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COMUNICADO

A coordenação do Programa Nacional de Formação de Conselheiros Nacionais informa que já foram enviados os certificados dos seguintes cursos, na modalidade atualização: A formação da tradição de direitos: uma abordagem crítica; A questão de gênero, raça e etnia e a extensão da cidadania; Teorias do reconhecimento Juventude, cultura e participação e Os mecanismos de controle público: uma visão crítica. Caso ainda não tenha recebido o certificado dos cursos mencionados, entre em contrato com a coordenação do Programa pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ou pelos telefones: (31) 3499-3551/3409-5004

 

Programa de Formação de Conselhos Nacionais: estudantes defenderão monografias em Encontro Nacional

Começa na próxima semana o II Encontro Nacional do Programa de Formação de Conselhos Nacionais 2012/2015. Os estudantes do curso de especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais irão se encontrar mais uma vez, em Belo Horizonte, nos dias 5, 6, 7 de novembro.
O Encontro dos Estudantes será marcado pela apresentação dos trabalhos de conclusão de curso, fruto dos dois anos de estudos e que foram desenvolvidos com auxílio os seus respectivos orientadores. Cerca de 60 defesas de monografias serão realizadas durante o período. As bancas avaliadoras dos trabalhos serão compostas por professores do curso de especialização e também por convidados externos de instituições parceiras, como a Universidade Federal de Viçosa (UFV), Fundação João Pinheiro, UnB, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), dentre outras.

O estudante da especialização Osger Machado comenta como se interessou pelo curso. "Eu trabalho na TV Universitária da UFMG, então, tenho contato com material do curso de Conselheiros desde 2010. Eu achava o material produzido muito interessante ao trabalhar a participação política. E eu tinha muita vontade de ter contato com os textos trabalhados, o material teórico. Por isso, resolvi fazer o curso", conta.
Para o estudante, o curso de especialização atendeu as suas expectativas. "Ele (o curso) oferece um conteúdo denso, com colocações que tem uma base teórica muito forte, mas de uma maneira acessível e que permite formar muitos cidadãos", elogia. "Ele proporciona que as pessoas percebam essas coisas, estudem e procurem mais informações. Você consegue criar pontos de discussão para que muitas pessoas comecem a perceber aqueles assuntos e discutir. Com o curso, eu tive mais contato com os textos, li mais sobre o assunto, conheci o referencial teórico da Ciência Política", afirma.

Mesa redonda e reformulação do curso

Além das defesas das monografias, o Encontro realizará uma Mesa redonda com o tema: "Perspectivas da participação social no Brasil", que contará com a presença do professor do Departamento de Ciência Política da UFMG, Leonardo Avritzer, Pedro Pontual, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Marco Aurélio Crocco Afonso, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG.
Essa é a terceira edição do curso de especialização, que passará por uma reformulação a partir do ano que vem. O objetivo é fortalecer cada vez mais a formação em política dos estudantes, ressaltando a importância da participação política na sociedade democrática. "Estamos concluindo um ciclo de formação e estamos muito felizes de alcançar a meta. Nós pretendemos ampliar, cada vez mais, o processo de formação dos estudantes nos próximos anos", afirma Leonardo Barros, coordenador pedagógico do curso.

 

 

COMUNICADO IMPORTANTE

Prezados(as) alunos(as),


A coordenação do Curso de Especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais gostaria de informar que o processo de certificação dos Cursos de Atualização encontra-se interrompido momentaneamente. Informamos que este processo será retomado em breve e salientamos que isto não implicará em NENHUM prejuízo para os alunos, pois os mesmos serão enviados, assim como era feito anteriormente, na forma impressa através de Agencia dos Correios. Pedimos a gentileza de continuarem atentos a página do Programa de Formação de Conselheiros Nacionais para se manterem informados.


Agradecemos a compreensão de todos,


PROJETO DEMOCRACIA PARTICIPATIVA

   

Programa de Formação de Conselheiros Nacionais: inscrições prorrogadas para curso de atualização


O Programa de Formação de Conselheiros Nacionais, da UFMG, o prorrogou o prazo para inscrição no curso de atualização sobre "Mecanismos de controle público: uma visão crítica". Os interessados em participar do curso poderão se inscrever, pela internet, até o dia 02 de abril.

Os cursos de atualização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais são destinados aos membros dos conselhos nacionais de políticas públicas; técnicos e gestores governamentais envolvidos com instituições participativas; e membros de organizações da sociedade civil com experiência participativa e/ou profissional nas políticas públicas. Ainda neste semestre serão realizados mais três cursos de atualização.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no site dos Conselheiros Nacionais. Os participantes deverão ter conhecimento mínimo em Word e Internet Explorer. Para mais informações, acesse aqui o edital.

 

Em entrevista, tutoras do Programa de Formação de Conselheiros Nacionais falam sobre a importância de acompanhar os alunos

Desde 2008, o Programa de Formação de Conselheiros Nacionais tem trabalhado para proporcionar uma formação qualificada aos estudantes dos cursos de especialização e atualização que são oferecidos pelo Programa.

Segundo o coordenador acadêmico do Programa, o psicólogo e cientista político Leonardo Barros Soares, “os cursos são realizados, em sua maior parte, em ambientes on-line, onde os alunos participam de bate-papos e fóruns de discussão, assistem a vídeo-aulas e têm acesso a textos complementares. Por isso, os tutores do curso têm um papel de extrema importância no acompanhamento das atividades realizadas, sendo um suporte fundamental para o aprendizado dos estudantes durante o período em que o curso é realizado”.

O curso, idealizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, apresenta uma equipe de treze tutores, dez dedicados à modalidade de especialização e três à modalidade de atualização. Os tutores são responsáveis por dar apoio aos alunos, mediando as discussões nos fóruns de debate,realizando sessões de discussões on-line e fazendo a ponte entre os estudantes e a coordenação durante todo o período de realização do curso .

Para se candidatar a uma vaga de tutoria o candidato deve estar vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFMG em nível mínimo de doutorado e apresentar experiência e dinamismo no trato com os alunos e com as ferramentas utilizadas no curso.

Para saber um pouco mais sobre o trabalho realizado pelos tutores, o Democracia e Justiça conversou com duas tutoras do curso de especialização, Francesca Baggia, graduada pela Faculdade de Ciência Política Universidade de Bologna, e Viviane Petinelli, que cursou doutorado sanduíche em Havard. Atualmente, as duas são estudantes de doutorado no departamento de Ciência Política da UFMG.

Na entrevista, as tutoras falam sobre os principais desafios e as potencialidades de acompanhar os estudantes, e também sobre as expectativas para o Encontro presencial que será realizado entre os dias 18 e 20 deste mês, na FAFICH/UFMG.

Veja abaixo a entrevista completa.

Democracia e Justiça: Gostaria que vocês falassem um pouco sobre suas trajetórias, formação acadêmica e experiências profissionais

Viviane Petinelli - Minha trajetória acadêmica se iniciou em 2003, quando ingressei no curso de graduação em Ciências Econômicas na Universidade Federal de Minas Gerais. Nesta época, eu já lecionava línguas em duas escolas de idiomas e já começava a me interessar por seguir carreira na academia. Ademais, eu tive a oportunidade de trabalhar para o Ministério do Trabalho com políticas afirmativas de economia solidária, o que gerou, em mim, grande interesse pelo estudo das políticas públicas. A combinação destes dois aspectos – gosto pelo ensino e interesse em aprender sobre o governo e suas ações – me levaram a ingressar no mestrado em Ciência Política em 2008 na mesma universidade. Nos dois anos que nele permaneci, tive a oportunidade de integrar, como assistente, a equipe de professores que criaram o Curso de Graduação em Gestão Pública e, nele, dar as primeiras aulas na Universidade. Resolvi, então, dar continuidade à experiência e ao aprendizado e ingressei no programa de Doutorado em 2010. Durante o ano de 2012, realizei um doutorado sanduíche na Universidade Harvard, nos EUA . Na ocasião, trabalhei como pesquisadora convidada (research fellow) do Ash Center for Democratic Governance and Innovation, - instituto de pesquisa da J. F. Kennedy School of Government da Harvard University -, sob orientação do professor doutor Archon Fung e colaboração das professoras Dra. Jane Mansbridge e Margaret Weir. Em Havard, pude desenvolver minha pesquisa de doutorado acerca do poder de agenda de conferências de políticas públicas e tive a oportunidade de contribuir com outras pesquisas sobre inovações democráticas ao redor do mundo, notadamente, implantadas em países europeus e asiáticos. Ao longo destes últimos quatro anos, tenho desempenhado a função de assistente de docência no curso de Gestão Pública e de Ciências Sociais, tenho participado de pesquisas voltadas para compreender as instituições participativas, particularmente, as conferências de políticas públicas, e já atuei como tutora à distância em outros três cursos de atualização e especialização. Em breve, defenderei minha tese.

Francesca Baggia - Eu sou graduada pela Faculdade de Ciência Política da Universidade de Bologna e também fiz uma especialização nessa Universidade sobre temas de Cooperação Internacional e Desenvolvimento. Eu sempre tive um grande interesse pela América Latina. Por isso, depois de ter formado e trabalhado por algum tempo, resolvi voltar a estudar e fui fazer o mestrado na UNB, no Cepac (Centro de Pesquisa de pós-graduação sobre as Américas). Continuando os meus estudos sobre a América Latina eu vim fazer o doutorado na UFMG para pesquisar os mecanismos de participação nas novas constituições de alguns países da América Latina. E aqui na UFMG eu também me tornei tutora do curso de especialização do Prodep.

 

DJ: Como está sendo a experiência de trabalhar como tutora? Principalmente no ambiente on-line?

Petinelli - Como mencionei antes, esta é a quarta vez que desempenho o papel de tutora à distância. Eu, particularmente, gosto muito de atuar como tutora. Apesar das dificuldades e desafios que esta atividade enfrenta, o aprendizado do aluno, assim como os relacionamentos que emergem da relação tutor-aluno, compensam e superam esses desafios. Minha experiência tem sido maravilhosa. Tenho o privilégio de conviver com 14 homens e mulheres muito compromissados, persistentes e empenhados em aprender e em praticar o que aprendem. Temos caminhado lado a lado, a partir de conversas constantes pela plataforma virtual e por e-mail, quando necessário. Nossas interações vão desde discussões nos fóruns, passando pelos bate papos semanais aos sábados, até troca de e-mails informais a respeito de assuntos pessoais e profissionais diversos. Assim como eles têm aprendido comigo, eu tenho aprendido muito com eles. Desta experiência, portanto, levarei mais do que aprendizado, levarei amadurecimento pessoal e novos amigos.

Baggia - É um trabalho bem desafiador. A gente precisa criar uma relação de apoio e confiança com os alunos e isso não é fácil. A rotina, a confiança e a interação é feita, primeiramente, pela internet. Então, a gente tem que criar uma relação com os alunos sem ter uma interação face a face. Isso foi bem desafiador, mas pouco a pouco foi acontecendo, e como o tempo de convivência é grande isso ajuda bastante. Tem um ano que eu estou acompanhando esses alunos. É preciso muita paciência e persistência, porque têm muitos alunos que acabam se perdendo, pois não estão acostumados com o ambiente online. Mas quando a gente consegue estabelecer uma dinâmica entre o tutor e os estudantes, o processo fica muito legal. Os alunos começam a confiar no tutor, as coisas começam a funcionar e melhora o desempenho quando se tem esse apoio. O tutor é uma referência para os alunos, pois ele acompanhas os alunos desde o início do curso até a defesa da monografia. Qualquer problema, seja no conteúdo da disciplina, seja em outra coisas, eles sabem que nós estamos lá para ajudar.

 

DJ:Quais são as principais dificuldades e desafios enfrentados como tutoras?

Petinelli - Confesso que, apesar da experiência adquirida ao longo do tempo, a distância consiste a principal dificuldade e, portanto, desafio a ser superado a meu ver. Qualquer relação, independente de ser amorosa ou profissional, requer proximidade, presença, interação constante com o outro. Num curso à distância, essa presença é vital, ainda mais necessária. Sem ela, a relação está fadada ao fracasso. Disto segue que, num ambiente virtual, é necessário expressivo compromisso e vontade por parte dos dois lados – tutor e aluno. Se somente o tutor estiver engajado, o aluno conseguirá ou não chegar ao fim. Se, por outro lado, apenas o aluno se comprometer com o curso, sua trajetória será mais custosa, totalmente independente e requererá grande esforço e perseverança para chegar ao fim. O necessário é que ambos, tutor e aluno, estejam igualmente envolvidos com o curso. Pela troca de mensagens, e-mails, participação ativa nas atividades propostas, isto é, pela interação constante entre tutor e aluno, a distância se reduz e pode, inclusive, ser totalmente superada, como se não tivesse existido.

Baggia – Também concordo com a Viviane. O fato de não estar tão perto dificulta um pouco o retorno dos alunos. Alguns deles somem e você não sabe se ele está com algum problema pessoal ou no trabalho, se há alguma coisa que está atrapalhando ele de fazer o curso. Às vezes, sem o contato físico fica mais difícil de entender as dificuldades e necessidade dos alunos, porque eles não estão aparecendo, porque estão sumindo do curso...É preciso ter mais paciência, mais perseverança, contatar por e-mail ou por telefone. Também é preciso criar uma rotina on-line. É mais difícil criar uma rotina on-line do que uma rotina presencial. Você não tem um horário. Então você tem que se vigiar muito. Os tutores precisam estar lá sempre falando: “vocês precisam guardar tempo para o curso”. Criar essa rotina é muito difícil, por isso eu acho que o papel do tutor é muito importante para tentar ajudar os alunos a estabelecer essas rotinas.

E as potencialidades?

Petinelli - Vejo, num curso à distância, até mais potencialidades que num curso presencial. Para além dos ganhos de escala no ensino e dos ganhos de aprendizagem dos alunos e professores/tutores, a necessidade de interação constante e próxima que os cursos à distância pressupõe pode gerar vínculos pessoais e profissionais mais fortes, mais robustos entre alunos e tutores, o que não tende a acontecer nos cursos presenciais. Além da bagagem teórica, os alunos podem carregar amizades, vínculos profissionais dos quais eles poderão se beneficiar algum dia.

Baggia – Na minha opinião, o grande potencial é o alcance que esse curso pode ter. Ele atinge pessoas que nunca teriam a oportunidade de fazer um curso em uma grande universidade, porque trabalham ou porque moram no interior. Então, há uma possibilidade de formação para muitas pessoas que em outros contextos poderiam não ter acesso a esse tipo de aprendizado. O curso também tema capacidade de juntar pessoas com experiências de vida muito diversas. As pessoas têm horários e necessidades diferentes um das outras, têm níveis de qualificação distintas. A interação entre a turma gera uma dinâmica muito interessante, pois eles não poderiam ter outras oportunidades de estarem juntos em outro contexto.

 

DJ: E quais são as expectativas para o Encontro Nacional?

Petinelli - As expectativas para o Encontro são enormes! Essa é a oportunidade de reencontrar meus alunos que não vejo desde setembro do ano passado. Todos estão muito ansiosos para encontrar e contar as novidades, compartilhar suas últimas conquistas, discutir os temas sobre os quais têm aprendido e debater seus projetos de pesquisa. Além disso, todos estão com grande expectativa quanto às mesas de discussão, às oficinas temáticas e, sobretudo, à sessão de orientação. Nossa programação já está pronta e inclui dois jantares especiais e passeios em Ouro Preto e Inhotim. Que o encontro chegue logo!

Baggia – Também estou ansiosa para os três dias do Encontro! Além de tutora, sou co-orientadora de duas alunas, por isso eu vou tentar acompanhar o máximo as atividades. Eu acho que o Encontro presencial é um momento muito importante. Isso porque os alunos se interagem efetivamente. Eles têm a possibilidade de se conhecerem para além do curso. Eles podem aprender mais sobre o curso, conhecer a equipe de coordenação, os professores. Isso anima os alunos a chegar no final do curso e também dá um novo ânimo.

   

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