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‘Teimosia’ e virtuosismo: Festival de Inverno foi aberto oficialmente

‘Teimosia’ e virtuosismo: Festival de Inverno foi aberto oficialmente
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Virtuosismo e descontração deram o tom da abertura oficial do 51º Festival de Inverno da UFMG. Na noite deste domingo (14), o Trio Corrente, grupo de jazz brasileiro, encantou a plateia que lotou o auditório do Conservatório UFMG. O evento, que teve início no dia 11, com atividades no Campus Cultural da UFMG em Tiradentes, segue até o dia 21, com extensa e variada programação em Belo Horizonte.
 
Ao receber o público, a reitora Sandra Goulart Almeida se disse emocionada porque a realização do Festival em 2019 só foi possível por causa de “teimosia”. “Se fôssemos agir pensando no corte recente nos orçamentos das universidades, não teríamos feito”, disse Sandra, em referência à redução de quase R$ 65 milhões em recursos para a UFMG neste ano.
 
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“Resolvemos realizar um evento mais modesto, mas com a mesma qualidade, envolvendo todos os nossos espaços de arte e cultura. Nossa missão é produzir conhecimento e pensamento crítico. E, na crise, isso é ainda mais importante”, afirmou a reitora, acrescentando que tratar das conexões entre memória, arte e patrimônio – eixos da temática do Festival – combina com a reflexão necessária neste momento.
 
“A UFMG é patrimônio não apenas de seus servidores e estudantes, mas da cidade, do estado e do Brasil. Vamos contra a corrente para continuar produzindo impacto relevante e para trazer as pessoas para dentro da Universidade”, disse Sandra Goulart Almeida, que foi longamente aplaudida.
 
Interação com a cidade
Fernando Mencarelli, diretor de Ação Cultural da UFMG, lembrou que o Festival de Inverno, criado durante a ditadura civil-militar, foi sempre “ambiente de liberdade, por meio do encontro, da criação e da reflexão”. Segundo ele, o evento, que se reinventa constantemente, é também “espaço privilegiado de interação da Universidade com a cidade”.
 
“Em tempos de ataques às artes, às universidades e às ciências, de aposta na desinformação, é preciso reafirmar o direito ao patrimônio representado pela história, pela transmissão, pela invenção, por projetos, pela preservação”, disse o titular da DAC. Ele ressaltou que os centros de cultura da UFMG estão articulados em atividades – exposições, oficinas, palestras, espetáculos – de troca, formação, aprendizagem para crianças, jovens e adultos.
 
Alma do povo
Fábio Torres (piano), Edu Ribeiro (bateria) e Bruno Migoto (contrabaixo) tocaram clássicos como Chorinho para você, de Severino Araújo, Retrato em branco e preto, de Tom Jobim e Chico Buarque, e Lamento, de Pixinguinha. E composições do próprio grupo: Nívea e Cebola no frevo, de Edu Ribeiro, Cisco e Venezuelana, de Fábio Torres.
 
O Trio Corrente, que está lançando seu sexto disco (Tem que ser azul, pela gravadora italiana Abeat Records), ganhou o Grammy Awards de 2014, como melhor álbum de jazz latino. “Eles são virtuoses que aliam a complexidade de peças e arranjos, sobretudo de sambas e choros, com improvisação e descontração”, comentou, ao fim do concerto, o professor da Escola de Música Fernando Rocha, que dirige o Conservatório UFMG.

Em um dos momentos em que os integrantes do Corrente se dirigiram ao público, o pianista Fábio Torres afirmou que “saber sobre ciência, arte, cultura e espaço público tem a ver com a alma do povo brasileiro e é importante agora, mais do que nunca”. Os músicos estão ministrando workshops nesta segunda, 15, no Conservatório.
 
As informações sobre o Festival de Inverno podem ser encontradas em www.ufmg.br/festivaldeinverno.
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