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Festival de Verão UFMG propõe ‘desaplanar horizontes’

Festival de Verão UFMG propõe ‘desaplanar horizontes’

Teatro, dança, desenho e outras manifestações artísticas serão contempladas nas 13 atividades programadas, que buscam desenvolver aspectos como a criatividade e a capacidade de raciocínio lógico dos participantes. As inscrições já estão abertas no site www.ufmg.br/festivaldeverao
 
Segundo a professora Denise Araújo Pedron, coordenadora geral do Festival, o caráter multidisciplinar das oficinas está alinhado com o perfil diversificado do público do evento, que, a cada ano, recebe participantes de várias áreas e cursos acadêmicos. “As temáticas desta edição vão contemplar, por exemplo, o viés da arquitetura e outros aspectos da cidade, com forte apego às artes, em especial os quadrinhos, e versarão também sobre os cuidados com o corpo e outros saberes produzidos pela experiência”, comenta.
 
Desaplanando horizontes é o tema desta edição e tem como inspiração o livro “Desaplanar”, neologismo criado pelo quadrinista e professor Nick Sousanis. O termo significa “ver pelos olhos do outro”, entrelaçando diversas linhas de raciocínio que possibilitam mudanças de percepções. Nessa perspectiva, a organização do Festival propôs uma programação pautada na diversidade de pontos de vista, mas não isolados, que se cruzam e interagem para formação de uma perspectiva multidimensional e caleidoscópica.
 
Natureza e cidade

altA atividade Mulheres, corpo e autonomia vai estimular a troca de experiências entre mulheres, sobre vivências com seus corpos e práticas relacionais, incluindo conhecimento anatômico, ciclos hormonais e suas manifestações. O objetivo é propiciar familiaridade com os processos naturais do corpo da mulher e sua inter-relação com a sociedade.

Já o arquiteto Carlos Solano, na oficina Casa natural ­– o resgate do cuidado, vai trazer à tona o cuidado com o corpo, com o vestuário, com a morada, com a cidade e com o planeta, com fundamento na cultura popular das avós, das raizeiras e do povo simples do interior. Rolezinho Lagoinha, por sua vez, consiste em passeios temáticos a pé pelas ruas do tradicional bairro de Belo Horizonte conduzidos por pessoas que conhecem bem a história da região.
 
Com o objetivo de compreender a natureza por meio do entendimento sobre a geometria dos organismos, a oficina Geometria do pensar propõe-se a desenvolver habilidades de visualização e senso espacial, abordando temas como percepção sensorial, raciocínio lógico e a dinâmica de movimento. A atividade será mediada pelo professor Waldo Lima do Valle.
 
Desenho e animação
A oficina Superman, das origens nos quadrinhos à Segunda Guerra Mundial, pretende abordar as origens do personagem nos quadrinhos, a trajetória de seus criadores e o contexto histórico, social, cultural e político, desde a sua criação, em 1937, até a Segunda Guerra Mundial. Ela será ministrada pelo professor e historiador Afonso Andrade.

Já a atividade Todo mundo consegue fazer quadrinhos, ministrada pelo professor de cinema e animação Leal Werneck, vai trabalhar os princípios básicos do design de personagens e das técnicas narrativas utilizadas em histórias em quadrinhos, storyboards para cinema, televisão, publicidade, cinema de animação e videogames.

A oficina Desenho e cartoon, a cargo do cartunista Lucas Ramon Maciel, pretende introduzir os participantes no conhecimento no mundo dos personagens de cartuns. Lucas Ramon, que é surdo, é autor de dois livros e ministra palestras em todo o Brasil.
 
A artista plástica Ana Göbel, por fim, vai ministrar a atividade Asas da imaginação: animação por meio do retroprojetor. A oficina apresenta, de forma lúdica e interativa, as possibilidades de trabalhar com o retroprojetor numa perspectiva transversal.

Eventos
 
A programação do Festival também vai contar com ciclo de debates e apresentações artístico-culturais. As discussões, mediadas por professores da UFMG, vão tratar de temas como a população de rua e ocupações, a questão dos refugiados e a diversidade nas universidades.
 
Entre as apresentações artísticas, o concerto Suíte Capoeira e o banquete O Ajéum que nos une – cerimônia africana baseada na preparação e oferta de uma comida à orixá Yemonjá – serão as atrações da abertura do Festival, na segunda-feira, dia 11.
 
Os espetáculos teatrais Para Rocío Jurado e Todas as vozes, todas elas (ambos na terça-feira) e Assembleia Comum (na quarta-feira) também compõem a programação, que será encerrada na quinta-feira, dia 14, com a festa Tutu com Tacacá convida Bloco da Fofoca, um encontro entre o carimbó paraense e a musicalidade mineira.
 
Com informações da Agência de Notícias da UFMG
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