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Programa de Formação de Conselheiros Nacionais: inscrições prorrogadas para curso de atualização


O Programa de Formação de Conselheiros Nacionais, da UFMG, o prorrogou o prazo para inscrição no curso de atualização sobre "Mecanismos de controle público: uma visão crítica". Os interessados em participar do curso poderão se inscrever, pela internet, até o dia 02 de abril.

Os cursos de atualização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais são destinados aos membros dos conselhos nacionais de políticas públicas; técnicos e gestores governamentais envolvidos com instituições participativas; e membros de organizações da sociedade civil com experiência participativa e/ou profissional nas políticas públicas. Ainda neste semestre serão realizados mais três cursos de atualização.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no site dos Conselheiros Nacionais. Os participantes deverão ter conhecimento mínimo em Word e Internet Explorer. Para mais informações, acesse aqui o edital.

 

Em entrevista, tutoras do Programa de Formação de Conselheiros Nacionais falam sobre a importância de acompanhar os alunos

Desde 2008, o Programa de Formação de Conselheiros Nacionais tem trabalhado para proporcionar uma formação qualificada aos estudantes dos cursos de especialização e atualização que são oferecidos pelo Programa.

Segundo o coordenador acadêmico do Programa, o psicólogo e cientista político Leonardo Barros Soares, “os cursos são realizados, em sua maior parte, em ambientes on-line, onde os alunos participam de bate-papos e fóruns de discussão, assistem a vídeo-aulas e têm acesso a textos complementares. Por isso, os tutores do curso têm um papel de extrema importância no acompanhamento das atividades realizadas, sendo um suporte fundamental para o aprendizado dos estudantes durante o período em que o curso é realizado”.

O curso, idealizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, apresenta uma equipe de treze tutores, dez dedicados à modalidade de especialização e três à modalidade de atualização. Os tutores são responsáveis por dar apoio aos alunos, mediando as discussões nos fóruns de debate,realizando sessões de discussões on-line e fazendo a ponte entre os estudantes e a coordenação durante todo o período de realização do curso .

Para se candidatar a uma vaga de tutoria o candidato deve estar vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFMG em nível mínimo de doutorado e apresentar experiência e dinamismo no trato com os alunos e com as ferramentas utilizadas no curso.

Para saber um pouco mais sobre o trabalho realizado pelos tutores, o Democracia e Justiça conversou com duas tutoras do curso de especialização, Francesca Baggia, graduada pela Faculdade de Ciência Política Universidade de Bologna, e Viviane Petinelli, que cursou doutorado sanduíche em Havard. Atualmente, as duas são estudantes de doutorado no departamento de Ciência Política da UFMG.

Na entrevista, as tutoras falam sobre os principais desafios e as potencialidades de acompanhar os estudantes, e também sobre as expectativas para o Encontro presencial que será realizado entre os dias 18 e 20 deste mês, na FAFICH/UFMG.

Veja abaixo a entrevista completa.

Democracia e Justiça: Gostaria que vocês falassem um pouco sobre suas trajetórias, formação acadêmica e experiências profissionais

Viviane Petinelli - Minha trajetória acadêmica se iniciou em 2003, quando ingressei no curso de graduação em Ciências Econômicas na Universidade Federal de Minas Gerais. Nesta época, eu já lecionava línguas em duas escolas de idiomas e já começava a me interessar por seguir carreira na academia. Ademais, eu tive a oportunidade de trabalhar para o Ministério do Trabalho com políticas afirmativas de economia solidária, o que gerou, em mim, grande interesse pelo estudo das políticas públicas. A combinação destes dois aspectos – gosto pelo ensino e interesse em aprender sobre o governo e suas ações – me levaram a ingressar no mestrado em Ciência Política em 2008 na mesma universidade. Nos dois anos que nele permaneci, tive a oportunidade de integrar, como assistente, a equipe de professores que criaram o Curso de Graduação em Gestão Pública e, nele, dar as primeiras aulas na Universidade. Resolvi, então, dar continuidade à experiência e ao aprendizado e ingressei no programa de Doutorado em 2010. Durante o ano de 2012, realizei um doutorado sanduíche na Universidade Harvard, nos EUA . Na ocasião, trabalhei como pesquisadora convidada (research fellow) do Ash Center for Democratic Governance and Innovation, - instituto de pesquisa da J. F. Kennedy School of Government da Harvard University -, sob orientação do professor doutor Archon Fung e colaboração das professoras Dra. Jane Mansbridge e Margaret Weir. Em Havard, pude desenvolver minha pesquisa de doutorado acerca do poder de agenda de conferências de políticas públicas e tive a oportunidade de contribuir com outras pesquisas sobre inovações democráticas ao redor do mundo, notadamente, implantadas em países europeus e asiáticos. Ao longo destes últimos quatro anos, tenho desempenhado a função de assistente de docência no curso de Gestão Pública e de Ciências Sociais, tenho participado de pesquisas voltadas para compreender as instituições participativas, particularmente, as conferências de políticas públicas, e já atuei como tutora à distância em outros três cursos de atualização e especialização. Em breve, defenderei minha tese.

Francesca Baggia - Eu sou graduada pela Faculdade de Ciência Política da Universidade de Bologna e também fiz uma especialização nessa Universidade sobre temas de Cooperação Internacional e Desenvolvimento. Eu sempre tive um grande interesse pela América Latina. Por isso, depois de ter formado e trabalhado por algum tempo, resolvi voltar a estudar e fui fazer o mestrado na UNB, no Cepac (Centro de Pesquisa de pós-graduação sobre as Américas). Continuando os meus estudos sobre a América Latina eu vim fazer o doutorado na UFMG para pesquisar os mecanismos de participação nas novas constituições de alguns países da América Latina. E aqui na UFMG eu também me tornei tutora do curso de especialização do Prodep.

 

DJ: Como está sendo a experiência de trabalhar como tutora? Principalmente no ambiente on-line?

Petinelli - Como mencionei antes, esta é a quarta vez que desempenho o papel de tutora à distância. Eu, particularmente, gosto muito de atuar como tutora. Apesar das dificuldades e desafios que esta atividade enfrenta, o aprendizado do aluno, assim como os relacionamentos que emergem da relação tutor-aluno, compensam e superam esses desafios. Minha experiência tem sido maravilhosa. Tenho o privilégio de conviver com 14 homens e mulheres muito compromissados, persistentes e empenhados em aprender e em praticar o que aprendem. Temos caminhado lado a lado, a partir de conversas constantes pela plataforma virtual e por e-mail, quando necessário. Nossas interações vão desde discussões nos fóruns, passando pelos bate papos semanais aos sábados, até troca de e-mails informais a respeito de assuntos pessoais e profissionais diversos. Assim como eles têm aprendido comigo, eu tenho aprendido muito com eles. Desta experiência, portanto, levarei mais do que aprendizado, levarei amadurecimento pessoal e novos amigos.

Baggia - É um trabalho bem desafiador. A gente precisa criar uma relação de apoio e confiança com os alunos e isso não é fácil. A rotina, a confiança e a interação é feita, primeiramente, pela internet. Então, a gente tem que criar uma relação com os alunos sem ter uma interação face a face. Isso foi bem desafiador, mas pouco a pouco foi acontecendo, e como o tempo de convivência é grande isso ajuda bastante. Tem um ano que eu estou acompanhando esses alunos. É preciso muita paciência e persistência, porque têm muitos alunos que acabam se perdendo, pois não estão acostumados com o ambiente online. Mas quando a gente consegue estabelecer uma dinâmica entre o tutor e os estudantes, o processo fica muito legal. Os alunos começam a confiar no tutor, as coisas começam a funcionar e melhora o desempenho quando se tem esse apoio. O tutor é uma referência para os alunos, pois ele acompanhas os alunos desde o início do curso até a defesa da monografia. Qualquer problema, seja no conteúdo da disciplina, seja em outra coisas, eles sabem que nós estamos lá para ajudar.

 

DJ:Quais são as principais dificuldades e desafios enfrentados como tutoras?

Petinelli - Confesso que, apesar da experiência adquirida ao longo do tempo, a distância consiste a principal dificuldade e, portanto, desafio a ser superado a meu ver. Qualquer relação, independente de ser amorosa ou profissional, requer proximidade, presença, interação constante com o outro. Num curso à distância, essa presença é vital, ainda mais necessária. Sem ela, a relação está fadada ao fracasso. Disto segue que, num ambiente virtual, é necessário expressivo compromisso e vontade por parte dos dois lados – tutor e aluno. Se somente o tutor estiver engajado, o aluno conseguirá ou não chegar ao fim. Se, por outro lado, apenas o aluno se comprometer com o curso, sua trajetória será mais custosa, totalmente independente e requererá grande esforço e perseverança para chegar ao fim. O necessário é que ambos, tutor e aluno, estejam igualmente envolvidos com o curso. Pela troca de mensagens, e-mails, participação ativa nas atividades propostas, isto é, pela interação constante entre tutor e aluno, a distância se reduz e pode, inclusive, ser totalmente superada, como se não tivesse existido.

Baggia – Também concordo com a Viviane. O fato de não estar tão perto dificulta um pouco o retorno dos alunos. Alguns deles somem e você não sabe se ele está com algum problema pessoal ou no trabalho, se há alguma coisa que está atrapalhando ele de fazer o curso. Às vezes, sem o contato físico fica mais difícil de entender as dificuldades e necessidade dos alunos, porque eles não estão aparecendo, porque estão sumindo do curso...É preciso ter mais paciência, mais perseverança, contatar por e-mail ou por telefone. Também é preciso criar uma rotina on-line. É mais difícil criar uma rotina on-line do que uma rotina presencial. Você não tem um horário. Então você tem que se vigiar muito. Os tutores precisam estar lá sempre falando: “vocês precisam guardar tempo para o curso”. Criar essa rotina é muito difícil, por isso eu acho que o papel do tutor é muito importante para tentar ajudar os alunos a estabelecer essas rotinas.

E as potencialidades?

Petinelli - Vejo, num curso à distância, até mais potencialidades que num curso presencial. Para além dos ganhos de escala no ensino e dos ganhos de aprendizagem dos alunos e professores/tutores, a necessidade de interação constante e próxima que os cursos à distância pressupõe pode gerar vínculos pessoais e profissionais mais fortes, mais robustos entre alunos e tutores, o que não tende a acontecer nos cursos presenciais. Além da bagagem teórica, os alunos podem carregar amizades, vínculos profissionais dos quais eles poderão se beneficiar algum dia.

Baggia – Na minha opinião, o grande potencial é o alcance que esse curso pode ter. Ele atinge pessoas que nunca teriam a oportunidade de fazer um curso em uma grande universidade, porque trabalham ou porque moram no interior. Então, há uma possibilidade de formação para muitas pessoas que em outros contextos poderiam não ter acesso a esse tipo de aprendizado. O curso também tema capacidade de juntar pessoas com experiências de vida muito diversas. As pessoas têm horários e necessidades diferentes um das outras, têm níveis de qualificação distintas. A interação entre a turma gera uma dinâmica muito interessante, pois eles não poderiam ter outras oportunidades de estarem juntos em outro contexto.

 

DJ: E quais são as expectativas para o Encontro Nacional?

Petinelli - As expectativas para o Encontro são enormes! Essa é a oportunidade de reencontrar meus alunos que não vejo desde setembro do ano passado. Todos estão muito ansiosos para encontrar e contar as novidades, compartilhar suas últimas conquistas, discutir os temas sobre os quais têm aprendido e debater seus projetos de pesquisa. Além disso, todos estão com grande expectativa quanto às mesas de discussão, às oficinas temáticas e, sobretudo, à sessão de orientação. Nossa programação já está pronta e inclui dois jantares especiais e passeios em Ouro Preto e Inhotim. Que o encontro chegue logo!

Baggia – Também estou ansiosa para os três dias do Encontro! Além de tutora, sou co-orientadora de duas alunas, por isso eu vou tentar acompanhar o máximo as atividades. Eu acho que o Encontro presencial é um momento muito importante. Isso porque os alunos se interagem efetivamente. Eles têm a possibilidade de se conhecerem para além do curso. Eles podem aprender mais sobre o curso, conhecer a equipe de coordenação, os professores. Isso anima os alunos a chegar no final do curso e também dá um novo ânimo.

 

Abertas inscrições para os cursos de atualização do Programa de Formação de Conselheiros Nacionais

Já estão abertas as inscrições para os cursos de atualização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais do Programa de Formação de Conselheiros Nacionais da UFMG. Os interessados em participar dos cursos poderão se inscrever, pela internet, até o dia 20 de fevereiro.

Serão oferecidas vagas nas disciplinas “A questão de gênero, raça e etnia e a extensão da cidadania”; “Juventude, cultura e participação” e “Teorias do reconhecimento”. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no site dos Conselheiros Nacionais.

Os Cursos de Atualização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais são destinados aos membros dos conselhos nacionais de políticas públicas; técnicos e gestores governamentais envolvidos com instituições participativas; e membros de organizações da sociedade civil com experiência participativa e/ou profissional nas políticas públicas. Os participantes deverão ter conhecimento mínimo em Word e Internet Explorer. Para mais informações, acesse aqui o edital.

   

Um balanço positivo do Programa de Formação de Conselheiros Nacionais em 2013

O Programa de Formação de Conselheiros Nacionais encerrou o ano de 2013 com um balanço positivo de suas atividades. Ao longo deste período, mais de 300 alunos participaram dos cursos ofertados nas modalidades de especialização latu sensu e atualização.

Somente no curso de especialização em "Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais", iniciado em março do ano passado, o Programa contou com 150 alunos matriculados. São conselheiros nacionais, ativistas e técnicos do governo em seus diversos níveis, residentes em diversas regiões do país, que compõem o perfil diversificado do corpo de alunos. Durante o primeiro ano do curso, os estudantes puderam desenvolver o conteúdo trabalhado por meio de acesso a bate-papos, vídeo-aulas, vídeos temáticos, fóruns de discussão por meio de plataforma online além de encontros presenciais. Já nos cursos de atualização, concebido como uma forma de alcançar um público ainda mais amplo, mais de 200 estudantes participaram das sete disciplinas ofertadas nessa modalidade.

Para a aluna do curso de especialização, Jaciane Silva, o curso tem sido uma experiência bastante enriquecedora, principalmente por se tratar de um curso a distância. “Esse curso quebrou todos os meus preconceitos sobre estudo a distância. Eu pude vivenciar um estudo de qualidade, com toda atenção, cuidado, responsabilidade, retorno, diálogos e esclarecimentos. De fato é possível ter excelente retorno com o ensino a distância”, ressalta.

Para o ano de 2014, o Programa de Formação de Conselheiros Nacionais traz mais novidades para o curso de especialização. A partir do mês de março serão ofertadas novas disciplinas e, além disso, novos vídeos serão disponibilizados na plataforma digital. Será realizado também nos dias 19, 20 e 21 desse mês o encontro presencial, em Belo Horizonte, com os orientadores das monografias.

 

Alunos do Curso de Especialização participam de encontros presenciais

O Curso de Especialização em Democracia, República e Movimentos Sociais (modalidade Ead) vai realizar, durante o mês de setembro, encontros presenciais dos alunos com os tutores do curso. Os encontros, que serão realizados em várias cidades do país, têm como objetivo a aplicação de provas presenciais e a realização de uma avaliação sobre o desempenho do curso até o momento, além de aproximar o curso das localidades em que os alunos residem. A aplicação de provas presenciais é uma exigência do Ministério da Educação (MEC) em cursos ofertados na modalidade Ead.

Leia a matéria completa sobre os encontros aqui.

   

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