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UFMG é a nona ‘voz’ mais popular do Twitter em ranking de divulgadores científicos do país

Publicado em 22 dezembro 20 às 7:36 por admin

Projeto Science Pulse compilou base de dados com mais de 200 mil publicações

Análise do conjunto de interações formado por mais de 1,2 mil conteúdos de divulgação científica postados no Twitter mostrou que, quando o assunto é a pandemia de covid-19, a UFMG é dona do nono perfil mais popular do Brasil nessa rede social. Outras três universidades públicas brasileiras (USP, Ufes e UFSC) aparecem entre as 10 mais populares.

Esse ranking consta do estudo Principais vozes da ciência no Twitter: mapeando a conversa de cientistas e especialistas sobre a covid-19, realizado pelo Science Pulse, projeto que monitora o debate de ciência nas redes sociais, em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD). Os resultados do levantamento foram divulgados na semana passada.

De junho a outubro deste ano, o Science Pulse compilou uma base de dados com mais de 200 mil publicações de cientistas, especialistas e organizações da comunidade científica de todo o mundo sobre a covid-19. A rede de interações desses perfis foi analisada de forma a criar os rankings do projeto.

Pela ordem, as dez vozes da ciência mais populares no Twitter brasileiro em relação à covid-19 são a do biólogo e escritor Richard Dawkins, a do divulgador científico Atila Iamarino, a da Agência Fiocruz de Notícias, a do professor e advogado Silvio Almeida, a da Universidade de São Paulo (USP), a da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Na rede do estudo, que pode ser acessada em sua versão interativa, também são identificadas as relações estabelecidas por outros perfis de divulgação científica da UFMG, como os da Escola de Enfermagem, da Força Tarefa Amerek e da Faculdade de Medicina.

O grupo brasileiro, em verde, destaca-se por se organizar agrupado entre si, mas distanciado da aglomeração internacional, daí a importância do trabalho dos perfis que fazem a ponte entre os grupos
A rede brasileira (verde) destaca-se por se organizar agrupada entre si, mas distanciada da aglomeração internacional, daí a importância do trabalho dos perfis que fazem a interlocução entre os grupos
Imagem: Reprodução de relatório

Cinco grupos
O estudo apresentou os principais influenciadores do país e do mundo organizados em grupos: um circunscrito aos pesquisadores e às instituições do Brasil (ranking em que UFMG e as demais instituições universitárias brasileiras aparecem), outro que aborda a comunidade global de cientistas, um terceiro focado nos “perfis internacionais de articulação”, um quarto com o tema “pioneiros sobre covid-19 nas redes” e um quinto, internacional, centrado nas chamadas “instituições de ponta”. Richard Dawkins aparece no ranking de “pesquisadores e instituições brasileiras” em razão de ser muito citado pelos perfis desse grupo, particularidade que é considerada pela metodologia do estudo.

De igual modo, cada um desses grupos ranqueou os influenciadores por “popularidade”, por “autoridade” e por “articulação”. O índice de popularidade reflete o possível alcance dos perfis na rede e diz respeito à quantidade de seguidores dos perfis. “Autoridade” classifica os perfis “centrais na difusão de informações na rede e, por consequência, os mais respeitados e/ou com maior prestígio”, conforme explicado no relatório do estudo. O índice “articulação” reúne os perfis que fazem “a ponte entre diferentes grupos, com a maior capacidade de difundir suas mensagens”.

A lista em que a UFMG e as demais instituições de ciência brasileiras aparecem é a de popularidade. A USP também figura em primeiro lugar no ranking de articulação, evidenciando seu papel como ponte entre as ilhas nacional e internacional de produção de conteúdo de divulgação científica. 

Os perfis da UFMG no Twitter, no Facebook e em outras mídias sociais são administrados pelo Centro de Comunicação (Cedecom) e compartilham conteúdo jornalístico publicado no Portal UFMG, na TV UFMG e na Rádio UFMG Educativa. 

Leia a íntegra do relatório.

(Ewerton Martins Ribeiro)