AquaculturaNão é só o mar que está para peixeImpactos negativos do aquecimento global sobre a agricultura fazem crescer o uso de animais aquáticos na alimentação humana, abrindo novo mercado de trabalho
Para dar conta desse consumo, a produção mundial do alimento terá de ser ampliada em 90 milhões de toneladas. "A Aquacultura é um mercado promissor, pelo desenvolvimento do sistema de pesca como fonte de alimento para o homem. Utilizar esses recursos é fundamental, diante de todo o desgaste em relação ao cultivo do solo", afirma Francisco Lobato, diretor da Escola de Veterinária, em Belo Horizonte, onde o curso será oferecido. O estudante de Aquacultura vai receber formação multidisciplinar. O curso terá também atividades em outras unidades da UFMG, como os institutos de Ciências Biológicas (ICB) e Ciências Exatas (ICEx). O estudante vai aprender desde aspectos técnicos e naturais até questões gerenciais e administrativas relacionadas à área, em cinco segmentos de aprendizado: biologia aquática; sistemas de produção e sanidade aqüícola; engenharia aplicada à aquacultura; administração e economia; e meio ambiente (legislação e controle). As aulas práticas serão desenvolvidas nos diversos laboratórios da Escola de Veterinária da UFMG, sobretudo no Laboratório de Aquacultura (Laqua), o primeiro do país no sistema indoor, ou seja, em ambiente interno. Também haverá atividades nas unidades de demonstração da Fazenda Experimental de Pedro Leopoldo, que pertence à unidade.
Avaliação no Exame Nacional de Mercado de trabalho: O profissional de Aquacultura trabalha em áreas como gestão de empresas de produção aqüícola, pesquisa, segurança alimentar, programas de manejo sanitário para organismos aquáticos, controle de qualidade de produtos, consultoria em políticas e estratégias para o desenvolvimento do setor, melhoramentos genéticos, monitoramento de impacto ambiental e atividades de promoção da inclusão social e econômica de pequenas comunidades. Remuneração média inicial: R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00 |
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