surtos estão relacionados principalmente à baixa cobertura vacinal: 71% dos casos ocorreram em pessoas não imunizadas e 18% em indivíduos com situação vacinal desconhecida. Em 2024, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral na região alcançou 89%, dois pontos percentuais a mais que em 2023, enquanto a segunda dose aumentou de 76% para 79%. No entanto, esses níveis permanecem abaixo dos 95% recomendados para prevenir surtos. No Brasil foram confirmados vinte e quatro casos neste ano, número muito inferior ao do Canadá, que lidera a lista com mais de 4.500 registros.
No final de 2024, o continente foi certificado como livre do sarampo endêmico. Como destacou a professora, com a alta transmissão da doença em outras partes do mundo e a redução da cobertura vacinal na região, o risco de reintrodução persiste. Ela pontuou também que a vigilância epidemiológica é fundamental para controlar possibilidades de surto.
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