Projeto Inaugural (2010-2023)

5° ANDAR

O Aleph

A instalação é inspirada no conto O Aleph, do escritor argentino Jorge Luis Borges, no qual o personagem encontra um ponto de onde se pode ver simultaneamente todos os acontecimentos do universo.Consiste numa escada que se dirige metaforicamente ao infinito. Embaixo dela, uma vídeo-instalação com um caleidoscópio infinito de imagens remete à busca ilusória pela totalidade do conhecimento e questiona sobre as formas de compreender o mundo.


4° ANDAR

Extratos do Tempo

Um grande painel ilustrado com uma linha do tempo apresenta uma retrospectiva de eventos que marcaram etapas do desenvolvimento do universo, demonstrando as transformações ao longo de 14 bilhões de anos: o Big Bang, a formação das galáxias, o surgimento da vida, a evolução dos organismos multicelulares, a extinção dos dinossauros e outros acontecimentos.


A origem da vida na atmosfera primitiva da Terra

A instalação simula um laboratório de pesquisa que reproduz o célebre experimento dos cientistas norte-americanos Urey e Miller em 1952, a primeira demonstração da síntese de aminoácidos – os blocos construtores das proteínas – na atmosfera primitiva. A experiência foi concebida para testar a hipótese de que o ser vivo teria surgido a partir da combinação de elementos químicos presentes na Terra.


Paisagens geológicas / Pangeia

Neste ambiente, o público encontra a Linha do Tempo Interativa, na qual arrasta uma pedra e vê desencadear uma série de animações que ilustra a evolução dos aspectos da crosta terrestre e seus ambientes nas diferentes eras geológicas. Há duzentos milhões de anos, a Terra era um único continente, que posteriormente se fragmentou, formando o mundo como o conhecemos. Reproduções de diversos tipos de dinossauros e répteis que viveram nessa época também podem ser vistas nessa instalação.


A era dos grandes mamíferos

Apresentação de réplicas e vídeos que simulam a reconstituição de alguns dos grandes mamíferos que habitaram o território brasileiro, como tigre-de-bengala, leões e preguiças.


Árvore da vida

As vacas podem ter parentesco com as baleias? A galinha é parente do tiranossauro rex? Instalação baseada na teoria da evolução biológica, Árvore da Vida demonstra, em um grande painel ilustrado, os ancestrais em comum e algumas das relações entre as espécies que viveram na Terra em diferentes épocas.


Pré-história humana

Nossos ancestrais partiram da África, há milhões de anos, numa peregrinação não-linear através dos séculos e continentes. O clima, a geografia, as necessidades de sobrevivência, entre outros fatores, influenciaram nas modificações que resultaram no Homo sapiens. Na instalação, você vê imagens, características e transformações de primatas e hominídeos de vários períodos da pré-história humana.


O homem de Lagoa Santa

Os primeiros vestígios humanos da América são abordados, no Espaço do Conhecimento UFMG, com a história de antigos grupos de caçadores-coletores que chegaram há mais de 12 mil anos às proximidades de Lagoa Santa, em Minas Gerais.

A região se destaca por abrigar dezenas de sítios arqueológicos. Um dos vestígios mais importantes dessa população é o esqueleto da jovem Luzia, datado de quase 11 mil anos atrás e considerado um dos fósseis humanos mais antigos do continente.


Similaridade genética

Qual das duplas tem mais semelhança genética entre si: homem e chimpanzé? Cavalo e zebra? Ou rato e camundongo? Venha conferir as respostas no painel de similaridade genética.


Diversidade humana

Concebida sob a consultoria dos geneticistas Sérgio Pena e Fabrício Santos, a instalação mostra que diferenças físicas que embasam a distinção de etnias são, da perspectiva genética, insignificantes. Estas evidências permitem refutar cientificamente o conceito de raça.


Objetos arqueológicos

Para caçar, construir e se locomover, os humanos da Pré-história usavam instrumentos feitos de pedras, ossos e conchas. No Espaço do Conhecimento UFMG, você vê alguns deles, como batedores de pedras (para extrair lascas de outras pedras), pontas de projétil de quartzo, espátulas de ossos de aves, lâminas de machados, bigornas, potes e vasilhas de cerâmica, entre outros.

Os artefatos evidenciam como as antigas populações já possuíam diversidade técnica, exemplificada tanto na forma de construção desses objetos quanto em seu uso.


O complexo arqueológico de Montalvânia

A instalação apresenta uma reprodução de parte do paredão do Abrigo de Poseidon, localizado no Complexo Arqueológico de Montalvânia, no Norte de Minas, na região do Aristeu, Alto São Francisco. Os povos indígenas antigos da região criaram milhares de gravuras nas rochas dos abrigos da Serra do Aristeu, utilizando superfícies naturalmente polidas e ferramentas de pedra, como martelos e cinzéis, para picoteá-las. Este sítio arqueológico, um dos mais importantes do planeta, destaca-se por suas características únicas que o diferenciam de outros locais em Minas Gerais, oferecendo um valioso registro da nossa Pré-história. Enquanto a maioria dos paredões decorados são ornados com pinturas, os antigos artistas de Montalvânia entalhavam gravuras em relevo no solo rochoso, criando uma expressão singular.


3° ANDAR

Cosmogonias e cosmologias

Cada povo tem sua narrativa sobre a origem do mundo. Cada cultura conta sua história de acordo com suas tradições. Princípios religiosos, míticos ou científicos tentam explicar a origem do universo e influenciam a nossa visão de mundo. No Espaço do Conhecimento UFMG, o público pode ver cenários construídos em papel e ouvir as narrações sobre cinco cosmogonias: Yorùbá, Maxakali, Grega, Maia-quiché e Judaico-cristã. Diferentemente das cosmogonias, as cosmologias são narrativas escritas e têm um autor. São menos figurativas que as cosmogonias e mais conceituais, abstratas e sistemáticas. Como na abordagem científica, buscam desvendar metodicamente os princípios e as leis da natureza que atuariam desde sempre e sem interferências divinas. A que está exposta no Espaço do Conhecimento UFMG se baseia no texto Da natureza das Coisas, de Tito Lucrécio (99 aC. – 55 aC.).


Geografia humana

Instalação composta por seis telas de vídeo que abordam as diferentes formas de ocupação, as transformações sobre o espaço, as interações com a natureza e as outras culturas, mostrando a diversidade sobre a Terra. Os filmes exibem como seres humanos de distintas partes do mundo desenvolvem hábitos, técnicas e estratégias que lhes permitem a sobrevivência em variadas condições climáticas e naturais.


Fábrica da Letra

A palavra, manuscrita e impressa, constituiu, ao longo dos seus longos percursos de inscrição e circulação, inúmeras modalidades técnicas e estéticas expressas em diferentes materialidades: a pedra de todas as antiguidades, a argila da Mesopotâmia, o papiro do Egito, o bambu da China, a palmeira da Índia, a madeira e o pergaminho do mundo romano. Até chegar ao papel, hoje tão familiar, que sai do extremo Oriente para então seguir seu percurso do mundo islâmico ao cristão.

A essa diversidade de suportes, sobrepõe-se uma grande variedade de formas adaptadas às características físicas dos materiais e aos usos atribuídos pelos diferentes sistemas de escrita: blocos de pedra, tabletes de argila e madeira, tiras de bambu e palmeira, rolos de papiro e pergaminho, páginas de papiro, pergaminho e papel. A extensa história dos livros e das letras nos impõe aqui um recorte, marcando dois grandes momentos de transformação das formas e dos suportes do livro no Ocidente: do volumen ao códice e do manuscrito ao impresso.

A passagem de uma forma a outra ocorre de maneira lenta e progressiva, e não descarta a coexistência de materiais distintos e as transferências entre diferentes culturas. Lembremos que, no início da era cristã, os chineses e árabes usavam o papel, enquanto o uso do pergaminho é consolidado no Ocidente e o papiro está ainda presente no Mediterrâneo.


Mercatu Mundi

As viagens marítimas abriram possibilidades de expansão humana no planeta. Através do mar, e diante do desconhecido, o ser humano se lançou. A partir daí, descobertas, colonizações e domínios. Ao mesmo tempo, a troca, a miscigenação, novos temperos, novas roupas, novos idiomas. Novas formas de vida que se chocaram ao mesmo tempo em que se misturaram.

A instalação traz uma interpretação da história da América e do mundo entre o início do século XVI e meados do século XIX. Imagens, mapas e vídeos contam um pouco da história das viagens e descobertas humanas, recriando alegoricamente o ambiente de um mercado na América Colonial.


Flora mundializada

Das Américas para o mundo, do mundo para as Américas: de onde vêm as plantas, as frutas e os legumes que fazem parte da nossa vida hoje? Da África? Das Américas? Foram trazidas da Europa? O trânsito de várias espécies de plantas alterou paisagens, culturas, hábitos e costumes alimentares de inúmeros povos. O Espaço do Conhecimento UFMG mostra algumas delas, sua origem e sua etimologia. Surpreenda-se.


Os nomes e os lugares

A Fitotoponímia, ciência que estuda os nomes de lugares que têm como origem a vegetação, conta a história de alguns pontos de Minas Gerais por meio das plantas. Ao escolher uma delas na tela central, a instalação multimídia oferece a oportunidade de acessar um amplo conjunto de informações sobre o termo: língua de origem, imagens, descrição, ocorrências do nome em território mineiro etc.


Diversidade linguística

O último módulo da seção Vertentes faz referência às janelas de um aglomerado de casas antigas de Minas Gerais. Ao lado de painéis que ilustram nosso artesanato – fuxico, retalhos, chitas –, o público escuta histórias, casos e cantos que representam os modos de expressão nas diferentes regiões do estado. Uma amostra do rico e ímpar falar mineiro, suas influências e raízes.