{"id":8574,"date":"2026-02-04T12:43:01","date_gmt":"2026-02-04T15:43:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/espacodoconhecimento\/?page_id=8574"},"modified":"2026-02-11T11:49:38","modified_gmt":"2026-02-11T14:49:38","slug":"texto-curatorial","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufmg.br\/espacodoconhecimento\/exposicoes\/demasiado-humano\/texto-curatorial\/","title":{"rendered":"Texto Curatorial"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"309\" data-id=\"8573\" src=\"https:\/\/www.ufmg.br\/espacodoconhecimento\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Untitled-design-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8573\" srcset=\"https:\/\/www.ufmg.br\/espacodoconhecimento\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Untitled-design-2.png 768w, https:\/\/www.ufmg.br\/espacodoconhecimento\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Untitled-design-2-300x121.png 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:35px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A atividade intelectual humana \u00e9 sempre inventiva, criativa e art\u00edstica. Todo conhecimento \u00e9, nesse sentido, uma constru\u00e7\u00e3o, uma interpreta\u00e7\u00e3o situada sobre o mundo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Nosso conhecimento, disse Nietzsche, \u00e9 humano, <em>demasiado humano<\/em>, para pretender algo como a objetividade ou o distanciamento dos fen\u00f4menos. Estamos sempre interpretando o mundo a partir de um jeito de ser no mundo. Al\u00e9m disso, o conhecimento est\u00e1 sempre em movimento, em cria\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m em disputa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A conflu\u00eancia dos pensamentos de matrizes ind\u00edgenas e africanas tem nos ensinado que o mundo ocidental possui uma perspectiva muito limitada sobre o humano e que a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de humanidade foi utilizada para invisibilizar modos de vida que se distanciam da vis\u00e3o de progresso e de des-envolvimento dominantes. A produ\u00e7\u00e3o de um humano des-envolvido, des-enraizado, est\u00e1 na base das crises sociais, econ\u00f4micas e ambientais, e das m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia perpetradas contra diferentes povos no passado e atualmente.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Por isso, hoje, para al\u00e9m de afirmar que nosso conhecimento \u00e9 humano, devemos nos questionar de qual humano estamos falando. De que lugar falamos quando dizemos que conhecemos algo? Quais mem\u00f3rias e quais perspectivas compartilhamos quando julgamos conhecer o mundo? Essas perspectivas s\u00e3o \u00fanicas? Como outras perspectivas sobre o humano, a natureza e a vida podem ativar outras mem\u00f3rias e outros futuros poss\u00edveis para o conhecimento? \u00c9 com estas perguntas que abrimos nossa jornada na exposi\u00e7\u00e3o <em>demasiado humano.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atividade intelectual humana \u00e9 sempre inventiva, criativa e art\u00edstica. Todo conhecimento \u00e9, nesse sentido, uma constru\u00e7\u00e3o, uma interpreta\u00e7\u00e3o situada sobre o mundo. Nosso conhecimento, disse Nietzsche, \u00e9 humano, demasiado humano, para pretender algo como a objetividade ou o distanciamento dos fen\u00f4menos. 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