DAI - Diretoria de Avaliação Institucional - Histórico

Com o objetivo de institucionalizar e sistematizar a avaliação institucional a UFMG criou, em 2002, a Diretoria de Avaliação Institucional – DAI como um órgão da Administração Central. Esta decisão resultou de um processo cujo início data de 1993, quando a UFMG se tornou parte integrante do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras – Paiub. No âmbito desse programa, as avaliações que foram realizadas privilegiaram os cursos de graduação, com ênfase na atuação dos docentes e nas disciplinas por eles ministradas. O caráter institucional da avaliação da graduação residia, nesse caso, na articulação da avaliação da graduação com as demais dimensões institucionais: extensão, pesquisa, pós-graduação e gestão.
O Projeto de Avaliação do Paiub compreendia diversas etapas, sendo a primeira delas de diagnóstico e sensibilização da comunidade. Iniciado em 1993, o diagnóstico consistiu em relatórios estatísticos, denominados de “Relatórios de Avaliação”, apresentados aos coordenadores dos Colegiados de Cursos em março de 1994. A sensibilização compreendeu várias atividades , entre as quais o preenchimento de questionários pelos alunos para avaliar as disciplinas cursadas e os professores que as ministraram. Além disso, os docentes foram continuamente estimulados a dialogar com a Câmara de Graduação e com a Pró-Reitoria de Graduação - Prograd sobre os métodos, instrumentos e resultados da avaliação, sendo visitadas todas as Unidades Acadêmicas e cursos de graduação, para divulgação, análise conjunta de resultados e deliberação sobre melhorias a serem implementadas. Um “Caderno de Avaliação”, coletânea de textos relativos a estudos e discussões conceituais sobre o tema e relatos de experiências de avaliação da graduação, produzidos na UFMG e em outras IES brasileiras, teve cinco números editados, com distribuição gratuita para todas as instâncias da Universidade, bem como para outros órgãos, instituições e entidades governamentais e não governamentais.

No segundo semestre de 1994 teve início a avaliação interna, estruturada com base em quatro componentes: 1) avaliação de cursos: suas condições, processos e resultados; 2) avaliação de disciplinas; 3) avaliação do desempenho docente nas disciplinas; 4) avaliação do desempenho discente nas disciplinas. Esta etapa foi seguida pela de avaliação externa, realizada por comissões compostas por três membros, sendo um representante de entidade científica, um com experiência na área profissional do curso e um ex-aluno formado nos últimos cinco anos. Nessa avaliação foram considerados aspectos relativos aos currículos, aos corpos docente, discente e técnico-administrativo e à infraestrutura dos cursos. As avaliações foram realizadas entre o primeiro semestre de 1997 e o segundo de 1999, envolvendo os 37 cursos cujos currículos já estavam totalmente implantados até aquela data. Os relatórios produzidos pelas comissões foram analisados pela Comissão Permanente de Avaliação do Ensino de Graduação – CPA e, posteriormente, o Pró-Reitor de Graduação, juntamente com o presidente da CPA, visitaram cada um dos cursos, com o objetivo de discutir os pontos destacados nos relatórios.

Esse maior envolvimento da UFMG com a avaliação vai ocorrer na segunda metade da década de 1990, ocasião em que o MEC reduziu a ênfase da sua participação no Paiub, substituído pela criação do Exame Nacional de Cursos. Nesse contexto, em 13 de dezembro de 1997, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE da Universidade aprovou a criação da Comissão Permanente de Avaliação do Ensino de Graduação – CPA, sendo seus membros designados em 30 de julho de 1998. Essa comissão pode ser considerada como o germe da institucionalização da avaliação na UFMG, pois, com ela houve uma definição de que a Universidade iria se responsabilizar pela continuidade da atividade de avaliação com recursos próprios, independentemente da participação do MEC nesse processo. A composição da comissão era de cinco docentes, sendo dois indicados pelos CEPE, dois pelo Pró-Reitor de Graduação, e o quinto, eleito pelos coordenadores dos colegiados de cursos de graduação. Era integrada, também, por um membro discente.

Em 2002, a nova gestão da Reitoria deliberou pela necessidade de retirar da avaliação o caráter até então restrito à graduação, atribuindo a ela um cunho institucional, com a criação da Diretoria de Avaliação Institucional. Na proposta original de criação, pretendia-se que ela iria cuidar do desenvolvimento de estudos voltados para alguns aspectos parciais da Universidade, realizando, posteriormente, uma avaliação global, compreendendo etapas de auto-avaliação e avaliação externa. A promulgação da Lei Nº. 10.861 de 14 de abril de 2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – Sinaes, obrigou as instituições de ensino superior a, no prazo de dois anos, fazer sua autoavaliação, conduzida por uma Comissão Própria de Avaliação – CPA. Essa autoavaliação deveria ser, posteriormente, seguida por uma avaliação institucional externa. Para dar cumprimento ao estabelecido na lei, essa CPA foi criada na UFMG, em 2004, como um organismo encarregado de conduzir a autoavaliação institucional no âmbito do Sinaes, permanecendo a Diretoria de Avaliação Institucional como coordenadora do processo de avaliação institucional e responsável pela interlocução com o MEC e com outros organismos, no que concerne às informações necessárias à gestão da Universidade. Em 2006, tendo em vista a necessidade de promover a integração entre as atividades de avaliação exercidas na Universidade e acabar com a superposição de funções entre a Comissão Permanente de Avaliação do Ensino de Graduação e a Diretoria de Avaliação Institucional, a CPA da Prograd foi extinta, sendo suas atribuições e equipe incorporadas à DAI.

Relatório de Gestão 2002-2014

 

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