Jornada de Estudos

Patrimônio cultural imaterial é uma categoria que atravessa diferentes campos do conhecimento, sendo objeto de ações e debates em âmbitos locais e internacionais. Ao focalizar manifestações culturais vivas como festas, rituais, saberes e conhecimentos tradicionais, a jornada enfatiza o patrimônio cultural como processo e sublinha o protagonismo dos atores envolvidos, ou seja, dos próprios detentores das práticas culturais. Para isso, estarão presentes representantes de comunidades cujos saberes foram patrimonializados, pesquisadores(as) universitários(as) e agentes de políticas públicas para refletirem sobre dois eixos principais: os sentidos locais do patrimônio e os desafios que o assunto hoje suscita.

Entrada franca, limitada à capacidade do espaço.

  • Este é um evento gratuito com certificação, mediante inscrição pelo link: https://aplicativos.ufmg.br/conhecimento/atividades/usuarios/acesso
  • Além de se inscrever, o participante precisa assinar a lista de presença que será disponibilizada durante a atividade para ter direito ao certificado, que será emitido online. As vagas são limitadas à capacidade do espaço, portanto é necessário que o inscrito compareça até dez minutos antes do início da atividade para garantir a sua vaga.

Data: 16 de julho

Local: Conservatório UFMG

Público-alvo: interessados na temática

Horário: 8h30 a 19h

 


  • 8h30 a 9h – Credenciamento

    Inscrições e credenciamento no local.

  • 9h a 9h15 – Abertura

    Com a presença de:

    • Sandra Goulart Almeida, Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais,;
    • Fernando Mencarelli, Diretor de Ação Cultural da UFMG;
    • Leda Martins, Lúcia Campos e Glaura Lucas, Curadoras da Jornada.
  • 9h15 a 10h15 – Palestra “Caminhos das culturas populares e políticas públicas de patrimônio cultural imaterial”

    A palestra busca oferecer um panorama geral dos antecedentes e da história das políticas públicas de patrimônio cultural imaterial no país e aborda seus imbricamentos e articulações com circuitos e caminhos da cultura popular contemporânea. Aborda também as diferentes formas de conceituação das culturas populares nos estudos que a elas se dedicaram.

    Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti - é professora titular do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisadora de festas e rituais da cultura popular contemporânea, dos estudos de folclore e da história da antropologia, das relações entre narrativa, ficção e escrita etnográfica, entre seus trabalhos recentes estão Carnaval, ritual e arte (7 Letras, 2015) e a organização com Joana Corrêa da coletânea Enlaces: estudos de folclore e cultura popular (Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, 2018).

    Palestrante: Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti (UFRJ)

    Local: Auditório

    Classificação: 18 anos

  • 10h30 a 12h30 ‒ Roda de conversa “Os sentidos locais do patrimônio”

    Moderadoras: Leda Martins, Glaura Lucas e Lúcia Campos.

    Participantes:

    • Everton Eustáquio da Silva – Presidente da Irmandade de N. Sr.ª do Rosário de Contagem;
    • Aparecida do Nascimento Luz – Vice-presidente da Irmandade de N. Sr.ª do Rosário de Contagem;
    • Iracema Pereira Moreira – Rainha Perpétua da Irmandade de N. Sr.ª do Rosário do Jatobá;
    •  José Antônio Rodrigues – Presidente da Irmandade de N. Sr.ª do Rosário do Jatobá;
    • Geni Carvalho Soares ‒ Rainha Mãe Conga da Irmandade de N. Sr.ª do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte;
    • Maurício Aparecido Costa ‒ Procurador-geral da Irmandade de N. Sr.ª do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte;
    • Sidney ti Oxossi ‒ Babalorixá do Terreiro Ilê Wopo Olojukan.
  • 14h a 17h ‒ Roda de conversa “Os desafios do patrimônio cultural imaterial”

    Moderadoras: Leda Martins, Glaura Lucas e Lúcia Campos

    Participantes:

    • Domingos Alves Corrêa – Folião e cabeça de folia do Terno de Folia Irmãos Corrêa (São Francisco, MG);
    • Antônio José Raposo – Fazedor de violas, rabecas e outros instrumentos das folias; articulador cultural e historiador (São Francisco, MG);
    • Joaci Ornelas – Músico, compositor, violeiro e cantador;
    • Michele Abreu Arroyo – Presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG);
    • Vanilza Jacundino Rodrigues – Representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-MG);
    • Françoise Jean de Oliveira Souza – Diretora do Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha (Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte);
    • Mariana Ramos – Pós-doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da PUC Minas;
    • Joana Corrêa – Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ.

     

  • 17h a 18h – Lançamento do livro Enlaces: estudos de folclore e culturas populares

    Enlaces é uma coletânea de artigos escritos por pesquisadores das ciências humanas que lançam nova visão sobre a produção contemporânea das culturas populares brasileiras. Seus capítulos desvendam fascinantes enlaces entre as pujantes expressões culturais populares e seus importantes intérpretes e estudiosos que, no passado como no presente, documentaram-nas, registraram e pesquisaram. A abordagem dessa fecunda interação cultural supera a dicotomia que por tanto tempo apartou as ciências sociais dos estudos de folclore.

    Organização: Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti e Joana Corrêa.

    Duração: 1h
    Local: Pátio interno do Conservatório UFMG

  • 18h a 19h – Apresentação de viola (Domingos Alves Corrêa e Joaci Ornelas)

    O recital é permeado de ensinamentos do mestre Domingos Corrêa através da forma tradicional da viola caipira, de expressões e saberes reconhecidos como “patrimônio cultural imaterial” do estado, dialogando com o trabalho e com as pesquisas do músico mineiro Joaci Ornelas. Um encontro entre um mestre violeiro – representante de tradições culturais do São Francisco, como folias de reis, folia do divino, folia de São Gonçalo, lundus, celebrações e danças executadas através de toques de viola peculiares presentes nessa região de Minas Gerais – e um músico violeiro e pesquisador sensível a essas linguagens e expressões identitárias de comunidades rurais do estado.

    Duração: 1h

    Local: Pátio interno do Conservatório UFMG

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