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Livro didático concebido por núcleo da Belas Artes será usado pelo MEC

Publicado em 30 dezembro 20 às 10:55 por admin

Publicação da área de linguagens e suas tecnologias é destinada aos ensinos fundamental e médio

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Obra estará disponível para uso dos sistemas de ensino a partir do segundo semestre de 2021
Capa | Editora Scipione 

Concebido pelo núcleo Arte em Conexão, da Escola de Belas Artes (EBA), o livro #Novo Ensino Médio foi aprovado no Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), na grande área do conhecimento que trata de linguagens e suas tecnologias, e estará disponível para uso pelos sistemas de ensino a partir do segundo semestre de 2021, até o fim de 2024.

Publicada pela Editora Scipione, a obra é composta de seis projetos integradores, que têm o objetivo de mobilizar conhecimentos múltiplos e conduzir o aprendizado de competências e habilidades na educação básica. “Isso é procedido por meio de relações interdisciplinares entre seus componentes curriculares (Artes, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa) e outras áreas do conhecimento”, descreve a professora Mariana Muniz, da EBA, uma das autoras.

Segundo a professora, o edital do MEC determinava que as propostas do livro fossem ancoradas nestas cinco temáticas: protagonismo juvenil, midiaeducação, mediação de conflitos e steam (sigla para ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática). “A sexta temática ficaria a cargo dos próprios autores. Escolhemos educação ambiental”, completa Mariana Muniz.

Os demais autores são os professores Maurílio Andrade e Gabriela Christófaro, também da EBA.

Aprendizagem baseada em projetos
Mariana Muniz explica que a metodologia de aprendizagem baseada em projetos transcende o mero ensino de conteúdos. Ela consiste na concepção de projetos que tenham impacto real na formação dos estudantes e que possam ser aplicados na relação com a comunidade escolar e local.

A exploração da identidade cultural e étnico-racial e de suas relações dentro da comunidade é um dos eixos que podem ser abordados, de acordo com a professora. “Usamos materiais orgânicos, ou seja, disponíveis no mundo, como reportagens, podcasts, vídeos, séries, espetáculos, obras de arte, textos teóricos e outros, para fomentar a discussão e uma proposta de convivência dentro da escola”, detalha.

O núcleo Arte em Conexão é dedicado ao desenvolvimento de materiais didáticos e conta com a colaboração eventual de outros professores da UFMG. A coordenação é de Maurílio Rocha e Mariana Muniz. O grupo já havia sido responsável por outras duas obras aprovadas no PNLD. A primeira delas, Arte de perto, de 2019, teve três milhões de exemplares vendidos. A segunda, Rumos da Arte, de 2020, é usada atualmente em muitas escolas brasileiras. O Arte em Conexão tem perfis no Facebook e no Instagram.

(Matheus Espíndola)